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Calendário de sorteios da Nota Cuiabana Premiada é oficializado para 2026

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A Prefeitura de Cuiabá publicou na Gazeta Municipal o calendário oficial de sorteios da campanha Nota Cuiabana Premiada para o exercício de 2026. Ao longo do ano, serão realizados nove sorteios, com mais de 400 prêmios distribuídos e um montante que ultrapassa R$ 1 milhão em premiações. Os valores variam entre R$ 1 mil e R$ 100 mil, com destaque para o sorteio especial de dezembro. Para participar, o cidadão precisa solicitar a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) com CPF no momento da contratação de serviços em Cuiabá e estar cadastrado no portal da campanha, garantindo a geração automática de cupons eletrônicos que concorrem aos sorteios.

A portaria que estabelece o cronograma foi assinada pela Secretaria Municipal de Economia e regulamenta as datas de extração da Loteria Federal utilizadas como base para a apuração dos contemplados, além dos períodos de validade das notas fiscais que geram os cupons eletrônicos.

Ao longo do ano, cada sorteio mensal distribuirá 44 prêmios, sendo R$ 50 mil para o primeiro colocado, R$ 25 mil para o segundo, R$ 10 mil para o terceiro, R$ 5 mil para o quarto, além de 40 prêmios de R$ 1 mil. No sorteio especial de dezembro, os valores aumentam, chegando a R$ 100 mil para o primeiro prêmio, R$ 50 mil para o segundo, R$ 25 mil para o terceiro e R$ 10 mil para o quarto, mantendo também os 40 prêmios de R$ 1 mil.

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Segundo o secretário municipal de Economia, Marcelo Bussiki, a iniciativa busca fortalecer a cidadania fiscal e incentivar a população a exigir a emissão da nota fiscal.

“A Nota Cuiabana Premiada é um instrumento importante para estimular a cultura da cidadania fiscal. Quando o cidadão pede a nota fiscal, ele contribui diretamente para a transparência, para o combate à sonegação e para o fortalecimento da arrecadação municipal, que retorna em serviços e investimentos para a própria população”, destacou o secretário.

O programa também tem como objetivo valorizar o consumidor que participa do processo de fiscalização tributária, ao mesmo tempo em que promove maior formalização na prestação de serviços na capital.

Para concorrer, o contribuinte deve realizar o cadastro no portal da campanha e solicitar a emissão de nota fiscal de serviços com CPF. Cada nota emitida gera cupons eletrônicos automaticamente, desde que esteja dentro do período de validade estabelecido para cada sorteio.

Datas dos sorteios da Nota Cuiabana Premiada em 2026

07 de abril de 2026
08 de maio de 2026
10 de junho de 2026
08 de julho de 2026
07 de agosto de 2026
16 de setembro de 2026
14 de outubro de 2026
18 de novembro de 2026
23 de dezembro de 2026

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A campanha integra as políticas de incentivo à emissão de notas fiscais de serviços e busca ampliar a participação da população no acompanhamento das atividades econômicas do município.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Resseguro se torna peça estratégica para proteger o agro diante dos riscos climáticos e da pressão sobre o crédito rural

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O aumento dos eventos climáticos extremos está transformando a gestão de riscos em uma das principais preocupações do agronegócio brasileiro. Secas prolongadas, chuvas excessivas, ondas de calor, granizo e outras ocorrências climáticas severas vêm impactando diretamente a produtividade no campo, pressionando o acesso ao crédito e elevando os desafios financeiros de produtores rurais em todo o país.

Nesse contexto, o seguro rural se consolidou como uma ferramenta essencial para proteger a atividade agropecuária. No entanto, por trás desse mecanismo existe uma estrutura fundamental para garantir sua viabilidade: o resseguro.

Responsável por compartilhar e diluir riscos de grande escala, o resseguro tem assumido papel cada vez mais estratégico para a sustentabilidade do sistema de seguros agrícolas no Brasil. Sua atuação permite que seguradoras mantenham capacidade financeira para indenizar produtores mesmo diante de perdas expressivas provocadas por eventos climáticos de grande magnitude.

Resseguro garante estabilidade ao mercado de seguros rurais

Na prática, o resseguro funciona como uma proteção para as próprias seguradoras. Ao absorver parte dos riscos assumidos pelas companhias de seguros, o mecanismo fortalece a capacidade de pagamento de indenizações e reduz impactos financeiros causados por sinistros concentrados em determinadas regiões ou culturas.

Esse suporte é considerado fundamental para assegurar a continuidade das operações do mercado segurador, especialmente em um cenário de crescente instabilidade climática.

Além de beneficiar diretamente os produtores rurais, o sistema contribui para a estabilidade de toda a cadeia de financiamento do agronegócio, reduzindo incertezas para instituições financeiras, investidores e demais agentes envolvidos no setor.

Avanço do crédito privado aumenta demanda por mecanismos de proteção

A importância do resseguro também cresce à medida que o crédito privado amplia sua participação no financiamento da produção agropecuária brasileira.

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Com a redução proporcional dos recursos subsidiados e a expansão de instrumentos privados de financiamento, aumenta a necessidade de mecanismos capazes de mitigar riscos e oferecer maior previsibilidade aos investidores.

Nesse ambiente, o seguro rural passou a ser visto como uma importante ferramenta de proteção patrimonial, enquanto o resseguro atua como o principal suporte financeiro que garante a existência dessas coberturas em larga escala.

Segundo Rafaela Barreda, presidente da Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber), a complexidade dos riscos enfrentados atualmente pelo setor exige estruturas cada vez mais robustas de proteção.

“O agronegócio brasileiro opera hoje em um ambiente de risco muito mais complexo do que há alguns anos. Eventos climáticos extremos deixaram de ser exceção e passaram a impactar diretamente produtividade, crédito e previsibilidade financeira no campo. Nesse contexto, o resseguro tem um papel estratégico porque é ele que garante capacidade ao sistema segurador para absorver perdas de grande escala e manter o seguro rural funcionando”, destaca.

Perdas climáticas superam R$ 110 bilhões por ano no Brasil

Os números evidenciam a dimensão do desafio. Levantamento do Centro Internacional Celso Furtado (CICEF) aponta que secas e chuvas extremas geram prejuízos econômicos estimados em aproximadamente R$ 110 bilhões por ano ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Ao mesmo tempo, a cobertura do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) segue limitada. Em 2025, a área atendida pelo programa representou pouco mais de 3% da área agrícola nacional, reforçando a necessidade de ampliar instrumentos privados de proteção e fortalecer a participação do resseguro no setor.

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Gestão de riscos passa a ser estratégica para o agronegócio

Especialistas alertam que os impactos das quebras de safra vão muito além das propriedades rurais. Perdas significativas afetam a renda dos produtores, comprometem a capacidade de pagamento, elevam a necessidade de renegociação de dívidas e influenciam diretamente os preços dos alimentos, as exportações e a arrecadação pública.

Diante desse cenário, a gestão de riscos deixou de ser apenas uma questão operacional para se tornar um fator estratégico para a estabilidade econômica do agronegócio brasileiro.

A crescente exposição climática também vem impulsionando mudanças na atuação de seguradoras e resseguradoras. Empresas do setor têm investido em modelos mais sofisticados de análise atuarial, monitoramento climático, inteligência territorial e uso de tecnologias para aprimorar a avaliação de riscos e a precificação das apólices.

Competitividade global depende de sistemas de proteção eficientes

A discussão ganha ainda mais relevância em um momento de crescente preocupação mundial com segurança alimentar e mudanças climáticas.

Como um dos maiores fornecedores globais de alimentos, fibras e bioenergia, o Brasil depende de mecanismos capazes de garantir previsibilidade e estabilidade à produção agropecuária. Nesse contexto, o fortalecimento do seguro rural e do resseguro passa a ser também uma questão de competitividade internacional.

Mais do que uma ferramenta técnica do mercado segurador, o resseguro vem se consolidando como um dos pilares que sustentam a resiliência do agronegócio brasileiro. Em um ambiente marcado por maior volatilidade climática, pressão sobre custos e desafios de financiamento, sua atuação se torna cada vez mais decisiva para garantir a continuidade da produção e a segurança econômica do campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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