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Brasil lidera crescimento global no mercado de bioinsumos, impulsionando inovação agrícola

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O Brasil tem se consolidado como um líder global no uso de bioinsumos na agricultura, com uma parcela significativa de seus produtores adotando biológicos em culturas como soja, milho e cana-de-açúcar. Em 2023, o mercado de bioinsumos no país foi estimado em mais de R$ 6 bilhões, sendo 80% desse valor relacionado a biodefensivos e 20% a bioinoculantes. Com uma previsão de crescimento anual de 16,6% até a safra 2027/28, o Brasil contribui com cerca de um quarto da expansão mundial no setor, avançando de três a quatro vezes mais rápido do que regiões como Europa e Estados Unidos. A legislação brasileira, considerada uma das mais avançadas do mundo, também tem sido um fator crucial para esse crescimento acelerado.

Diante desse cenário promissor, representantes de toda a América Latina se reuniram na última semana em Campinas para o 1º Workshop de Inoculantes, seguido pela conferência Biocontrol & Biostimulants LATAM. O workshop, promovido pela ANPII Bio (Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos) em parceria com a New Ag International, teve como objetivo discutir inovações, desafios e as mais recentes tecnologias do setor. Realizado no Royal Palm Hall, o evento reuniu cerca de 70 participantes, que tiveram a oportunidade de se aprofundar em temas técnicos e de mercado relacionados aos produtos biológicos.

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Inovação e Desafios no Uso de Biológicos

O workshop pré-evento contou com quatro palestras e uma mesa-redonda, com a participação de especialistas renomados como Cleber Vieira (AgroConsult), Ronaldo Dalio (Ideelab), Rodrigo Mendes (Embrapa) e Glaucia Santos (Vigna Brasil). As discussões abordaram dados de mercado, avanços científicos e novas tecnologias, além de questões regulatórias essenciais para o setor. Júlia Emanuela de Souza, Diretora de Relações Institucionais da ANPII Bio e organizadora do evento, destacou a importância do encontro: “Tivemos uma interação intensa entre líderes empresariais e especialistas em regulamentação, dados e pesquisa. Foi um momento crucial para discutir as expectativas e perspectivas do mercado de biológicos, assim como para entender a complexa interação dos microrganismos no solo e nas plantas. O setor está cada vez mais inovador e dinâmico”, afirmou.

Biocontrol & Biostimulants LATAM

Após o workshop, a conferência Biocontrol & Biostimulants LATAM seguiu nos dias 30 e 31 de julho, reunindo participantes de toda a América Latina para explorar o futuro dos biológicos no agronegócio. Um dos destaques do evento foi a apresentação de Solon Cordeiro de Araújo, conselheiro fundador da ANPII Bio, que ofereceu um panorama da evolução dos produtos biológicos no Brasil desde os anos 1960. “A adoção de inoculantes na cultura da soja, por exemplo, cresceu de 35% na década de 1980 para 85% atualmente. Além disso, houve uma ampliação significativa nas classes e formas de uso desses produtos, acompanhada por avanços na regulamentação e na qualificação técnica das equipes”, explicou Solon.

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O evento, organizado pela New Ag International, sublinhou como as pesquisas com vírus, insetos, bactérias e fungos estão criando novas alternativas para a proteção e o crescimento das plantas, marcando o que muitos estão chamando de “revolução dos biológicos”.

Durante a conferência, a ANPII Bio também se destacou, recebendo em seu lounge diversos interessados e empresas do setor. Com sua atuação, a entidade reforça seu papel de liderança e inovação na indústria de biológicos no Brasil. “Nossa meta é continuar liderando e apoiando o desenvolvimento de soluções biológicas que não apenas aumentem a produtividade agrícola, mas que também promovam a sustentabilidade. Eventos como este são essenciais para compartilhar conhecimento, fomentar debates e fortalecer as parcerias que impulsionam o setor”, concluiu Solon Araújo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Calor coloca rebanhos de quatro Estados em risco até domingo

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O calor e a baixa umidade devem aumentar o risco de estresse térmico nos rebanhos de Mato Grosso, Rondônia, sul do Amazonas e oeste do Pará até domingo (09.08). A situação pode reduzir o ganho de peso, afetar a produção de leite e comprometer o desempenho reprodutivo dos animais.

O alerta foi divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com base no módulo de Conforto Térmico Bovino (CTB) do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro). A previsão aponta aumento gradual das áreas classificadas nas categorias de perigo e emergência.

Porto Velho, em Rondônia, deve enfrentar uma das situações mais críticas, com índices elevados durante praticamente todo o período. Lábrea, no Amazonas, deve oscilar entre alerta e perigo. Em Juara, em Mato Grosso, e São Félix do Xingu, no Pará, a condição pode passar de alerta para perigo no domingo.

O sistema utiliza o Índice de Temperatura e Umidade (ITU), que combina as duas variáveis para medir o nível de desconforto dos bovinos. Quanto maior o índice, mais dificuldade o animal encontra para eliminar o calor acumulado no organismo.

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Vacas em lactação, bovinos de alta produtividade e animais mantidos em sistemas intensivos são os mais vulneráveis. Entre os sinais de estresse estão respiração ofegante, salivação excessiva, apatia e redução do consumo de água e alimento.

O Inmet recomenda manter água limpa e fresca disponível durante todo o dia, garantir sombra natural ou artificial e concentrar a alimentação nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde. Transporte, vacinação e outros manejos devem ser evitados nos horários de maior calor.

Em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, o risco deve permanecer entre atenção e alerta. No Sul, em grande parte do Sudeste e no leste do Nordeste, as condições previstas são mais favoráveis ao conforto dos rebanhos.

Fonte: Pensar Agro

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