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Café especial: Brasília (DF) recebe Campeonato Brasileiro de Latte Art nesta semana

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Pela primeira vez na história, Brasília (DF) sediará, de 22 a 24 de março, no Mercado do Café, na Asa Sul, o Campeonato Brasileiro de Latte Art, que é realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), como ação do projeto “Brazil. The Coffee Nation”. A competição definirá o melhor barista nacional na arte de desenhar com leite vaporizado no café espresso e o campeão representará o país no mundial da categoria, que ocorrerá em Copenhague, na Dinamarca, em junho deste ano.

A seleção da capital federal para receber esta edição do evento integra a iniciativa da BSCA de rodar o Brasil com os campeonatos, para apresentar aos consumidores de todas as regiões mais informações sobre o café especial e o profissional barista, e vem ao encontro do crescente cenário dos cafés no Distrito Federal.

Segundo o diretor executivo da BSCA, Vinicius Estrela, o DF vem com tudo na cena do café especial há alguns anos, com expansão acelerada de cafeterias e baristas locais alcançando, cada vez mais, destaque em competições nacionais e internacionais.

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“Esse gatilho disparou o consumo dos cafés especiais na região e, inclusive, estimulou o avanço dos outros segmentos da cadeia produtiva, tanto que hoje temos fazendas produtoras de cafés com qualidade excepcional e várias microtorrefações no Centro-Oeste do país”, destaca.

Ele completa que esse movimento também faz crescer o interesse da população local pelo universo dos cafés especiais, com consumidores buscando por processos de torra mais claras e técnicas diferenciadas de extração da bebida, por exemplo.

“Além disso, as cafeterias são espaços onde se pode conhecer as histórias da produção, dos produtores e das regiões do Brasil onde a bebida é cultivada, a partir de diferentes perfis sensoriais ofertados. Hoje, os ‘cafés’ fazem parte do ‘estilo de vida e negócios’ de Brasília e fortalecem a ideia de que tomar café é uma experiência que se vive em todas as etapas aos brasilienses”, comenta.

O Campeonato Brasileiro de Latte Art terá 18 competidores, que disputarão, em três fases, quem terá o melhor desempenho no desenho com leite vaporizado na xícara de café espresso. Realizado no Mercado do Café, na 509, Bloco C, da Asa Sul, o evento é gratuito e o espaço será aberto ao público a partir das 9h, nos três dias, com palestras e bate-papos com profissionais de diversas áreas de café de Brasília e região.

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A competição, em si, terá início no período da tarde, às 12h dos três dias, e a grande final, com os seis melhores competidores, ocorrerá no sábado, dia 23, às 14h, quando o Brasil conhecerá seu novo campeão de Latte Art.

O campeonato terá como empresa anfitriã a Puro Manifesto, sendo realizado no Mercado do Café. O leite oficial será fornecido pela patrocinadora Nude e o equipamento oficial pela Grancoffee. O patrocínio prata vem da DaVinci e os apoios da Ernesto Cafés Especiais (café da competição), Achega Café (apoio técnico) e Revista Espresso (mídia). O evento também conta com os parceiros Los Baristas, Civitá Café e Orfeu Cafés Especiais.

Fonte: Assessoria de Imprensa BSCA

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Reino Unido amplia pressão e setor do agro brasileiro reage a novas restrições à carne

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O agronegócio brasileiro enfrenta um novo cenário de pressão no comércio internacional após a decisão da União Europeia (UE) de suspender, a partir de setembro, as exportações de carne brasileira, somada ao anúncio de que o Reino Unido também avalia impor restrições adicionais ao produto nacional.

O movimento conjunto dos mercados mais exigentes do mundo acende um alerta no setor pecuário e reforça a necessidade de adequação às regras sanitárias internacionais, especialmente no que se refere à rastreabilidade, uso de antimicrobianos e comprovação de conformidade produtiva.

Pressão internacional exige maior comprovação sanitária do Brasil

Especialistas avaliam que o principal desafio do Brasil não está apenas no cumprimento formal das normas, mas na capacidade de demonstrar, de forma auditável e contínua, que toda a cadeia produtiva atende aos padrões exigidos por mercados como o europeu e o britânico.

De acordo com a coordenadora de contratos e agronegócios do CSA Advogados, Ieda Queiroz, a União Europeia adota critérios rigorosos baseados em evidências verificáveis.

“A UE não trabalha com presunção de conformidade; ela exige evidências. Sem demonstrar, de forma verificável, o uso adequado de antimicrobianos e a rastreabilidade animal, o impacto será duradouro — e afeta a credibilidade global do país”, afirma.

A especialista ressalta que o avanço das restrições britânicas reforça que o tema não é pontual, mas sistêmico dentro do comércio internacional de proteínas animais.

“Quando outro mercado de alta exigência sanitária sinaliza restrições, fica claro que a governança sanitária brasileira está sob escrutínio internacional”, acrescenta.

MAPA articula resposta técnica para evitar ampliação das restrições

Diante do cenário, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) trabalha na consolidação de relatórios técnicos para responder às exigências das autoridades europeias e buscar a reversão das medidas anunciadas.

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A estratégia do governo envolve a apresentação de dados sobre controle sanitário, práticas de produção e sistemas de fiscalização adotados no país.

No entanto, especialistas destacam que a reabertura ou manutenção de mercados dependerá diretamente da capacidade de comprovação prática de conformidade ao longo de toda a cadeia produtiva da carne bovina.

Rastreamento e uso de antibióticos seguem no centro do debate

Embora o Brasil possua regulamentação que proíbe o uso de antibióticos como promotores de crescimento na pecuária, esse fator, isoladamente, não é suficiente para atender às exigências dos mercados europeu e britânico.

As autoridades internacionais também demandam rastreabilidade individual dos animais, auditorias independentes e documentação completa de todas as etapas do processo produtivo, desde a origem até o abate e processamento.

Segundo especialistas, a diferença entre a legislação vigente e a implementação prática desses controles ainda representa um dos principais entraves para o acesso pleno a mercados mais rigorosos.

“A distância entre norma e prática ainda é grande”, avalia Ieda Queiroz.

Competitividade da carne brasileira pode ser impactada

O aumento das exigências internacionais ocorre em um momento em que o Brasil ocupa posição de destaque no comércio global de proteínas animais, com forte participação em mercados da Ásia, Oriente Médio e Europa.

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No entanto, a ampliação das barreiras sanitárias pode impactar diretamente a competitividade do setor, caso o país não consiga comprovar com robustez a conformidade de seus sistemas produtivos.

Especialistas alertam que a manutenção e expansão da presença brasileira no mercado internacional dependerá cada vez mais de transparência, rastreabilidade e alinhamento com padrões globais de governança sanitária.

Setor agropecuário entra em fase de adaptação e resposta

O cenário reforça a necessidade de adaptação estrutural do setor agropecuário brasileiro, especialmente na pecuária de corte, que depende fortemente do mercado externo.

A tendência é de maior pressão por sistemas integrados de controle, digitalização de processos e fortalecimento de auditorias independentes, com foco na comprovação de origem e conformidade sanitária.

Com a União Europeia avançando em restrições e o Reino Unido sinalizando medidas semelhantes, o Brasil enfrenta um momento decisivo para consolidar sua reputação como fornecedor global de carne dentro dos padrões exigidos pelos mercados mais rigorosos do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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