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Desempenho exportador das carnes no primeiro decêndio do mês de maio

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Atuando normalmente como indicadores das tendências do mês, desta vez os dados semanais da SECEX/MDIC relativos às exportações das carnes bovina, suína e de frango perderam sua característica sinalizadora. Porque, com a tragédia climática que continua afetando o Rio Grande do Sul, os números atuais – sobretudo os relativos às carnes suína e de frango – devem sofrer significativas alterações.

Assim, ainda que os resultados das duas primeiras semanas do mês (1 a 11 de maio, sete dias úteis) sejam promissores, tornou-se impróprio projetá-los para os 21 dias úteis de maio corrente.

De toda forma, chama a atenção o fato de – transcorrido (em termos de dias úteis) apenas um terço do mês – os embarques das carnes bovina e de frango já representarem mais de 40% do total registrado há um ano.

Por outro lado é motivo de alerta o retrocesso generalizado no preço médio das três carnes. Embora ainda negativos, em abril passado ou mesmo na média do primeiro quadrimestre de 2024, os índices de redução foram inferiores a dois dígitos. No momento se encontram acima dos 10%.

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Tendências mais acuradas – de volume e de preço – serão obtidas dentro de uma semana, quando forem divulgados os resultados da corrente semana, a terceira do mês de maio.

Fonte: AviSite

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Excessos de Chuva e seca levam emergência a 18 municípios

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O Diário Oficial da União desta segunda-feira (25.05) formalizou o reconhecimento federal de situação de emergência em 18 municípios espalhados por nove estados brasileiros, evidenciando o cenário de extremos climáticos que atinge o País simultaneamente.

Enquanto o cinturão agrícola do Sul e faixas do Nordeste sofrem com o avanço da estiagem prolongada, as populações da Região Norte enfrentam o impacto severo de chuvas intensas e alagamentos. A medida, chancelada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), abre caminho para a liberação de recursos federais obrigatórios para socorro humanitário e reconstrução de estruturas básicas.

O mapa da crise desenha uma dualidade econômica preocupante. Na fronteira da estiagem e da seca severa, estão municípios da Bahia (Chorrochó e Tremedal), Paraíba (Barra de São Miguel, São Bento, Joca Claudino, Taperoá, Princesa Isabel e Manaíra), Rio Grande do Norte (Alexandria), Paraná (Pérola D’Oeste), Rio Grande do Sul (Gentil e São Pedro do Sul) e Santa Catarina (Correia Pinto).

No outro extremo, o excesso de precipitação causou estragos severos na infraestrutura da Região Norte e em partes do Maranhão. Cidades como Parintins, Borba e Careiro, no Amazonas, além de Godofredo Viana, no Maranhão, e Santa Izabel do Pará, no Pará, foram castigadas por tempestades e inundações.

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Nesses locais, o principal desafio imediato é o isolamento de comunidades rurais e ribeirinhas, a perda de lavouras de subsistência e o comprometimento de estradas vicinais utilizadas para o escoamento de produtos locais.

Longe de ser apenas um entrave burocrático, a fragmentação entre seca extrema e inundações simultâneas ameaça diretamente as margens financeiras da safra e acende o alerta para o risco de inadimplência em polos produtivos regionais.

O Custo Invisível do Risco Climático no Agro

Região / Impacto Reflexo Econômico Direto Impacto no Financiamento
Sul e Nordeste (Estiagem) Queda na conversão alimentar do gado; necessidade de compra de ração comercial cara. Aumento na taxa de sinistralidade dos seguros agrícolas; busca por renegociação de custeio.
Norte e Maranhão (Inundações) Desperdício de produtos perecíveis na porteira; alta de até 40% no valor do frete regional. Elevação do prêmio do seguro de carga e depreciação acelerada de maquinário pesado.

A homologação da situação de emergência pelo governo federal funciona como um freio de arrumação legal. Mais do que liberar verbas para ajuda humanitária nas cidades, o decreto é o instrumento jurídico indispensável para que o produtor rural consiga comprovar o caso fortuito ou de força maior junto às instituições financeiras. Sem isso, o acesso à prorrogação de dívidas de crédito rural e o congelamento de juros de custeio ficariam travados, empurrando milhares de produtores para a inadimplência forçada.

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Fonte: Pensar Agro

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