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Brasil projeta recorde de entregas de fertilizantes em 2025, apesar de desafios logísticos e de importação

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O Brasil deve fechar 2025 com 48,2 milhões de toneladas de fertilizantes entregues, um crescimento de 1% em relação a 2024, segundo projeção apresentada pela Agrinvest durante a 19ª edição do Simpósio Sindiadubos NPK, realizada em Curitiba. O evento, realizado na quinta-feira (30), reuniu 1,1 mil participantes de diversos estados e do exterior.

Segundo Jeferson Souza, analista de fertilizantes da Agrinvest, “já está consolidado que será um volume recorde de produtos. Ainda faltam alguns ajustes nos dados, mas enxergamos um aumento de 1% em relação ao ano passado”.

Mudanças nas importações impactam composição dos fertilizantes

Apesar do crescimento, o mercado apresenta comportamento atípico, com mudanças significativas nas importações. Conforme Aluisio Schwartz Teixeira, presidente do Sindiadubos-PR, o aumento gradual dos preços levou os produtores brasileiros a optarem por produtos com menor concentração de nutrientes, principalmente vindos da China.

Os números confirmam a tendência:

  • Fertilizantes supersimples importados da China dobraram, passando de 300 mil para 600 mil toneladas;
  • NP (nitrogênio e fósforo) saltaram de 900 mil para 2 milhões de toneladas;
  • Sulfato de amônio (nitrogênio e enxofre) teve incremento de 1,5 milhão de toneladas.
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Segundo Souza, essa importação de produtos menos concentrados aumenta a necessidade de maiores volumes para suprir a demanda, gerando projeções de queda no fósforo, enquanto o crescimento de nitrogênio e potássio ainda é incerto.

Atualmente, o Brasil depende de mais de 85% da demanda de fertilizantes importados, principalmente da Rússia, China, Canadá e Irã. Mesmo assim, o especialista garante que a produtividade não deverá ser comprometida, devido a reservas de fósforo acumuladas em anos anteriores.

Desafios logísticos e financeiros no setor

O aumento do volume importado em curto período provocou gargalos logísticos, principalmente no Porto de Paranaguá, com tempo médio de espera de 60 dias para descarregamento. O atraso gerou custos adicionais de demurrage de US$ 20 a US$ 25 por dia, segundo Teixeira.

Outros fatores que afetaram o setor incluem:

  • Altas taxas de inadimplência por parte de produtores rurais;
  • Mudanças na legislação do frete, com aplicação de multas pelo descumprimento da tabela da ANTT.
Perspectivas otimistas para o futuro da indústria

Apesar dos desafios, o setor mantém expectativa positiva para os próximos anos. Teixeira afirma que as empresas continuam investindo em novos polos e expandindo a produção, aproveitando fertilizantes de diferentes origens para aumentar a produção de grãos sem desmatamento, em áreas de pastagens degradadas.

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O presidente do Sindiadubos projeta que o patamar de 50 milhões de toneladas de fertilizantes entregues no Brasil, inicialmente previsto para 2050, poderá ser alcançado já em 2028.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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