AGRONEGÓCIO

Brasil lidera avanço no agro com o PL 4357/2023: estabilidade jurídica e segurança alimentar

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O Projeto de Lei 4357/2023, que propõe a exclusão do conceito de “função social da terra” como critério para desapropriação de propriedades produtivas, foi apontado como um marco histórico para o agronegócio brasileiro. A análise é do administrador e bacharel em Direito Leandro Viegas, CEO da Sell Agro, que destaca o impacto positivo do projeto na garantia de estabilidade jurídica e na promoção de um desenvolvimento sustentável no setor.

Com a aprovação do regime de urgência para a tramitação na Câmara dos Deputados, o Brasil avança em um tema sensível que promete fortalecer a segurança alimentar global e resguardar os investimentos no setor agropecuário. Segundo Viegas, o PL traz previsibilidade ao eliminar interpretações subjetivas sobre o conceito de “função social da terra”, protegendo propriedades produtivas contra desapropriações arbitrárias.

Papel estratégico do agronegócio

O agronegócio é responsável por aproximadamente 25% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e 40% das exportações, representando um dos principais motores da economia nacional. Qualquer instabilidade jurídica nesse setor pode impactar diretamente a geração de empregos, a renda e o abastecimento de alimentos no Brasil e no mundo.

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Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), reforça a importância da iniciativa: “Proteger a terra produtiva é garantir que o Brasil continue alimentando o mundo, enquanto sustenta milhões de famílias que dependem direta ou indiretamente do agronegócio”.

Impactos positivos para o setor

A aprovação do PL 4357/2023 pode gerar impactos significativos em toda a cadeia produtiva. Ao assegurar maior segurança jurídica, o projeto estimula investimentos em tecnologias agrícolas, amplia a produtividade e reforça a competitividade brasileira no mercado global. Além disso, evita cenários de incertezas que poderiam afastar investimentos estrangeiros e prejudicar o desenvolvimento econômico e ambiental.

O deputado Rodolfo Nogueira, autor do projeto, resumiu sua importância ao afirmar que “este projeto é uma resposta ao anseio de estabilidade no campo”. A estabilidade proporcionada pela proposta é fundamental para que o agronegócio continue desempenhando um papel estratégico no combate à fome e na preservação ambiental.

Reconhecendo o valor das terras produtivas

O PL não representa uma afronta aos princípios constitucionais, mas sim uma adequação necessária à realidade econômica e social do país. A exclusão do conceito de “função social da terra” como critério para desapropriação reconhece a relevância das propriedades produtivas no cenário econômico global e reforça o compromisso do Brasil com o desenvolvimento sustentável.

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Um chamado ao compromisso parlamentar

A aprovação do PL 4357/2023 exige maturidade e compromisso do Congresso Nacional. Trata-se de uma oportunidade única de reafirmar o protagonismo do Brasil no agronegócio mundial, fortalecendo as bases para que o campo continue sendo sinônimo de desenvolvimento, geração de empregos e avanços ambientais.

Mais do que uma medida legislativa, o projeto simboliza o reconhecimento ao trabalho e à dedicação dos produtores rurais, que impulsionam a economia brasileira e contribuem para a segurança alimentar global. O campo, mais uma vez, se consolida como pilar do crescimento nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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