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Café Cultura Expande suas Operações e Chega a São Paulo com a Meta de Inaugurar 10 Unidades

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O Café Cultura, uma das pioneiras na comercialização de cafés especiais no Brasil, anuncia sua chegada ao estado de São Paulo, prevendo a abertura de 10 novas unidades nos próximos meses. A franquia, que vende mais de 5 milhões de xícaras de café anualmente, já possui uma trajetória de 20 anos e começou a atuar no sistema de franchising em 2014, com mais de 50 operações estabelecidas no Sul do país e no Rio de Janeiro.

A primeira unidade paulista foi inaugurada em Piracicaba no final de agosto, e uma segunda unidade, considerada a flagship da rede, abrirá em Moema, São Paulo, no final de setembro. Com um investimento superior a R$ 4 milhões, a proposta do Café Cultura é criar um espaço onde os clientes possam desfrutar do melhor da cultura do café brasileiro, seja para uma rápida visita ou para passar o dia.

A rede busca promover a apreciação de cafés especiais e, após iniciar sua expansão pelo Sudeste com o Rio de Janeiro, enxerga em São Paulo uma ponte para alcançar Minas Gerais e outras regiões do Brasil. Este movimento se alinha com a recuperação dos hábitos de consumo presencial, bem como com a ascensão da cultura do café no país. Um estudo recente da consultoria Galunion indica que 74% dos consumidores frequentam estabelecimentos que oferecem experiências centradas em cafés especiais, com destaque para as classes A (89%), B (81%) e C (64%).

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De acordo com a Brainy Insights, o setor global de cafés especiais deve alcançar a marca de US$ 152,69 bilhões até 2030, com uma taxa de crescimento anual de 12,32%. No Brasil, estima-se que entre 5% e 10% do consumo de café seja de variedades especiais. O mercado de franquias de cafeterias em São Paulo também demonstra crescimento. A Associação Brasileira de Franchising (ABF) registrou 889 unidades em operação no estado em 2023, número que subiu para 974 no segundo trimestre de 2024. No primeiro semestre do ano, o segmento de alimentação ligado ao Foodservice cresceu 21,2%, atingindo um faturamento de aproximadamente R$ 7,64 bilhões.

Embora a sede da rede esteja em Florianópolis, a CEO e sócia-fundadora Luciana Melo possui raízes em Minas Gerais, região renomada pela qualidade de seus grãos. Ela enfatiza que o Café Cultura não é apenas um espaço acolhedor, mas um projeto que visa difundir a cultura da apreciação de cafés especiais. “Nossos cafés são oferecidos com propósito. Cresci observando meus avós cuidando das plantações, entendendo a importância da cafeicultura para a economia e a cultura local. Ao fundar a empresa, buscamos diferenciar-nos em um mercado competitivo ao priorizar a agricultura de origem, sustentável e altamente especializada. Trabalhamos apenas com cafeicultores certificados, controlando todo o processo de torrefação em nosso laboratório”, destaca Luciana.

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A arquitetura das lojas foi projetada para criar um ambiente acolhedor, convidando os clientes a permanecerem mais tempo. “Nossas lojas oferecem espaço tanto para pequenas reuniões quanto para quem busca um local tranquilo e confortável para trabalhar”, comenta Luciana. O cardápio foi elaborado com atenção para agradar a diversos paladares, contando com mais de 18 opções de cafés quentes e frios, além de uma variedade de bebidas como matcha, frappés, chás e sucos. Para acompanhar, há uma seleção de pães, pratos rápidos como saladas e sanduíches, drinks e sobremesas, com também opções sazonais e campanhas temáticas.

Outro diferencial do Café Cultura é a disponibilidade de cafés torrados e moídos, assim como acessórios para que os clientes possam preparar suas bebidas em casa. “Nosso objetivo é proporcionar uma experiência única e acessível para todos que desejam apreciar um bom café”, finaliza Luciana.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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