AGRONEGÓCIO

Campanha de Atualização de Rebanhos da ADAPAR Alcança 85,5% de Regularização

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A campanha de atualização de rebanhos de 2024, promovida pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), encerrou na última segunda-feira (01/07) com 85,5% das explorações pecuárias regularizadas. Os produtores que não cumpriram o prazo estão sujeitos a penalidades legais, como multas, e ficam impedidos de obter a Guia de Trânsito Animal (GTA), essencial para a movimentação de animais entre propriedades e para abate em frigoríficos.

Resultados Positivos e Desafios Regionais

O relatório divulgado pela Adapar na terça-feira (02/07) revela que 46 municípios do Paraná finalizaram a campanha com 100% de suas explorações regulamentadas, enquanto 293 municípios superaram a marca de 80% de regularização. No entanto, 22 municípios apresentaram índices inferiores a 60%, com os menores registros em Jaguariaíva (45,4%), Curitiba (44,1%), Quatro Barras (43,3%), Mandirituba (40,9%) e Pinhais (39,2%).

Esforços Contínuos e Busca Ativa

Produtores que ainda não atualizaram seus cadastros podem fazê-lo espontaneamente nas unidades físicas da Adapar. A agência também iniciará uma busca ativa para identificar rebanhos com cadastro desatualizado, o que pode resultar em multas. A atualização deve abranger todas as espécies animais presentes na propriedade, incluindo bovinos, búfalos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes, colmeias de abelhas e bicho-da-seda.

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Importância da Atualização Cadastral

O Departamento de Saúde Animal destaca que o Paraná possui 155 mil propriedades e mais de 191 mil explorações pecuárias, abrigando aproximadamente 8,6 milhões de bovinos, 7 milhões de suínos, 20 mil aviários, 240 mil equídeos, entre outros animais. Apesar do progresso, 27.893 explorações ainda não foram atualizadas, representando 14,6% do total.

Monitoramento e Segurança

Rafael Gonçalves Dias, chefe do Departamento de Saúde Animal da Adapar, enfatiza que manter os cadastros atualizados é uma responsabilidade crucial para os produtores rurais. “Essa prática não só beneficia os próprios produtores, mas também fortalece a agricultura e a pecuária do nosso estado como um todo”, afirma Dias. A atualização dos cadastros permite um monitoramento mais eficaz da saúde dos rebanhos, auxiliando na identificação e controle rápido de surtos de doenças, prevenindo perdas e garantindo a qualidade dos produtos agropecuários. Isso também contribui para um planejamento eficaz de políticas públicas, rastreabilidade e segurança alimentar.

Para mais informações sobre a campanha de atualização de rebanhos e como regularizar sua propriedade, os produtores podem procurar as unidades da Adapar ou acessar os canais de atendimento da agência.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Rota pelo Pacífico pode reduzir custo e ampliar exportações do agro

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O governo federal deu mais um passo para tirar do papel uma antiga demanda do agronegócio: criar uma rota de exportação pelo Oceano Pacífico para reduzir a dependência dos portos brasileiros. O Ministério da Agricultura instituiu nesta semana o Programa de Integração Produtiva e Logística Brasil-Bolívia-Pacífico, iniciativa que pretende estruturar um corredor internacional de transporte ligando Mato Grosso aos portos do Chile e do Peru.

Na prática, o programa não constrói estradas nem define um cronograma de obras, mas cria um comitê gestor responsável por coordenar ações entre os governos brasileiro e boliviano, facilitar acordos sanitários e aduaneiros e atrair investimentos para tornar o corredor operacional.

A proposta interessa principalmente a Mato Grosso, maior produtor de grãos do país. Hoje, boa parte da soja, do milho, do algodão e da carne produzidos no Estado percorre entre 2 mil e 2,3 mil quilômetros até portos como Santos (SP), Paranaguá (PR), Itaqui (MA), Miritituba (PA) e Barcarena (PA). Além da longa distância, o elevado fluxo de cargas pressiona o custo do frete durante a safra.

Pela nova alternativa, a produção seguiria da região oeste de Mato Grosso até Vila Bela da Santíssima Trindade, na fronteira com a Bolívia. A partir dali, cruzaria cidades bolivianas como San Ignacio de Velasco e Santa Cruz de la Sierra, seguindo pela malha rodoviária do país até alcançar portos no Oceano Pacífico, como Arica, Iquique e Antofagasta, no Chile, ou Ilo, no Peru.

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À primeira vista, o trajeto terrestre não representa uma redução expressiva da distância em relação aos portos brasileiros. O principal ganho está no transporte marítimo. Para cargas destinadas à China, ao Japão, à Coreia do Sul e a outros mercados asiáticos, a saída pelo Pacífico reduz o tempo de navegação em comparação com as rotas que partem do Atlântico, além de diminuir a dependência dos corredores logísticos hoje concentrados no Sul, Sudeste e Arco Norte.

A proposta também amplia as alternativas para o escoamento da safra em períodos de maior demanda. Mato Grosso deverá colher mais de 100 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), volume que exige investimentos permanentes em infraestrutura de transporte.

Outro ponto considerado estratégico é o abastecimento de insumos agrícolas. A integração com a Bolívia pode facilitar a chegada de fertilizantes e outros produtos utilizados na produção rural, diversificando as rotas de abastecimento e reduzindo a dependência de corredores já sobrecarregados.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, classificou a iniciativa como um avanço para o setor. Segundo ele, o Estado sempre enfrentou o desafio da distância entre as áreas produtoras e os portos de exportação, o que reduz a competitividade do agronegócio mato-grossense.

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Apesar do potencial, o corredor ainda depende de uma série de investimentos. Mato Grosso já executa obras de pavimentação em direção à fronteira, mas será necessário melhorar a infraestrutura rodoviária em território boliviano, além de harmonizar procedimentos alfandegários, sanitários e de fiscalização entre os dois países.

Para especialistas em logística, a rota bioceânica não substituirá os portos brasileiros, mas funcionará como uma alternativa estratégica. Quanto maior o número de corredores disponíveis para o escoamento da produção, menor tende a ser a pressão sobre o frete, aumentando a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Fonte: Pensar Agro

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