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Café recua nas bolsas internacionais com clima mais favorável no Brasil e exportações em queda

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Clima mais regular pressiona preços do arábica em Nova York

O mercado de café encerrou a semana com queda nas cotações internacionais do arábica, que registrou desvalorização na Bolsa de Nova York. A melhora nas condições climáticas no cinturão cafeeiro brasileiro e as perspectivas de uma safra 2026 mais promissora contribuíram para o movimento de baixa.

Segundo analistas, as chuvas recentes nas principais regiões produtoras do Brasil favorecem o desenvolvimento das lavouras, reduzindo preocupações com oferta e pressionando as cotações futuras. O comportamento climático permanece como um dos principais fatores de influência sobre o mercado global de café.

Robusta segue em alta em Londres, com produtores do Vietnã retraídos

Enquanto o arábica apresentou recuo, o robusta manteve trajetória de valorização na Bolsa de Londres, atingindo os níveis mais altos em cerca de 40 dias. O avanço foi sustentado pela resistência dos produtores vietnamitas em negociar o grão, diante da expectativa de preços mais atrativos nas próximas semanas.

De acordo com analistas internacionais, a menor oferta no curto prazo tem mantido o suporte técnico para os preços do robusta, compensando parte das perdas observadas em Nova York.

Cenário externo e geopolítico traz alívio ao mercado

O consultor Gil Barabach, da Safras & Mercado, destacou que a retirada das tarifas americanas sobre as importações brasileiras e o adiamento da regulamentação europeia de desmatamento (EUDR) contribuíram para reduzir as incertezas no comércio internacional.

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Além disso, a diminuição das tensões geopolíticas na América do Sul, após a estabilização da situação na Venezuela e a ausência de novos conflitos na Colômbia, trouxe tranquilidade ao mercado e ajudou a conter movimentos especulativos que antes pressionavam os preços.

Dólar em baixa no Brasil limita perdas nas cotações internas

Apesar das quedas externas, a desvalorização do dólar frente ao real impediu um recuo mais acentuado nas cotações domésticas. O câmbio mais fraco oferece suporte aos preços pagos ao produtor e reduz a volatilidade no mercado físico brasileiro.

Entre 15 e 22 de janeiro, o café arábica tipo bebida boa no Sul de Minas Gerais caiu de R$ 2.270 para R$ 2.190 por saca, uma baixa de 3,5%. No Espírito Santo, o conilon tipo 7 recuou de R$ 1.300 para R$ 1.270 por saca, queda de 2,3% no mesmo período.

Exportações brasileiras caem em volume, mas receita é recorde

De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país exportou 40,049 milhões de sacas de 60 kg em 2025, para 121 destinos, registrando uma queda de 20,8% no volume total frente ao ano anterior.

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Apesar disso, a receita cambial foi recorde, somando US$ 15,586 bilhões, o que representa alta de 24,1% em comparação com 2024 — reflexo da valorização dos preços médios no mercado internacional.

Somente em dezembro, foram embarcadas 3,133 milhões de sacas, com receita de US$ 1,313 bilhão. No acumulado da safra 2025/26 (julho a dezembro), o Brasil exportou 20,610 milhões de sacas, uma queda de 21,3% em volume, mas com aumento de 11,7% em valor frente ao mesmo período da safra anterior.

Perspectivas para o mercado de café em 2026

As projeções indicam que o mercado cafeeiro seguirá sensível ao clima e ao câmbio nos próximos meses. O Brasil deve desempenhar papel central no equilíbrio global de oferta, com expectativa de recuperação da produção de arábica e estoques mais ajustados no mercado internacional.

A tendência é de que a volatilidade continue presente, mas o cenário climático favorável no país e a estabilidade cambial podem trazer maior previsibilidade ao setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Inadimplência no crédito rural atinge 11,4% e acende alerta no agronegócio brasileiro

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Crédito rural enfrenta pior nível de inadimplência da história recente

A inadimplência no crédito rural atingiu 11,4% em outubro de 2025, o maior patamar desde o início da série histórica, segundo dados da CNA. O indicador representa um salto expressivo em relação ao mesmo período de 2024, quando estava em 3,54%, e reforça o cenário de maior pressão financeira sobre produtores e empresas do agronegócio.

Além disso, o número de empresas do setor em recuperação judicial também avançou, chegando a 13,53 a cada mil empresas ativas, sinalizando um ambiente de crédito mais restritivo e desafiador.

CONACREDI se reposiciona e deixa de ser evento para virar ecossistema permanente

Em meio ao avanço da inadimplência e à maior complexidade na gestão de risco no campo, o CONACREDI anuncia uma mudança estrutural em sua atuação.

O congresso, que ao longo de dez anos se consolidou como o principal encontro de crédito do agronegócio na América Latina, passa a operar como um ecossistema contínuo de qualificação, deixando de ser apenas um evento anual.

A transformação também inclui o lançamento de uma nova identidade visual, que simboliza a transição para um modelo permanente de produção e disseminação de conhecimento.

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Crédito agro se torna área estratégica nas decisões do setor

Segundo a organização, o movimento acompanha uma mudança mais ampla no próprio agronegócio: o crédito deixou de ser apenas uma função operacional e passou a ocupar posição estratégica nas decisões empresariais.

Com margens mais pressionadas, aumento da inadimplência e maior necessidade de análise de risco, a tomada de decisão no setor exige cada vez mais dados, qualificação técnica e integração entre áreas financeiras e operacionais.

Ecossistema integra eventos, formação e inteligência de mercado

O novo modelo do CONACREDI reúne diferentes iniciativas que passam a funcionar de forma integrada ao longo do ano, formando uma rede contínua de conhecimento:

  • Congresso anual do crédito agro
  • Road shows regionais em diferentes estados
  • Pesquisa Nacional do Crédito Agro
  • CONACREDI Awards
  • MBA em Crédito, Comercialização e Gestão de Riscos no Agronegócio
  • COMUCREDI (comunidade de profissionais do setor)
  • Vitrine do Profissional de Crédito Agro
  • Livro “Vozes do Crédito Agro”

Cada frente atua em uma camada específica do ecossistema, desde a geração de dados e debates regionais até a formação de profissionais e conexão entre empresas e talentos.

Formação, dados e conexão fortalecem gestão de risco no agro

De acordo com a organização, o objetivo do ecossistema é consolidar um hub estruturado de conhecimento aplicado ao crédito agro, com impacto direto na governança e na tomada de decisão.

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Entre os principais efeitos esperados estão a qualificação técnica dos profissionais, maior precisão na análise de risco, melhoria na gestão financeira das operações e adaptação à crescente digitalização do setor.

“Cenário exige atualização constante”, afirma CEO do CONACREDI

Para a CEO do CONACREDI, o momento atual do crédito agro exige maior preparo técnico e integração entre áreas.

“O crédito agro vive um novo ciclo, marcado por maior complexidade na análise de risco, pressão sobre margens, aumento da inadimplência e necessidade de decisões mais rápidas e embasadas. Esse cenário exige atualização constante, integração entre áreas e acesso contínuo à informação qualificada”, afirma Mayra Delfino.

Panorama

O avanço da inadimplência no crédito rural reforça a necessidade de estruturas mais robustas de gestão de risco no agronegócio brasileiro. Ao mesmo tempo, iniciativas como a transformação do CONACREDI em ecossistema permanente indicam uma tendência de profissionalização contínua e maior integração entre dados, formação e mercado financeiro no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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