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Brasil sediará o 1º Simpósio Internacional de Agricultura Espacial em outubro de 2025

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Evento pioneiro no Brasil

De 14 a 16 de outubro de 2025, o Brasil será palco do I Simpósio Internacional em Agricultura Espacial (SIAE), realizado no Parque de Inovação Tecnológica (PIT) em São José dos Campos. O evento tem como objetivo fortalecer a participação do país na economia espacial e impulsionar avanços científicos e tecnológicos para viabilizar a agricultura espacial no Brasil.

Público e programação

O simpósio reunirá especialistas, pesquisadores e instituições nacionais e internacionais das áreas espacial, agrícola e correlatas. Serão três dias de programação intensa, com painéis, palestras e debates focados no desenvolvimento de técnicas e tecnologias para a agricultura espacial.

Objetivos e perspectivas

Segundo Alessandra Fávero, pesquisadora da Embrapa e coordenadora da Rede Space Farming no Brasil, o evento visa promover a troca de experiências e estimular a colaboração entre os atores envolvidos. Ela ressalta que a agricultura espacial, vinculada ao Acordo Artemis, contribui para a sustentabilidade das missões no espaço e pode acelerar inovações no solo terrestre, ajudando a enfrentar desafios ambientais e a garantir a segurança alimentar.

Importância para a comunidade científica brasileira

Rodrigo Leonardi, diretor de Gestão de Portfólio da Agência Espacial Brasileira (AEB), destaca que o simpósio oferece uma oportunidade para cientistas brasileiros apresentarem suas pesquisas a especialistas internacionais, reforçando a integração da Rede Space Farming com o Acordo Artemis.

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Papel do PIT e visão estratégica

Para Jeferson Cheriegate, presidente do PIT, sediar o primeiro SIAE é um marco para a ciência e tecnologia no país. Ele reforça que o evento representa o início do posicionamento do Brasil como pioneiro e líder no desenvolvimento da agricultura espacial, essencial para a futura ocupação humana no sistema solar.

Temas e desafios em debate

Os participantes vão discutir temas como os desafios e oportunidades do conhecimento espacial, contribuições do Acordo Artemis, cultivo no espaço, biologia vegetal, melhoramento genético, experiências com microrganismos em condições espaciais e experimentos em ambientes de microgravidade e radiação.

Presença de especialistas internacionais

Entre os confirmados, estão dois cientistas da NASA: Ivair Gontijo, do Laboratório de Propulsão a Jato, e Mark Settles, do NASA AMES Space Biosciences Research Branch. Também participarão Robert Ferl (UF Astraeus Space Institute e Universidade da Flórida, EUA) e Stefania de Pascale (Università di Napoli Federico II, Itália), entre outros.

Atividades paralelas e atrações culturais

Além das palestras, o simpósio terá eventos paralelos, como cinema ao ar livre com a participação do pesquisador aposentado da NASA Jim Green, consultor do filme “Perdidos em Marte”. Haverá também visitas a instituições brasileiras ligadas ao setor aeroespacial.

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Inscrições e submissão de trabalhos

As inscrições para o SIAE estão abertas até 22 de setembro. Pesquisadores podem submeter resumos para áreas como Space Farming, Space Breeding, Space Microbiology e desenvolvimento de protótipos para voos espaciais até 31 de julho. A sessão de pôsteres será realizada em 15 de outubro, das 18h às 19h.

Patrocínio e apoio

O site oficial do evento oferece informações detalhadas sobre opções de patrocínio, incluindo três níveis de cotas e espaço instagramável para apoiadores.

Organização

O Simpósio Internacional em Agricultura Espacial é organizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Parque de Inovação Tecnológica (PIT) São José dos Campos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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