AGRONEGÓCIO
Brasil Investe em Eficiência de Fertilizantes para Promover Produtividade e Sustentabilidade no Agronegócio
Publicado em
23 de setembro de 2024por
Da Redação
De acordo com o estudo “Produção Nacional de Fertilizantes”, elaborado pela Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos do Governo Federal, o Brasil representa cerca de 8% do consumo global de fertilizantes, ocupando a quarta posição no ranking mundial, atrás de China, Índia e Estados Unidos. Os fertilizantes desempenham um papel crucial na reposição dos nutrientes necessários às plantas, quando estes não estão disponíveis no solo, permitindo que elas atinjam seu máximo potencial de crescimento de forma sustentável, com menos desperdício e maior produtividade agrícola.
“A agricultura é diretamente afetada pelo crescimento populacional, que gera uma demanda crescente por alimentos. Assim, a correção da nutrição do solo e das plantas por meio dos fertilizantes assegura uma produção ampliada e, consequentemente, uma maior oferta”, afirma Luís Schiavo, CEO da Naval Fertilizantes, empresa especializada em produtos biológicos e tecnologia de aplicação para lavouras e pastagens.
Para realizar uma escolha eficiente do fertilizante, é fundamental considerar diversos fatores, como a identificação das necessidades específicas da cultura a ser plantada. Por exemplo, gramíneas possuem requerimentos distintos em relação às leguminosas. A análise do solo pode variar significativamente, mesmo dentro da mesma propriedade. “Os teores de argila diferem entre os talhões, o que torna essencial o acompanhamento técnico. Isso garante a aplicação adequada dos fertilizantes no momento certo, otimizando a eficiência em cada fase do desenvolvimento da planta, além de assegurar o uso de equipamentos adequados e armazenamento apropriado”, ressalta Schiavo.
Existem três principais tipos de fertilizantes: químicos, minerais e orgânicos, cada um com características que influenciam sua aplicação.
Fertilizantes Químicos – Comuns na agricultura moderna, geralmente contêm uma combinação de nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio (NPK), e estão disponíveis em forma de pó ou líquido. “As vantagens desse tipo incluem facilidade de aplicação e alta concentração de nutrientes, o que é crucial quando a lavoura demanda uma reposição rápida”, explica Schiavo. No entanto, o uso excessivo ou inadequado pode ser prejudicial ao meio ambiente e à própria lavoura. “Alguns produtores esperam até o último momento da safra para fertilizar, acreditando que a aplicação de maiores quantidades resultará em uma colheita mais rápida, mas, na verdade, o efeito é inverso”, complementa.
Fertilizantes Orgânicos – Produzidos a partir de materiais como esterco, húmus de minhoca e composto, esses fertilizantes fornecem nutrientes de forma gradual, contribuindo para a fertilidade do solo e melhorando sua estrutura. “Embora frequentemente contenham menos nutrientes do que os químicos, os orgânicos podem demorar mais para apresentar resultados”, observa o executivo.
Fertilizantes Minerais – Obtidos por meio da extração de rochas fosfatadas ou potássicas, esses insumos são processados industrialmente para extrair os nutrientes que estimulam o crescimento das plantas e aumentam a produtividade das lavouras.
O Brasil evoluiu de um país que dependia da importação de alimentos, há quatro décadas, para se tornar o “celeiro do mundo”, capaz de alimentar o planeta. Essa transformação é resultado do impacto positivo de diversas tecnologias aplicadas na agricultura, incluindo o uso de fertilizantes.
“A utilização responsável do solo como um recurso para produção agrícola sustentável preserva a integridade ambiental, evitando a degradação física, química e biológica. O uso racional de fertilizantes também mitiga a degradação dos solos cultivados, promovendo a manutenção de sua saúde e garantindo o sustento da população mundial”, conclui Schiavo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Agro exporta R$ 45,6 bilhões e mantém 3º lugar no país
Published
7 horas agoon
2 de setembro de 2026By
Da Redação
O agronegócio de Minas Gerais movimentou R$ 45,6 bilhões em exportações no primeiro semestre de 2026 e manteve o Estado como o terceiro maior exportador do setor no país, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo. O resultado veio mesmo com uma queda de 9,6% na receita em relação ao mesmo período do ano passado, puxada principalmente pela redução dos embarques de café.
Entre janeiro e junho, Minas enviou 8,46 milhões de toneladas de produtos agropecuários para 166 países. O volume foi 3% menor que o registrado no primeiro semestre de 2025. Ainda assim, o Estado respondeu por 10,3% de tudo o que o agronegócio brasileiro vendeu ao exterior e o setor representou 40,9% da receita total das exportações mineiras.
Os números, levantados pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG) a partir dos registros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram uma mudança importante dentro da pauta. O café continuou dominante, mas soja e carnes ganharam espaço e ajudaram a amortecer a retração do principal produto mineiro.
O café respondeu sozinho por R$ 22,9 bilhões, pouco mais da metade de toda a receita agropecuária obtida no exterior. Foram embarcadas aproximadamente 10,8 milhões de sacas de 60 quilos no semestre. A disponibilidade menor do produto reduziu os volumes, embora o preço médio de exportação tenha aumentado cerca de 4,2% em relação ao mesmo período de 2025.
A influência do café sobre os números mineiros é enorme. No primeiro trimestre, por exemplo, as exportações do produto haviam caído 31,5% em volume e 18,5% em receita. O recuo foi suficiente para puxar para baixo o resultado de todo o agronegócio estadual, mesmo enquanto outras cadeias registravam crescimento.
Isso ajuda a explicar uma aparente contradição: Minas continua entre os maiores exportadores agrícolas do Brasil, mas vendeu menos que no ano passado. Em 2025, o agronegócio mineiro havia alcançado o recorde de aproximadamente R$ 101 bilhões em vendas externas, resultado favorecido principalmente pela forte valorização internacional do café. A comparação de 2026, portanto, ocorre sobre uma base excepcionalmente elevada.
A soja foi uma das cadeias que impediram uma retração maior. O complexo formado por grão, farelo e óleo movimentou aproximadamente R$ 10,7 bilhões no primeiro semestre, com crescimento de cerca de 10% sobre 2025. O avanço também revela uma mudança na composição das vendas, com maior presença de farelo e óleo, produtos que passam por processamento antes de deixar o Estado.
As carnes apresentaram outro desempenho positivo. Os embarques de carne bovina, suína e de frango renderam aproximadamente R$ 4,8 bilhões, crescimento de 13,4% na comparação anual. O volume chegou a 247,3 mil toneladas, 3,7% acima do primeiro semestre do ano passado.
A diferença entre o crescimento da receita e o avanço do volume mostra que o valor médio das carnes exportadas aumentou. O movimento beneficia uma cadeia importante para Minas, que possui produção expressiva de bovinos, aves e suínos e uma estrutura industrial formada por frigoríficos, cooperativas e empresas de processamento.
O complexo sucroalcooleiro, formado principalmente por açúcar e etanol, gerou cerca de R$ 2,7 bilhões em exportações no semestre. Os produtos florestais, que incluem celulose, madeira e papel, ficaram próximos de R$ 2,6 bilhões.
Juntos, café, complexo soja, carnes, produtos sucroalcooleiros e produtos florestais concentraram mais de 96% das exportações do agronegócio mineiro. A pauta é concentrada em grandes cadeias, mas começa a apresentar nichos com maior grau de processamento e produtos ligados à tradição regional.
Minas também aparece entre os principais fornecedores brasileiros de produtos como mel, lácteos, sementes, batatas processadas e doce de leite. Embora movimentem valores menores, essas cadeias têm importância porque permitem a entrada de cooperativas e agroindústrias de menor porte em mercados internacionais.
A diversificação também aparece nos destinos. A China permaneceu como principal comprador do agronegócio mineiro, seguida por Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão. A União Europeia tem peso especial para o café: no primeiro quadrimestre, aproximadamente 94% do valor comprado pelo bloco de Minas estava concentrado no produto.
O peso do campo vai além das exportações. O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária mineira alcançou o recorde de R$ 167,8 bilhões em 2025. Para 2026, as projeções divulgadas ao longo do ano mantêm o faturamento próximo desse patamar, embora com comportamentos diferentes entre as cadeias.
As lavouras representam aproximadamente dois terços do VBP estadual e o café continua na liderança. Estimativas divulgadas pela Seapa indicavam faturamento superior a R$ 60 bilhões para a cultura em 2026. Soja, cana-de-açúcar e milho aparecem na sequência entre as principais atividades agrícolas.
Na pecuária, a carne bovina segue como principal componente do faturamento. A projeção divulgada neste ano apontava para cerca de R$ 20 bilhões, enquanto o leite, outra atividade tradicional de Minas, enfrentava cenário mais difícil, com queda de preços e pressão sobre a rentabilidade do produtor.
Esse conjunto mostra que o desempenho do agronegócio mineiro em 2026 não pode ser resumido apenas à queda das exportações. O Estado atravessa uma acomodação depois do recorde registrado no ano passado, enquanto algumas cadeias ganham espaço justamente no momento em que o café perde parte da força excepcional observada em 2025.
Para o produtor, essa diversificação reduz parcialmente a dependência de uma única commodity, mas não elimina os riscos. Café, soja, carnes e produtos florestais continuam fortemente expostos ao câmbio, aos preços internacionais, ao custo do crédito, às condições climáticas e às exigências dos mercados compradores.
Mesmo nesse ambiente, Minas chega à segunda metade de 2026 com o agronegócio respondendo por quatro de cada dez reais obtidos pelo Estado com exportações. Mais do que o valor absoluto dos R$ 45,6 bilhões, é essa participação, combinada à presença em 166 mercados e à expansão de cadeias além do café, que ajuda a explicar por que o campo permanece como uma das principais bases da economia mineira.
Fonte: Pensar Agro
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