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BRF e HPDC firmam investimento estratégico em empresa saudita para fortalecer o mercado de frangos halal no Oriente Médio

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A BRF, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, proprietária das marcas Sadia, Perdigão, Qualy e Banvit, e a Halal Products Development Company (HPDC), uma subsidiária integral do Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita, anunciaram, por meio de sua joint venture, um investimento na Addoha Poultry Company. Essa operação marca um passo significativo para a BRF, que há cinco décadas atua no Oriente Médio, exportando para mais de 14 países da região, e agora inicia a produção local de carne de frango, visando se tornar uma das principais parceiras da Arábia Saudita em sua agenda de segurança alimentar. O valor total da transação é de SAR 316,2 milhões (aproximadamente US$ 84,3 milhões), sendo que SAR 216,2 milhões (US$ 57,6 milhões) serão aportados diretamente na Addoha.

“Com nossa experiência como líderes globais na produção de frango, temos a intenção de contribuir para o desenvolvimento da Addoha em diversas áreas, desde a qualidade e eficiência até a inovação e sustentabilidade. A parceria também busca fortalecer o setor de alimentos halal e assegurar um fornecimento contínuo de produtos de alta qualidade para os consumidores locais e internacionais”, destacou Igor Marti, Vice-presidente de Mercado Halal da BRF e Presidente da BRF Arabia.

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Miguel Gularte, CEO da BRF, complementou, afirmando que “esse investimento concretiza a estratégia de posicionar a BRF como referência no setor de proteína animal no mercado saudita e estabelece uma presença permanente na agenda de segurança alimentar do Reino, com um ecossistema de distribuição próprio e marcas fortes, além do apoio da nossa fábrica em Damã”.

Marcos Molina, Controlador e Presidente dos Conselhos de Administração de Marfrig e BRF, ressaltou que “a consolidação desse investimento é uma conquista estratégica para a atuação global da BRF em um mercado de extrema relevância, onde somos líderes com a marca Sadia”.

Além disso, o aporte se alinha aos esforços do Reino em atingir os objetivos de diversificação econômica estabelecidos pelo Visão 2030, um plano de longo prazo da Arábia Saudita, e apoia a meta do governo local de posicionar o país como um centro global de produtos halal.

“O investimento na Addoha, em parceria com a BRF, reforça nosso objetivo de posicionar a Arábia Saudita como líder global no setor halal e reflete o compromisso da HPDC em capacitar os participantes locais, aprimorando suas capacidades e integrando-os à cadeia de valor para um crescimento sustentável”, afirmou Fahad Alnuhait, CEO da HPDC.

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Salah Homidan, Chairman da Addoha, expressou que “a parceria se alinha perfeitamente aos planos de expansão da empresa, visando aumentar suas operações e melhorar a capacidade de fornecer produtos halal de alta qualidade. Este investimento atua como um catalisador para nossa expansão, proporcionando os recursos necessários e apoio estratégico. Estamos animados com esta oportunidade de fortalecer nossa presença no mercado e desempenhar um papel crucial na formação do futuro do setor de carne halal na Arábia Saudita e em outros países”.

A Arábia Saudita destaca-se como um dos principais consumidores do mercado halal mundial, e a Sadia é reconhecida como líder na categoria de frangos, consolidando-se como a marca preferida na região.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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