AGRONEGÓCIO
Café oscila com pressão nas bolsas, clima no Brasil e produtores retraídos no mercado físico
Publicado em
12 de maio de 2026por
Da Redação
O mercado brasileiro de café iniciou a terça-feira (12) com ritmo lento de negociações e forte atenção dos agentes às oscilações das bolsas internacionais, ao comportamento do dólar e às condições climáticas nas regiões produtoras do Brasil.
Após a forte recuperação registrada na sessão anterior em Nova York e Londres, o mercado passou a operar sob realização de lucros e ajustes técnicos, reduzindo o apetite por negócios no mercado físico nacional.
A combinação entre dólar mais firme, volatilidade externa e resistência dos produtores em negociar segue limitando o volume de operações no país.
Mercado físico brasileiro mantém cautela nas negociações
No mercado interno, os produtores permanecem retraídos, negociando apenas de forma pontual. A valorização recente das bolsas internacionais elevou as pedidas, mas compradores seguem cautelosos diante da expectativa de possíveis correções nos contratos futuros.
Segundo analistas do setor, a comercialização segue abaixo do necessário para atender plenamente à demanda das exportações brasileiras.
No conilon, o ritmo mais lento da colheita no Espírito Santo mantém sustentação das cotações, com a indústria local ampliando a disputa pela matéria-prima.
No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa com 15% de catação permaneceu entre R$ 1.740,00 e R$ 1.750,00 por saca. No Cerrado Mineiro, o arábica bebida dura ficou entre R$ 1.760,00 e R$ 1.770,00 por saca.
Já na Zona da Mata mineira, o arábica tipo rio teve preços entre R$ 1.160,00 e R$ 1.170,00 por saca.
No Espírito Santo, o conilon tipo 7 em Vitória foi negociado entre R$ 895,00 e R$ 900,00 por saca, enquanto o tipo 7/8 ficou entre R$ 885,00 e R$ 890,00.
Clima segue no radar do mercado cafeeiro
As condições climáticas continuam sendo um dos principais fatores monitorados pelos operadores.
De acordo com previsões meteorológicas, uma frente fria mantém áreas de instabilidade sobre importantes regiões produtoras de café, incluindo Alta Mogiana Paulista, sul de Minas Gerais, Zona da Mata Mineira e Espírito Santo.
Há expectativa de novas chuvas ao longo da semana e também no próximo final de semana, principalmente em São Paulo e no sul de Minas.
Apesar disso, não há previsão de geadas ou frio extremo no cinturão cafeeiro brasileiro neste momento. Ainda assim, o mercado segue atento aos impactos que um outono e inverno mais úmidos podem provocar na secagem e na qualidade do café arábica durante o avanço da colheita.
Nova York registra volatilidade após forte recuperação técnica
Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US), o café arábica opera sob forte volatilidade após a recuperação técnica observada na segunda-feira (11).
Depois de atingir os menores níveis desde agosto do ano passado, o mercado reagiu com cobertura de posições vendidas e acompanhou o movimento de valorização do petróleo e de outros ativos internacionais.
O contrato julho/2026 encerrou a segunda-feira cotado a 282,30 cents de dólar por libra-peso, alta de 2,7%. Já o setembro/2026 fechou a 274,85 cents/lbp, com valorização de 2,9%.
Na manhã desta terça-feira, os contratos voltaram a operar em queda. O julho/2026 recuava para 279,95 cents/lbp, enquanto o setembro/2026 era negociado a 272,80 cents/lbp.
Em Londres, o robusta também apresentou ajustes moderados após as recentes altas.
Petróleo, Oriente Médio e câmbio influenciam o setor
As tensões geopolíticas no Oriente Médio continuam influenciando diretamente os mercados de commodities.
O avanço do petróleo ocorre após o aumento das preocupações envolvendo o conflito entre Estados Unidos e Irã e os riscos para o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia.
Com isso, o petróleo WTI voltou a operar acima de US$ 98 por barril, reforçando a volatilidade nos mercados financeiros e agrícolas.
O dólar comercial também segue no radar do setor cafeeiro. A moeda norte-americana avançava para a faixa de R$ 4,89 na manhã desta terça-feira, fator que impacta diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços internos do café.
Exportações brasileiras de café crescem em maio
Os embarques brasileiros de café continuam acelerados em maio de 2026, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Nos primeiros cinco dias úteis do mês, o Brasil exportou 925.327 sacas de 60 quilos de café em grão, com média diária de 185.065 sacas.
A receita obtida soma US$ 327,97 milhões, com média diária de US$ 65,59 milhões.
Na comparação com maio de 2025, a receita média diária avançou 13,5%, enquanto o volume médio embarcado cresceu 37%.
Por outro lado, o preço médio por saca apresentou recuo de 17,1% em relação ao mesmo período do ano passado, refletindo a volatilidade internacional e os ajustes recentes nas bolsas globais.
O cenário mantém o setor de alimentos, bebidas, exportações e logística atento às oscilações do mercado cafeeiro, uma das commodities mais estratégicas do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Justiça suspende cobrança de dívida rural e garante fôlego financeiro a pecuarista no Paraná
Published
47 minutos agoon
12 de maio de 2026By
Da Redação
Uma decisão liminar do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) suspendeu a cobrança de uma dívida rural de R$ 1 milhão e proibiu a negativação do nome de um pecuarista de Nova Londrina, no noroeste do estado. A medida representa um importante precedente para produtores rurais que enfrentam dificuldades financeiras provocadas por oscilações de mercado e aumento dos custos de produção.
O caso envolve o pecuarista Silvio Peres, diretor do sindicato patronal rural do município, que contratou financiamento para custeio e ampliação da atividade pecuária. A fazenda da família, administrada há três gerações desde o fim da década de 1960, possui cerca de 120 alqueires e trabalha com criação de gado nelore e cruzamento com angus.
Atualmente, a propriedade produz entre 350 e 400 cabeças por ano, com entrega aproximada de 6,4 mil arrobas anuais para uma cooperativa de carnes. O recurso obtido junto à instituição financeira foi utilizado para ampliar o rebanho, adquirir bezerros e aumentar o capital de giro da operação.
Queda da arroba e alta dos custos pressionaram a atividade
Segundo o produtor, o investimento ocorreu em um período de valorização da pecuária, quando havia expectativa de crescimento da rentabilidade e expansão da produção. No entanto, durante o ciclo produtivo, o cenário mudou drasticamente.
De acordo com Peres, houve forte desvalorização da arroba bovina no momento da comercialização dos animais, gerando perdas significativas. “Compramos os animais em um período de valorização e, na hora da venda, o mercado virou. Tivemos uma queda significativa no preço da arroba, com deságio de 30% a 40%, e os custos de produção também subiram”, relatou.
Além da queda nos preços, a propriedade enfrentou impactos climáticos provocados por um período de veranico, que comprometeu as pastagens e obrigou o uso intensivo de suplementação alimentar com ração. O aumento das despesas reduziu as margens da atividade e comprometeu a capacidade de pagamento do financiamento.
Produtor buscou renegociação antes do vencimento da dívida
Antes do vencimento das parcelas, o pecuarista procurou a instituição financeira para solicitar a prorrogação da dívida rural. Com apoio jurídico, apresentou laudos técnicos, demonstrativos financeiros e um cronograma compatível com a nova realidade econômica da fazenda.
Mesmo com a documentação, o pedido foi negado pelo banco sem análise individualizada da situação da atividade pecuária. A instituição manteve as medidas de cobrança e a possibilidade de restrição de crédito, entendimento inicialmente mantido também pela primeira instância judicial.
No recurso ao Tribunal de Justiça, a defesa argumentou que a crise enfrentada pelo produtor decorre de fatores externos, como volatilidade do mercado pecuário e aumento dos custos operacionais, e não de má gestão da propriedade.
A defesa também sustentou que o Manual de Crédito Rural prevê o alongamento das dívidas em situações de dificuldade temporária, especialmente quando há comprovação técnica da capacidade futura de pagamento.
Tribunal reconhece direito ao alongamento da dívida rural
Ao analisar o caso, o desembargador responsável pela decisão entendeu que os documentos apresentados demonstram uma dificuldade financeira pontual e reconheceu respaldo legal para a prorrogação da dívida.
A decisão menciona a Súmula 298 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo a qual o alongamento da dívida rural não é mera faculdade da instituição financeira, mas um direito do produtor rural quando preenchidos os requisitos legais.
O magistrado também destacou que a negativação de produtores rurais vai além de uma restrição cadastral, afetando diretamente a continuidade da atividade agropecuária.
Segundo a decisão, a limitação ao crédito compromete o acesso a recursos fundamentais para aquisição de insumos, manutenção do rebanho, compra de ração e continuidade da produção.
Com a liminar, ficou determinada a suspensão imediata da exigibilidade da dívida. O banco também foi impedido de realizar ou manter registros de inadimplência relacionados aos contratos discutidos no processo.
Especialista aponta necessidade de análise individualizada no crédito rural
Para o advogado do pecuarista e especialista em direito do agronegócio, Raphael Condado, o caso evidencia a importância de uma análise mais técnica e individualizada por parte das instituições financeiras.
Segundo ele, o produtor apresentou documentação completa, comprovou a nova capacidade de pagamento e buscou renegociação dentro do prazo contratual.
“O produtor apresentou documentação técnica, demonstrou nova capacidade de pagamento e buscou o banco dentro do prazo. Ainda assim, teve o pedido negado sem uma análise justa. A decisão corrige esse desequilíbrio e garante que a situação seja avaliada com base na efetiva realidade da atividade rural”, afirmou.
O especialista destacou ainda que a própria dinâmica da pecuária exige mecanismos de renegociação em momentos de instabilidade.
“A pecuária trabalha com ciclos longos e está exposta às oscilações de mercado e custos de produção. Quando existe uma dificuldade temporária, o alongamento da dívida é um instrumento previsto justamente para preservar a atividade produtiva”, explicou.
Decisão garante continuidade da atividade pecuária
Para Silvio Peres, a decisão judicial representa uma oportunidade de manter a fazenda em funcionamento e reorganizar financeiramente a atividade.
“Com certeza o resultado no tribunal nos trouxe um fôlego diante da impossibilidade de pagar essa conta. Tentamos negociar com o banco, mas ele apenas queria executar a dívida, mesmo com toda a situação comprovada. Por isso buscamos a Justiça, para conseguir permanecer na atividade”, concluiu o pecuarista.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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