AGRONEGÓCIO

Cães: Parceiros essenciais na lida diária de fazendas e haras

Publicado em

A presença de cães nas fazendas e haras vai além da função de simples companhia. Eles desempenham papéis cruciais na rotina de manejo de gado, equinos e outros animais de produção, tornando-se aliados indispensáveis no trabalho diário de muitos produtores rurais. Raças específicas se destacam por suas habilidades naturais, enquanto outras oferecem um apoio emocional valioso para a tranquilidade dos animais e das equipes.

Maria Amélia Salviano, Gerente de Marketing Equinos da Vetnil, ressalta que “determinadas raças possuem aptidões mais desenvolvidas para tarefas de rotina, mas, acima de tudo, os cães também desempenham uma função emocional vital nas propriedades rurais”.

Um exemplo notável disso é a raça Cimarrón Uruguayo, amplamente utilizada na Cabanha Oviedo, localizada em Santa Rosa (RS). “Esses cães são altamente inteligentes e têm uma afinidade natural para a lida na cabanha. Eles aprendem rapidamente as tarefas e comandos, tornando-se indispensáveis nas mais variadas rotinas. Além de suas habilidades de condução de gado, com seu latido forte e característico, eles também ajudam no momento de carregar e descarregar os bovinos dos caminhões”, explica Aline Monteiro, da Cabanha Oviedo.

Leia Também:  Granjas do sudoeste paranaense são destruídas pela chuva

Aline ainda destaca que “os cães da Cabanha Oviedo são essenciais para proteger o rebanho contra possíveis ameaças de outros animais e também desempenham um papel importante no desenvolvimento dos potros, frequentemente vistos brincando no campo com eles”. Além disso, esses cães colaboram com a manutenção da tranquilidade dos cavalos atletas, fundamentais para garantir que os equinos se apresentem em suas melhores condições durante as competições.

A preparação de cavalos para provas equestres exige cuidados especiais, visto que o estresse pode prejudicar o desempenho e afetar a saúde dos animais. Márcia Schultz, proprietária de Braza, uma cadela da raça Buldogue Campeiro do Centro de Treinamento Don Erno, em Gravataí (RS), compartilha a experiência com os animais em seu centro: “A relação de Braza com os cavalos começou quando ela nos acompanhava durante os passeios diários com o guacho. Ela sempre estava ao nosso lado, como uma verdadeira companhia”, relata Márcia.

Braza, com sua habilidade natural, também contribui para o manejo do gado no centro de treinamento, ajudando a separar e conduzir os bovinos. “Ela se torna uma presença indispensável na lida diária, mostrando grande aptidão para essas atividades no campo”, complementa Márcia.

Leia Também:  Frango, boi e suíno vivos: evolução de preços nos últimos seis anos

Em exposições, Braza se tornou uma figura conhecida e respeitada, pela sua obediência e destreza. “Ela já é uma presença marcante nas exposições, e todos a conhecem. Quando a levamos, ela fica sem coleira, tamanha sua obediência”, finaliza Márcia.

A interação entre cães e animais de produção também é benéfica para os funcionários das propriedades rurais. Maria Amélia Salviano acrescenta que “nas competições equestres, os cães desempenham um papel importante ao tranquilizar os cavalos, ajudando a manter sua calma em ambientes que poderiam gerar estresse, o que contribui diretamente para o seu desempenho”.

A relação entre cães e o manejo de animais nas propriedades rurais demonstra como essas criaturas, além de companheiras fiéis, são fundamentais para o sucesso das atividades cotidianas no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Safra de café deve dar salto e atingir 73,3 milhões de sacas em 2026/27

Published

on

Após ciclos consecutivos castigados por intempéries climáticas e gargalos na oferta, o parque cafeeiro brasileiro prepara-se para uma virada expressiva. A produção nacional de café deve registrar uma robusta recuperação na safra 2026/27, projetada para alcançar a marca de 73,3 milhões de sacas de 60 quilos. O avanço reflete diretamente a recomposição do cinturão produtor nacional, historicamente fragilizado por restrições hídricas nas últimas temporadas.

O diagnóstico consta do mais recente relatório mensal divulgado pelo banco Holandês Rabobank, instituição global líder em financiamento do agronegócio. De acordo com a análise setorial a recuperação será capitaneada pelo café do tipo arábica, amplamente favorecido pela regularidade do regime de chuvas nas principais regiões produtoras. Do volume total estimado, o arábica responderá por 48,7 milhões de sacas, enquanto o conilon (robusta) deve somar 24,6 milhões de sacas.

Se as perspectivas para o campo são de fartura, o ritmo do comércio exterior caminha em marcha mais lenta. O fluxo de exportações brasileiras iniciou o ano sob o signo da cautela. No fechamento do primeiro trimestre de 2026, os embarques ao exterior totalizaram 8,5 milhões de sacas, um tombo severo de 21% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

Leia Também:  Frango, boi e suíno vivos: evolução de preços nos últimos seis anos

Mesmo com uma reação pontual registrada em março — quando o País embarcou 3,04 milhões de sacas, um incremento de 15% sobre fevereiro —, o resultado mensal ainda empacou 7,8% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.

Segundo a área de inteligência de mercado do Rabobank, o encolhimento do comércio exterior não sinaliza falta de produto, mas sim uma decisão estratégica do cafeicultor. Diante de elevados diferenciais de preços globais e de uma pontual perda de competitividade do grão nacional frente a concorrentes externos, os produtores vêm optando por reter os lotes, adotando uma postura nitidamente defensiva.

Para além das porteiras, o cenário de incertezas globais emergiu como o principal freio à rentabilidade da lavoura. As fricções geopolíticas no Oriente Médio, centralizadas na escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã, continuam a injetar forte volatilidade nas bolsas internacionais, com reflexo direto nos custos de produção.

A crise pressiona as cotações de energia e derivados de petróleo, encarecendo o frete e a operação de maquinários. O maior impacto, contudo, recai sobre a cadeia de fertilizantes. O Brasil possui uma vulnerabilidade estrutural crônica no setor, dependendo da importação de aproximadamente 90% de todos os nutrientes minerais aplicados no solo. Sob a ameaça de bloqueios logísticos e pressões inflacionárias globais, o preço dos insumos disparou, intensificando os riscos cambiais e tornando a fixação prévia de preços uma engenharia de alto risco para as cooperativas e produtores.

Leia Também:  Veiling Holambra antecipa tendências de flores e plantas para o mercado de 2026

A perda do poder de compra do agricultor fica evidente na forte deterioração da relação de troca. Em abril, o cafeicultor precisou desembolsar 4,97 sacas de arábica para adquirir uma única tonelada do adubo blend 20-05-20, contra 4,66 sacas exigidas em março. O tombo na comparação anual é dramático: em abril de 2025, bastavam apenas 2,25 sacas para comprar o mesmo volume de nutrientes.

Embora o comportamento lateralizado e as realizações de lucros tragam volatilidade, o arábica subiu 3% em março e 2% em abril, enquanto o robusta recuou 9% e recuperou 3% nos respectivos meses, as cotações internacionais se mantêm em patamares historicamente elevados, o que mitiga parcialmente o aperto das margens.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA