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Café Inicia Terça-feira com Leves Quedas na Bolsa de Nova York

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Os contratos futuros de café arábica abriram esta terça-feira (18) com leves quedas nas principais cotações da Bolsa de Nova York, revertendo os ganhos moderados registrados na sessão anterior.

Às 9h30 (horário de Brasília), o contrato para julho de 2024 estava cotado a 226,6 cents por libra-peso, uma queda de 55 pontos em relação ao dia anterior. O contrato para setembro de 2024 registrava 226,8 cents por libra-peso, desvalorização de 60 pontos. Já o contrato para dezembro de 2024 estava em 225,45 cents por libra-peso, com uma perda de 60 pontos, e o contrato para março de 2024 caía 55 pontos, cotado a 224,20 cents por libra-peso.

Na Bolsa de Londres, no mesmo horário, o café robusta também apresentava desvalorização. O contrato para julho de 2024 registrava uma queda de US$ 19 por tonelada, cotado a US$ 4.144. O contrato para setembro de 2024 apresentava uma baixa de US$ 20 por tonelada, cotado a US$ 4.039. O contrato para novembro estava em US$ 3.886, com uma desvalorização de US$ 29 por tonelada, e o contrato para janeiro de 2024 seguia com uma perda de US$ 27 por tonelada, valendo US$ 3.740.

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Segundo informações do Barchat, a oferta elevada devido à colheita acelerada de café no Brasil está pressionando os preços, mesmo diante das preocupações climáticas em Minas Gerais. Adicionalmente, o aumento nas exportações de arábica contribui para a perspectiva pessimista sobre as cotações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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