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Valorização em Chicago pode impactar mercado brasileiro de soja

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A ascensão dos contratos futuros em Chicago promete influenciar os valores da soja no mercado brasileiro, mantendo-os em patamares sólidos. O dólar opera próximo à estabilidade, enquanto os prêmios apresentam aumento. A expectativa é que as transações permaneçam limitadas, com os agentes comerciais, diante dos atuais níveis de mercado, realizando negociações com foco na necessidade imediata e aproveitando possíveis repiques.

Na última sexta-feira, os preços da soja no Brasil registraram movimentação mista, influenciados pela direção oposta de fechamento na Bolsa de Chicago e no mercado cambial. O volume de negociações envolveu lotes de pequena escala, com algumas vendas realizadas por necessidade. Ao longo da semana, os volumes negociados foram moderados.

Em diferentes regiões do país, observaram-se variações nos preços. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos teve uma queda de R$ 114,00 para R$ 112,00. Nas Missões, a cotação baixou de R$ 113,50 para R$ 111,50 por saca. No Porto de Rio Grande, o preço permaneceu em R$ 117,00 por saca.

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Em Cascavel, no Paraná, a saca subiu de R$ 108,00 para R$ 109,00. No porto de Paranaguá (PR), o preço aumentou de R$ 116,00 para R$ 117,00.

Em Rondonópolis (MT), o preço permaneceu em R$ 105,00. Já em Dourados (MS), houve uma valorização de R$ 100,00 para R$ 104,00 por saca. Em Rio Verde (GO), a saca subiu de R$ 100,00 para R$ 103,00.

Na Bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em maio apresentaram uma alta de 0,67%, atingindo US$ 11,58 3/4 por bushel. Esse movimento de recuperação é sustentado pela busca dos investidores por cobertura de posições vendidas, sendo complementado pela leve queda do dólar em relação a outras moedas.

Os prêmios de exportação da soja para março e maio de 2024 apresentaram elevações nos portos brasileiros, seguindo as tendências de Chicago. Os embarques, contudo, permaneceram focados nos meses de abril e maio.

No cenário cambial, o dólar comercial opera com uma leve baixa de 0,01%, cotado a R$ 4,9534, enquanto o dollar index recua 0,04% a 103,82 pontos. As bolsas asiáticas encerraram em alta, com Xangai registrando +0,41%, e Tóquio, +0,50%. Na Europa, as principais bolsas operam de forma mista, com Paris apresentando +0,09%, Frankfurt, +0,08%, e Londres, -0,45%. Quanto ao petróleo, o WTI para abril registra uma queda de 0,66%, atingindo US$ 79,44 o barril.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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