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Brasília sedia seminário internacional sobre transição energética

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O Brasil se prepara para um evento de grande relevância no cenário mundial. O Seminário Internacional de Transição Energética – rumo à neutralidade carbônica ocorrerá em Brasília, no dia 21 de novembro, reunindo profissionais e líderes de diversos setores para debater desafios e oportunidades da transição energética sustentável e as metas de neutralidade de carbono estabelecidas pelo Acordo de Paris, assinado por quase 200 países. O evento será sediado pelo Senado Federal, no auditório do Interlegis, das 14 às 19h. As inscrições gratuitas estão abertas no site www.acaoresponsavel.org.br.

O Acordo de Paris estabeleceu metas ambiciosas para limitar o aumento das temperaturas globais – a dois graus Celsius, preferencialmente, a um grau e meio. Para alcançar esses objetivos, foi acordada a redução das emissões de gases de efeito estufa em 50% até 2030 e a busca por emissões zero, ou até mesmo valores negativos, até 2050. No entanto, o mundo continua a enfrentar um aumento na demanda global de energia, que, de acordo com a Agência Internacional de Energia, pode crescer entre 25% e 30% até 2040 – o que representaria um aumento nas emissões de CO2 e o agravamento das mudanças climáticas.

Nesse contexto, a transição para uma matriz energética mais limpa e a neutralidade de carbono até 2050 tornaram-se prioridades globais.

O Brasil e o mundo

O nascente mercado de hidrogênio verde está se apresentando como uma peça central na transição energética global que busca fontes energéticas mais limpas e sustentáveis. Produzido com fontes energéticas renováveis de baixa emissão de CO2, fica evidente que o hidrogênio verde desempenhará um papel crucial na redução das emissões em setores altamente emissores de gases de efeito estufa, como o transporte pesado, a indústria química, mineração e siderurgia.

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Com uma demanda internacional em alta, é possível perceber um crescente volume de investimentos em projetos para produção de hidrogênio verde ao redor do mundo.

Neste cenário, o Brasil encontra-se em uma posição estratégica única, com abundância de recursos naturais essenciais para a produção de hidrogênio renovável, como irradiação solar intensa, ventos favoráveis, espaço territorial disponível para a geração de energia solar e eólica e abundância de biomassa, que pode ser usada na produção de hidrogênio verde por meio de processos biológicos, contribuindo ainda mais para a sustentabilidade ambiental.

O evento

Com uma programação repleta de conteúdo informativo e relevante, o Seminário Internacional de Transição Energética promete ser um facilitador aos diálogos sobre a transição e as estratégias de cooperação às metas até 2050, reunindo especialistas e líderes de diversos setores, como representantes do governo federal, governos estaduais, agências reguladoras, empresas do setor energético e de tecnologia, bancos de investimento, instituições de pesquisa, embaixadas, organizações não governamentais, entre outros.

“O Seminário Internacional reafirma o compromisso aos diálogos, visa um esforço conjunto de diversos setores da sociedade brasileira e internacional, com o propósito de transformar reflexões e tecnologias em diretrizes de políticas públicas, fortalecendo e mapeando o papel do Brasil no cenário internacional. Neste trazendo o hidrogênio verde como vetor na transição energética, rumo a neutralidade carbônica.”, explica Clementina Moreira Alves, presidente do Instituto Brasileiro de Ação Responsável, instituição curadora do evento com o apoio do Congresso Nacional e do Governo Federal.

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O evento também abordará projetos de lei em tramitação no Congresso, incluindo legislações relacionadas ao hidrogênio e ao mercado de carbono, além de pautas importantes relacionadas à transição energética, como o Plano Nacional de Hidrogênio (PNH2) do Ministério de Minas e Energias, o Plano de Industrialização Sustentável do MDIC e o Plano Nacional de Economia Verde do Ministério da Fazenda.

O Seminário ocorrerá no Auditório Senador Antônio Carlos Magalhães do Senado Federal, com transmissão ao vivo pela TV Senado e TV Câmara, e pelo YouTube do Interlegis.

  • Serviço: Seminário Internacional de Transição Energética – rumo à neutralidade carbônica
    • Data: 21 de novembro de 2023, das 14 às 19h
    • Local: Auditório Senador Antônio Carlos Magalhães – Av. N2, Bloco 2 do Senado Federal – Brasília-DF
    • Inscrições gratuitas: www.acaoresponsavel.org.br

Fonte: Etcetera Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Sorgo ganha espaço na indústria de bebidas e mostra potencial para cerveja sem glúten no Brasil

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O sorgo começa a ganhar protagonismo no segmento de bebidas no Brasil, impulsionado pela busca por alternativas sem glúten e pelo avanço da inovação no agronegócio. Uma parceria entre a Advanta Seeds Brasil e a cervejaria paulista X Craft Beer resultou no desenvolvimento de uma cerveja experimental à base do grão, destacando o potencial do cereal para novos mercados.

Cresce demanda por cervejas sem glúten no Brasil

O consumo de cerveja no país gira em torno de 69 litros por pessoa ao ano, e o mercado de cervejas artesanais sem glúten tem avançado com o aumento da conscientização sobre a doença celíaca.

Para atender esse público, cervejarias vêm substituindo ingredientes tradicionais, como trigo e cevada, por alternativas como arroz, milho, milheto e, mais recentemente, o sorgo. Além de ampliar as possibilidades de sabor, esses insumos também apresentam características nutricionais e sustentáveis, fortalecendo o apelo do produto.

Parceria transforma sorgo em cerveja experimental

Atenta a esse cenário, a Advanta Seeds Brasil firmou uma cooperação técnica com a X Craft Beer para desenvolver um lote experimental de cerveja à base de sorgo. A iniciativa teve como objetivo demonstrar, na prática, a viabilidade técnica e sensorial do grão na indústria de bebidas.

O projeto reforça a proposta de ampliar o uso do sorgo para além das aplicações tradicionais, como ração animal e biocombustíveis, abrindo novas possibilidades de mercado.

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Iniciativa busca ampliar percepção sobre o sorgo

Apesar de não estar disponível comercialmente, a cerveja cumpre o papel de demonstrar o potencial do cereal como ingrediente estratégico.

Segundo a equipe da Advanta, o sorgo ainda é amplamente visto como uma cultura secundária, muitas vezes associada à safrinha. A proposta da iniciativa é justamente reposicionar o grão, evidenciando sua capacidade de integrar cadeias produtivas mais sofisticadas e voltadas ao consumidor final.

Versatilidade do sorgo impulsiona inovação

O sorgo é reconhecido por sua resiliência e adaptação a diferentes condições agrícolas. Em regiões da África e da Ásia, o cereal já é utilizado há séculos na produção de bebidas fermentadas.

A ideia de produzir cerveja com sorgo no Brasil surgiu a partir de experiências anteriores da empresa na Argentina e ganhou força após a conexão com a X Craft Beer durante um evento do agronegócio em São Paulo.

A cervejaria, com mais de uma década de atuação, desenvolveu o projeto em colaboração com a equipe técnica da Advanta, resultando em uma formulação com mais de 50% de sorgo não maltado, com perspectiva de evolução para uma versão 100% baseada no cereal.

Processo produtivo exigiu adaptação técnica

A produção da cerveja apresentou desafios técnicos relevantes, já que o sorgo não passa pelo processo de malteação no Brasil e não possui naturalmente as enzimas necessárias para a fermentação.

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Para viabilizar o produto, foram utilizadas técnicas modernas de brassagem e condução enzimática, com controle rigoroso de temperatura e pH. O processo garantiu eficiência na conversão do amido em açúcares fermentáveis e assegurou a qualidade final da bebida.

Resultado destaca sabor e potencial de mercado

A receita desenvolvida seguiu o estilo Pale Ale, com uso de lúpulos americanos e pequena adição de cevada. O resultado foi uma cerveja leve, refrescante, de baixo teor alcoólico e com perfil sensorial diferenciado.

Os primeiros lotes foram apresentados em eventos e ações com parceiros e colaboradores, com avaliação positiva e interesse por novas produções.

Projeto aponta novas oportunidades para o agronegócio

Embora não haja planos de produção em escala, a iniciativa demonstra o potencial do sorgo como matéria-prima para produtos inovadores. A proposta é incentivar o desenvolvimento da cadeia produtiva e ampliar as oportunidades para o cereal no mercado nacional e internacional.

Além disso, o sorgo surge como alternativa relevante para consumidores que buscam produtos sem glúten, acessíveis e com qualidade, reforçando a conexão entre inovação, sustentabilidade e agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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