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Desempenho Discreto: Café Brasileiro Antevê Dia de Negociações Gradativas

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O mercado físico brasileiro de café projeta um dia de negociações mais lentas nesta quinta-feira, com a Bolsa de Nova York (ICE Futures US) apresentando uma queda superior a 1%, e o dólar operando próximo à estabilidade. Diante dessas condições, os produtores tendem a adotar uma postura mais cautelosa, realizando negócios somente quando estritamente necessário.

Na quarta-feira (24), os preços do café brasileiro oscilaram, com o arábica apresentando valores mais baixos e o conilon em alta. A volatilidade observada na Bolsa de Nova York para o arábica, caracterizada por elevações seguidas de quedas, complicou as tomadas de decisão no Brasil, resultando em distanciamento entre compradores e vendedores.

Enquanto os vendedores se retraem diante da baixa, os compradores mantêm uma postura cautelosa. Após as quedas registradas na Bolsa de Nova York, os compradores reajustaram suas bases, ocasionando uma paralisação nas negociações do arábica. No caso do conilon, mercado mais dinâmico com os ganhos do robusta em Londres, as cotações avançaram.

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Os preços do café arábica, qualidade “bebida boa” com 15% de catação, atingiram R$ 990,00/1.000,00 a saca, em comparação com os R$ 1.000,00/1.010,00 anteriores. No cerrado mineiro, o arábica “bebida dura” com 15% de catação foi cotado entre R$ 1.000,00/1.010,00 a saca, frente aos R$ 1.010,00/1.020,00 registrados no dia anterior.

Na Zona da Mata de Minas Gerais, o café arábica “rio” tipo 7, com 20% de catação, apresentou um preço de R$ 855,00/860,00 a saca, em comparação com os R$ 860,00/870,00 praticados anteriormente. Já o conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, foi comercializado entre R$ 820,00/825,00 a saca, contra R$ 815,00/820,00 do dia anterior, e o 7/8 entre R$ 815,00/820,00, ante R$ 810,00/815,00 anteriormente.

Estoques Certificados

Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) em 24 de janeiro de 2024 totalizam 257.478 sacas de 60 quilos, registrando um aumento de 1.585 sacas em relação ao dia anterior, conforme informações da ICE Futures.

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Nova York

Os contratos com entrega em março/24 apresentam uma queda de 0,89% na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE), cotados a 187,75 centavos de dólar por libra-peso. A posição março/2024 encerrou a quarta-feira a 189,45 centavos de dólar por libra-peso, uma baixa de 3,50 centavos, ou 1,8%.

Câmbio

O dólar comercial registra uma queda de 0,07%, alcançando R$ 4,9283. O Dollar Index, por sua vez, apresenta uma leve alta de 0,00%, atingindo 103,24 pontos.

Indicadores Financeiros

Nos mercados asiáticos, as principais bolsas encerraram em alta, com Xangai registrando +3,03% e o Japão +0,03%. Na Europa, as principais bolsas operam em baixa, destacando Paris com -0,49%, Frankfurt com -0,46% e Londres com -0,17%. O petróleo opera em baixa, com o preço do barril de março do WTI em NY atingindo US$ 75,84 (+0,99%).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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E32 deve impulsionar demanda por etanol e fortalecer liderança do Brasil em bioenergia

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A elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% (E32) deve representar um novo avanço estratégico para o Brasil, com impactos relevantes sobre a demanda por biocombustíveis, a segurança energética e o compromisso ambiental. A medida deve ser analisada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) no início de maio, segundo o Ministério de Minas e Energia.

A expectativa do setor é de um efeito imediato no mercado. A ampliação da mistura pode gerar um aumento de aproximadamente 850 milhões de litros por ano na demanda por etanol anidro, além de contribuir para a redução das importações de gasolina.

Medida chega em momento estratégico para o setor

O avanço do E32 ocorre em um período considerado crucial, marcado pela renovação dos contratos de fornecimento de etanol anidro para a nova safra. A definição traz maior previsibilidade ao mercado e contribui para o equilíbrio entre oferta e demanda.

Com a expectativa de crescimento na produção, especialmente impulsionada pela cana-de-açúcar e pelo etanol de milho, o setor projeta um acréscimo superior a 4 bilhões de litros na safra atual. Nesse contexto, o aumento da mistura surge como mecanismo importante para absorver esse volume adicional.

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Impacto direto na competitividade dos combustíveis

Outro efeito relevante da medida está na relação de competitividade entre os combustíveis. Com maior participação do etanol anidro na gasolina, há uma mudança na dinâmica de consumo, favorecendo também o etanol hidratado.

Esse movimento amplia a paridade econômica entre os combustíveis, que tende a superar a referência tradicional de 70%, tornando o etanol ainda mais atrativo ao consumidor final.

Avanço na agenda de descarbonização

Além dos efeitos econômicos, o E32 reforça o protagonismo do Brasil na transição energética global. O país já é referência internacional pelo elevado uso de biocombustíveis, tanto pela mistura obrigatória quanto pela ampla adoção de veículos flex fuel.

A proposta está alinhada às diretrizes do programa Combustível do Futuro, que prevê o aumento gradual da mistura de etanol na gasolina, podendo chegar a 35% (E35) nos próximos anos.

Mercado mais estável e novos investimentos

Com maior oferta de matéria-prima e aumento da demanda, a tendência é de um mercado mais equilibrado ao longo do ciclo produtivo. A expectativa inclui redução da volatilidade de preços, melhores condições ao consumidor e estímulo a novos investimentos no setor.

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O avanço também abre espaço para novas oportunidades na bioenergia, incluindo o desenvolvimento de combustíveis sustentáveis como o SAF (combustível sustentável de aviação) e o bio bunker, ampliando ainda mais o papel estratégico do Brasil no cenário energético global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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