AGRONEGÓCIO

Brasil está próximo de se tornar terceiro maior exportador mundial de carne suína, diz consultor de SAFRAS na PorkExpo

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Ele ressalta, porém, que a queda dos preços globais das proteínas de origem animal vem impactando a receita das exportações brasileiras. A recuperação da economia e da suinocultura chinesa, na avaliação de Iglesias, são fundamentais para que haja novamente um movimento de alta nas cotações.

Em termos econômicos, a política monetária usada pelos grandes países ao longo do ano para conter a inflação tem sido a alta dos juros, embora o Brasil comece a adotar uma posição contrária, com um movimento de redução das taxas. O real se mostra mais desvalorizado, o que é positivo para o Brasil, embora seja preciso ficar de olho nas guerras entre Ucrânia e Rússia e no conflito no Oriente Médio, pois podem acabar mexendo nos preços do petróleo, o que acaba influenciando no preço das commodities.

No que tange ao mercado, Iglesias comenta que outubro foi acomodado para a suinocultura, a exemplo do boi, muito embora no último bimestre se espere que a demanda aquecida possa trazer um maior valor agregado aos preços. Outro ponto de atenção leva em conta a queda nos custos com o menor valor do milho e da soja, muito embora os produtores ainda possam contar com proteínas alternativas e de menor valor, como o sorgo e o trigo de baixo padrão.

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O consultor ressalta que a suinocultura vivenciou muitos investimentos ao longo de 2020 e 2021, que estão trazendo resultados agora em 2023 e em 2024, por conta do ciclo mais longo da atividade, o que explica a continuidade da expansão produtiva.

Iglesias faz o alerta que a Influenza Aviária no Brasil, bem controlada até agora pelas autoridades sanitárias, poderia ser um fator bastante prejudicial em caso de confirmação de casos na avicultura comercial, desequilibrando ainda mais os preços internos e afetando a carne suína.

Tendências para 2024

Para 2024, Iglesias aposta em uma produção recorde de frango e suíno, com os setores apostando na diversificação e na busca por novos mercados. Tende a ocorrer também uma menor oferta de carne bovina, elevando os preços e permitindo um ganho de mercado para a carne suína.

No que tange a abates, o Brasil deve alcançar um volume de 48,9 milhões de cabeças no próximo ano, 1,30% a mais do que em 2023. O alojamento de matrizes, por sua vez, deve chegar a 2,024 milhões de cabeças. Nas exportações, a expectativa de SAFRAS & Mercado é de que o volume cresça 5,8% e atinja 1,256 milhão de toneladas. A produção deve avançar 2,5% e atingir 5,343 milhões de toneladas. Já a disponibilidade interna, de acordo com Iglesias, tende a chegar a 4,087 milhões de cabeças, com incremento de 1,6% frente a este ano.

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Fonte: Agência Safras

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do setor batem recorde e reforçam protagonismo mundial

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O algodão brasileiro segue ampliando sua relevância no comércio internacional e alcançou mais um resultado histórico em maio. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o país embarcou 291,2 mil toneladas da fibra no mês, o maior volume já registrado para maio. As vendas renderam cerca de R$ 2,25 bilhões, reforçando a força de uma cadeia que se consolidou como uma das mais competitivas do agronegócio nacional.

O desempenho ganha ainda mais relevância diante da expansão do mercado algodoeiro brasileiro nos últimos anos. O país disputa a liderança mundial das exportações da fibra e tem ampliado sua participação em mercados estratégicos da Ásia, principal destino da produção nacional. Com tecnologia, produtividade elevada e ganhos logísticos, o algodão deixou de ser uma cultura regional para se transformar em uma importante fonte de geração de renda e divisas para o país.

Na comparação com maio de 2025, os embarques cresceram 51,5% em volume, enquanto o faturamento avançou 45,3%. Embora o resultado tenha ficado abaixo das 370,4 mil toneladas exportadas em abril, o setor considera o movimento compatível com a sazonalidade do mercado e sem impacto sobre o excelente desempenho da temporada.

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Com o resultado de maio, o Brasil ultrapassou a marca de 3,1 milhões de toneladas exportadas no acumulado da temporada 2025/26, iniciada em julho do ano passado. O volume representa um novo recorde para a cotonicultura nacional e confirma a crescente demanda internacional pela fibra produzida no país.

Além dos números expressivos, o setor comemora a diversificação dos mercados compradores. Bangladesh liderou as importações em maio, absorvendo 21,1% dos embarques brasileiros. Na sequência aparecem Paquistão, com 19%, Turquia, com 14,2%, e Vietnã, com 13,4%. Juntos, Bangladesh e Paquistão responderam por aproximadamente 40% de todo o algodão exportado pelo Brasil no período.

A mudança no perfil dos compradores também chama atenção. Tradicionalmente um dos principais destinos da fibra brasileira, a China respondeu por 9,6% das compras em maio, participação inferior à observada ao longo da temporada. A Índia também reduziu suas aquisições após alterações em sua política de importação. Para o setor, a capacidade de ampliar vendas para diferentes mercados demonstra a competitividade do produto brasileiro e reduz a dependência de poucos compradores.

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O algodão já ocupa posição de destaque entre os produtos exportados pelo agronegócio. Em maio, a fibra respondeu por 1,41% de todas as exportações brasileiras e figurou entre os principais produtos agropecuários embarcados pelo país. O resultado reflete os investimentos realizados pelos produtores em tecnologia, qualidade da fibra, sustentabilidade e rastreabilidade, fatores cada vez mais valorizados pelos mercados internacionais.

Com a safra em expansão e a demanda global permanecendo aquecida, a expectativa do setor é de continuidade do bom desempenho nos próximos meses. O cenário reforça o protagonismo do algodão brasileiro no comércio mundial e consolida a cultura como uma das atividades mais dinâmicas e estratégicas do agronegócio nacional.

Fonte: Pensar Agro

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