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Consumo de café solúvel cresce 5,2% em 2023 no Brasil, para o recorde de 24,2 mil t

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Os brasileiros consumiram o volume recorde de 24,248 mil toneladas (equivalentes a 1,05 milhão de sacas de 60 kg) de café solúvel no ano passado, o que representou evolução de 5,2% em relação a 2022 e implicou o oitavo avanço anual consecutivo na série histórica. Os dados fazem parte do relatório anual divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics).

Já as importações de café solúvel de todos os tipos, 100% realizadas pelas empresas filiadas à entidade, tiveram queda significativa de 32,7% ante 2022, recuando a 423,4 toneladas, ou 18.345 sacas. “É um volume pequeno, mas que ajuda na oferta de mais opções aos consumidores brasileiros”, comenta o diretor de Relações Institucionais da Abics, Aguinaldo Lima.

Conforme ele, o crescimento contínuo no consumo de café solúvel no Brasil reflete os investimentos realizados pelas indústrias do setor, que ampliam seu portfólio de produtos, e as ações de promoção e capacitação realizadas pelo segmento, como o projeto setorial “Cria e Curta”, desenvolvido com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil); a implantação do protocolo de análise sensorial, em conjunto com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL); os cursos de formação de especialistas na aplicação dessa metodologia, denominados “IC Grader” (Instant Coffee Grader); e a campanha nas redes sociais “Descubra Café Solúvel”, que proporciona maior percepção das qualidades e da versatilidade do produto pelos consumidores brasileiros.

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“Com essas ações, o café solúvel se torna mais conhecido pela população do Brasil e, ao cair no gosto popular, seja em forma de bebida ou no preparo de diversos pratos da gastronomia, vem registrando altas consecutivas no consumo”, explica.

Lima completa que, como muitas dessas ações também tem foco no exterior, como o projeto com a ApexBrasil – Explore & Enjoy, na sua versão internacional – e o protocolo de avaliação sensorial, isso impõe maior protagonismo e amplia a visibilidade no mercado global.

“Aliadas à capacidade de nossas indústrias em fornecer produtos com valor agregado em tecnologias, qualidade, volume e competitividade, tais iniciativas consolidam a posição do Brasil como líder mundial em produção e exportação”, anota.

EXPORTAÇÕES

Os embarques de café solúvel do Brasil somaram 86,516 mil toneladas (3,7 milhões de sacas) em 2023, registrando leve alta de 0,4% na comparação com o volume remetido ao exterior de janeiro a dezembro de 2022. A receita cambial obtida com as remessas do produto ao exterior totalizou US$ 701,3 milhões, apresentando recuo de 1,1% no mesmo intervalo comparativo.

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O principal destino do café solúvel brasileiro no ano passado foram os Estados Unidos, que adquiriram 16,205 mil t, ou 9,2% a menos do que um ano antes. Na sequência, vêm Argentina, com a importação de 8,273 mil t (+18,6%); Japão, com 5,350 mil t (+23,4%); Indonésia, com 5,219 mil t (-15,7%); e Finlândia, com 5,034 mil t (+38,8%).

A Rússia, grande cliente do Brasil há décadas, sempre ocupando as primeiras posições no ranking dos principais destinos, caiu para o 19º lugar em 2023, com o desempenho sendo impactado pela continuidade da guerra contra a Ucrânia. No ano passado, os russos importaram 1,310 mil t, aferindo queda de 58% frente às 3,117 mil t registradas em 2022.

“Contudo, a despeito das restrições internacionais, é possível que seu abastecimento com café solúvel venha sendo complementado por alguns países vizinhos, como a Finlândia, que, de comprador residual do produto brasileiro, passou a figurar na sexta posição, em 2022, e na quinta posição em 2023”, pondera o diretor da Abics.

Fonte: ABICS

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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