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Brasil encerra 2024 com crescimento nas exportações de arroz beneficiado

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Em 2024, o Brasil exportou 1 milhão de toneladas de arroz beneficiado, com receita de US$ 387,8 milhões. Este resultado representa um crescimento de 7% em volume e 27% em valor em comparação com o ano anterior. Os dados foram coletados pela Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O arroz beneficiado é aquele que passa por um processo industrial para a retirada da casca e do farelo. No ano de 2024, o arroz beneficiado representou 69% do valor e 72% do volume total das exportações de arroz do país. Os principais destinos do produto foram Senegal, Gâmbia, Peru, Serra Leoa e República Dominicana.

O diretor de Assuntos Internacionais da Abiarroz, Gustavo Trevisan, ressaltou que, apesar dos desafios enfrentados pelo setor orizícola, como a falta de competitividade na compra da matéria-prima e o aumento dos custos logísticos, o desempenho foi positivo. “Os resultados refletem a importância do trabalho realizado pela Abiarroz, especialmente por meio do projeto de exportação Brazilian Rice, que há mais de dez anos tem aberto novos mercados e dado visibilidade ao arroz brasileiro”, afirmou.

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Desempenho geral das exportações

Em termos de volume total exportado, que inclui também o arroz em casca, o Brasil embarcou cerca de 1,4 milhão de toneladas de arroz em 2024. Esse número representou uma redução de 20% em relação a 2023, com uma queda de 9% no valor exportado.

O estado do Rio Grande do Sul se destacou, respondendo por 96,9% das exportações de arroz. São Paulo e Santa Catarina ficaram com 1,2% e 0,8%, respectivamente.

México e as exportações em expansão

O México, embora ocupando a oitava posição no ranking de destinos, registrou um aumento significativo no volume importado, passando de 0,5 mil toneladas para 24,9 mil toneladas em 2024. O país faz parte dos oito mercados prioritários do projeto Brazilian Rice, uma parceria da Abiarroz com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Crescem também as importações de arroz

As importações de arroz no Brasil também apresentaram crescimento em 2024. De janeiro a dezembro, o país adquiriu 1,5 milhão de toneladas (base casca), totalizando US$ 679,8 milhões, com aumentos de aproximadamente 4% em volume e 28% em valor. Os principais países exportadores para o Brasil foram Paraguai, Uruguai, Tailândia, Argentina e Itália.

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Balanço das exportações de dezembro

No mês de dezembro, as exportações de arroz apresentaram um desempenho notável. Foram embarcadas 140,6 mil toneladas do grão (base casca) para fora do Brasil, gerando US$ 55,6 milhões. Esses números representam um aumento de 165% em volume e 155% em valor, em relação a dezembro de 2023. O arroz beneficiado, que correspondeu à maior parte do volume, registrou um crescimento de 163% em volume e 152% em valor no mesmo período.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio ainda perde eficiência na aplicação de defensivos mesmo com avanço da agricultura de precisão

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Apesar da evolução da agricultura de precisão e da ampla oferta de tecnologias voltadas à aplicação de defensivos agrícolas, o agronegócio brasileiro ainda enfrenta desafios importantes para alcançar máxima eficiência operacional. Máquinas modernas, sensores, drones e sistemas inteligentes já fazem parte da rotina do campo, mas a forma como essas ferramentas são utilizadas ainda limita os resultados.

A avaliação é de especialistas do setor, que apontam que o principal gargalo não está na ausência de tecnologia, mas na integração entre conhecimento técnico, operação e estratégia dentro das propriedades rurais.

Eficiência das aplicações ainda é limitada por falhas operacionais

O aumento da pressão por produtividade, redução de perdas e cumprimento de exigências ambientais tem ampliado a necessidade de aplicações fitossanitárias mais precisas e sustentáveis. No entanto, falhas operacionais e decisões inadequadas continuam comprometendo parte dos resultados no campo.

De acordo com o engenheiro agrônomo Marcelo da Costa Ferreira, professor titular da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Jaboticabal e coordenador do Núcleo de Estudos e Desenvolvimento da Tecnologia de Aplicação, o setor dispõe de um amplo conjunto de ferramentas, mas ainda enfrenta dificuldades na sua correta utilização.

“Do ponto de vista da disponibilidade de produtos, máquinas e aplicativos, o agro vivencia um bom nível de opções. Mas isso não significa que esses produtos sejam bem utilizados”, afirma o especialista.

Segundo ele, perdas associadas à deriva, escolhas inadequadas de tecnologia e falhas operacionais poderiam ser significativamente reduzidas com maior alinhamento técnico entre os diferentes elos da cadeia produtiva.

“Há conhecimento e ferramental disponível. Porém, a falta de uma orientação macro dificulta uma compreensão mais madura para a redução das perdas”, completa.

Agricultura de precisão transforma tomada de decisão no campo

O avanço das tecnologias digitais tem alterado profundamente a lógica das aplicações agrícolas. Recursos como sensoriamento remoto, imagens de satélite, drones e sistemas inteligentes permitem análises detalhadas das lavouras e possibilitam decisões mais específicas dentro de uma mesma área produtiva.

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Na prática, isso significa maior capacidade de identificar variações no campo e ajustar a aplicação de insumos de forma localizada, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência.

“O olho das máquinas é muito mais detalhista e veloz em produzir informações do que o olho humano”, destaca Marcelo Ferreira.

Barreiras culturais ainda limitam adoção de tecnologias

Apesar dos avanços, a adoção plena dessas ferramentas ainda enfrenta resistência dentro das propriedades rurais. Para o especialista, a principal barreira não é apenas tecnológica, mas cultural e organizacional.

O modelo tradicional de manejo agrícola ainda está fortemente consolidado em muitas regiões produtoras, o que dificulta a incorporação de novos processos e sistemas de decisão baseados em dados.

“Essa forma tradicional de trabalho está consolidada há décadas. A primeira barreira, portanto, é cultural, seguida pela necessidade de alteração do sistema de entendimento da operação”, ressalta.

Formação técnica será decisiva para o futuro do agro

Para o professor da Unesp, o futuro da eficiência na aplicação de defensivos está diretamente ligado à formação de profissionais mais capacitados para operar, interpretar e desenvolver tecnologias agrícolas.

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A tendência, segundo ele, é de um ambiente cada vez mais digitalizado, no qual a tomada de decisão dependerá de dados e sistemas integrados.

“As inovações tecnológicas virão. As pessoas precisam estar preparadas não apenas para utilizá-las, mas também para criá-las e aprimorá-las”, conclui.

Perspectiva

A tendência é que a agricultura brasileira avance cada vez mais para sistemas produtivos orientados por dados, com maior integração entre máquinas, softwares e conhecimento técnico. Nesse cenário, a eficiência na aplicação de defensivos deve depender menos da disponibilidade de tecnologia e mais da capacidade de gestão e capacitação dos profissionais envolvidos.

A superação das barreiras culturais e o fortalecimento da formação técnica devem ser fatores determinantes para reduzir perdas, ampliar a sustentabilidade das operações e aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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