AGRONEGÓCIO

Profissionais que atuam com fiscalização e licenciamento recebem capacitação

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O curso de capacitação de fiscalização e licenciamento ambiental desenvolvido pela Prefeitura de Cuiabá, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Smurb), acontece no período matutino no Horto Florestal Tote Garcia, no bairro Coxipó da Ponte desde terça-feira (24). A programação segue até sexta-feira (27) com temas que abrangem a atuação dos fiscais e que podem influenciar futuras gerações e também reúne servidores de Cuiabá e Várzea Grande que atuam na área.

Além disso, recentemente o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), ampliou as possibilidades da Prefeitura de Cuiabá de licenciar, o que já era bastante esperado. Com a decisão, o município passa a licenciar obras de médio e grande impacto, além dos de baixo impacto e, consequentemente, o preparo da equipe que atua diretamente com isso é primordial.

“Essa autonomia que nos foi concedida amplia a capacidade da Prefeitura de dar respostas mais rápidas para os empreendedores aqui em Cuiabá. A formação, já na sequência, promove um encontro entre fiscais e analistas para se adequarem a essas normas, ao conhecimento. E acontece aqui no Horto, onde a gente encontra uma ambiência propícia para falar e discutir sobre o meio ambiente com esses termos que estão sendo colocados”, pontuou o secretário Municipal de Meio Ambiente.

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Segundo Portocarrero, a cidade não para de crescer, e com isso, há a necessidade de dar respostas rápidas. “Essa é a proposta do prefeito Abilio de colocar a cidade em transformação com a rapidez que ela precisa para dar vazão a todos os interesses que permeiam a cidade. Todos nós aqui vivemos dessa relação intrínseca com o dinamismo que a cidade oferece. E o Meio Ambiente permeia as tomadas de decisões”, frisou.

Programação

No primeiro dia da programação, terça-feira (24), os temas abordados foram: Noções de Legislação ambiental sobre licenciamento e fiscalização ambiental e Princípios Constitucionais do Direito Ambiental”, com Tatiana Monteiro, da OAB/MT.

Na terça-feira (25), sobre “Estruturação do órgão ambiental e aspectos da Fiscalização ambiental”, com o analista de Meio Ambiente da Sema/MT, Pedro Julião de Castro Borges e Fernando Araújo Bruno, também da SEMA/MT. E “Atuação da Polícia Judiciária Civil de Mato no combate aos crimes ambientais”, com a doutora Patrícia Maggio, da PJC/MT.

E para os próximos dias estão previstos:

26/06/2025 – Quinta feira

08h – Tema: Procedimento de Fiscalização: diligência fiscal, vistoria fiscal; Infrações; Penalidades (L.C. 146/2007); Medidas cautelares (L.C. 004/92); relatório de atividades fiscais. Res. CONSEMA 41/2021.

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Palestrante: ARF. Dr. Riverson Rondon – da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp)

10h – Tema: Reparação do dano ambiental.

Palestrante: Dra. Maria Fernanda – MP/MT

27/06/2025 – Sexta feira

08h – Tema: Panorama do Sistema de esgotamento sanitário em Cuiabá: propostas de ações para promover a sua efetividade.

Palestrantes: Dra. Eliana Rondon (NIESA/UFMT);

Dr. Guilherme Júlio de Abreu Lima (prof. e pesquisador NIESA/UFMT);

Dr. Édio Ribeiro Ferraz (Professor associado NIESA/UFMT).

10h – Tema: Apontamentos sobre o licenciamento ambiental municipal (L.C. 146/2007)

Palestrante: Bióloga Msc. Gelsa Meire – Coordenadora Técnica de Licenciamento Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Cuiabá (SMUrb)

10:45h – Tema: Processo Administrativo Fiscal em matéria ambiental: julgamento de primeira e segunda instância. Procedimentos específicos da fiscalização ambiental;

Palestrante: ARF. Dr. Júlio César – Secretaria Municipal de Ordem Pública.

12h – Encerramento

#PraCegoVer

A foto mostra os participantes acomodados em pontronas em sala de auditório onde é realizado o evento.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar

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A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.

Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.

A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.

Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.

Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.

Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.

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A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.

O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.

Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.

A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.

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Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.

A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.

A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.

Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

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