AGRONEGÓCIO

Calor intenso desafia produção de tilápia no Brasil

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Impactos do calor sobre a tilápia

A piscicultura brasileira enfrenta desafios crescentes com o aumento das temperaturas. Segundo Juliano Kubitza, diretor da Fider Pescados, regiões tropicais podem registrar temperaturas de água acima do ideal para o cultivo de tilápia, que varia entre 25°C e 30°C. Quando os níveis ultrapassam 30°C, é necessário intensificar os cuidados diários, pois o calor prolongado afeta o desempenho zootécnico, compromete a sanidade dos peixes e pode reduzir a lucratividade da atividade.

Redução de oxigênio e riscos de hipóxia

O calor extremo diminui a solubilidade do oxigênio na água e aumenta o metabolismo dos peixes, elevando a demanda respiratória. Esse desequilíbrio pode provocar hipóxia, levando à redução da alimentação, menor ganho de peso e, em casos mais graves, mortalidade.

Estresse térmico e doenças

O estresse causado pelas altas temperaturas fragiliza o sistema imunológico da tilápia, tornando-a mais vulnerável a enfermidades bacterianas e parasitárias. A bactéria Streptococcus é um dos principais desafios sanitários enfrentados pelos piscicultores, exigindo monitoramento constante, medidas profiláticas mais eficientes e aumento dos custos com manejo e tratamentos.

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Estratégias de manejo em períodos de calor

Para minimizar os impactos do calor, produtores devem adotar medidas estratégicas, como:

  • Reduzir a densidade de estocagem;
  • Investir em sistemas de aeração mais eficientes;
  • Monitorar continuamente parâmetros físico-químicos da água;
  • Ajustar horários e quantidades de alimentação.
Mudanças climáticas intensificam desafios

Com as mudanças climáticas aumentando a frequência e intensidade das ondas de calor, os desafios para a piscicultura devem se intensificar. Adaptar-se às condições extremas é essencial para manter a competitividade e a sustentabilidade do setor no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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