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Brasil como protagonista global abre debates do CNMA 2025, com presença de lideranças políticas e do agro

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CNMA 2025 abre com foco no papel global do Brasil

O Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA) 2025 será realizado nos dias 22 e 23 de outubro, no Transamerica Expo Center, em São Paulo. O evento terá como tema central “Brasil, o país que muda o mundo para melhor!” e, na abertura, contará com a presença de lideranças políticas e do setor agropecuário para discutir como o país pode contribuir com soluções frente aos desafios globais.

Entre os convidados estão o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro; a senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura; o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas; o secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai; o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho de São Paulo, Rodrigo Goulart; e a diretora de Promoção Comercial do Mapa, Ângela Peres. A moderação será conduzida por Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e embaixador especial da FAO.

Brasil tem protagonismo nas soluções para crises globais

Segundo Roberto Rodrigues, o Brasil tem papel fundamental em um mundo cada vez mais afetado por tensões políticas, ideológicas e sociais. Para ele, desafios como a insegurança alimentar, transição energética, mudanças climáticas e desigualdade social exigem respostas estruturadas — e a agricultura tropical pode ser o ponto de partida.

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Rodrigues aponta que o Brasil é o único país que desenvolveu uma tecnologia sustentável e replicável para a produção agrícola em regiões tropicais, principalmente após a criação da Embrapa nos anos 1980. Ele afirma:

“Cabe ao Brasil liderar o crescimento da agricultura tropical e criar estratégias para assumir esse protagonismo.”

Avanços do agro brasileiro em números

De 1990 até hoje, a área plantada com grãos no Brasil dobrou, enquanto a produção cresceu cerca de 150%, impulsionada por tecnologia nacional. Outro diferencial é a matriz energética brasileira, com 50% de fontes renováveis, ante 15% da média global. Desse total, 25% são gerados pela agricultura, demonstrando o papel do setor na transição energética.

Rodrigues também destaca que essa experiência pode ser aplicada em outros países tropicais, como os da África, Ásia e América Latina, gerando emprego, renda e desenvolvimento sustentável.

Mulheres ganham espaço e visibilidade no agro

Além dos debates geopolíticos e ambientais, o CNMA 2025 reforça o protagonismo feminino no agronegócio. Roberto Rodrigues destaca que mulheres têm a mesma competência que os homens para liderar no campo, e muitas vezes uma visão mais madura e firme diante das pressões ideológicas.

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Segundo o secretário Guilherme Piai, cerca de 30% dos estabelecimentos agropecuários brasileiros já são geridos por mulheres, com esse número crescendo continuamente, especialmente em São Paulo.

“O Congresso é essencial para dar visibilidade às mulheres na produção, pesquisa e empreendedorismo rural”, afirma Piai.

Já a senadora Tereza Cristina avalia que o CNMA é um evento chave para a valorização feminina no setor:

“O agro brasileiro é dinâmico, inovador e cheio de oportunidades — e as mulheres têm desempenhado papel decisivo nessa transformação.”

Inscrições abertas para a edição 2025

A expectativa é reunir mais de 3.300 congressistas nesta edição especial. As inscrições estão abertas e podem ser feitas no site oficial do evento, com lote promocional disponível:

🔗 Inscrições edição 2025

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guiana abre áreas agrícolas a brasileiros, mas é preciso ter estrutura e capital para investir

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A abertura de áreas agrícolas na Guiana, país vizinho ao Brasil, ao lado de Roraima (a capital, Georgetown, está 4.825 km distante de Brasília), tem despertado o interesse de produtores brasileiros, mas também gerado interpretações equivocadas. Ao contrário do que se noticiou, o país não está distribuindo “terra de graça”, é preciso ter estrutura e capital para investir. O modelo em curso é baseado em concessões de áreas públicas, com incentivos para atrair investimento produtivo.

A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla do governo local para ampliar a produção interna de alimentos e reduzir a dependência de importações. A meta, alinhada à Comunidade do Caribe, do qual o país faz parte, é cortar em 25% as compras externas até 2030. Hoje, boa parte do abastecimento alimentar do país ainda vem de fora.

Para isso, o governo passou a disponibilizar áreas de savana com potencial agrícola, principalmente na região próxima à fronteira brasileira. Segundo a Food and Agriculture Organization, agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU), essas áreas apresentam aptidão para produção de grãos e podem ser incorporadas sem avanço direto sobre a floresta.

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O ponto central, no entanto, está no formato da oferta. As terras pertencem majoritariamente ao governo da Guiana e são disponibilizadas por meio de concessões e arrendamentos de longo prazo. Em alguns casos, o custo inicial pode ser reduzido ou facilitado, mas está condicionado à implantação efetiva da produção.

Na prática, isso significa que o produtor interessado precisa entrar com estrutura e ter capital alto para investir, numa região distante do Brasil. A operação exige investimento em preparo de área, máquinas, insumos, mão de obra e logística, além de capacidade para organizar o escoamento da produção em um ambiente ainda em formação. O atrativo está no conjunto de incentivos, como crédito subsidiado e isenção de impostos sobre equipamentos e não na gratuidade da terra.

O interesse por produtores brasileiros não é casual. A experiência do Brasil na expansão agrícola em áreas de cerrado é vista como referência para acelerar o desenvolvimento produtivo local, especialmente em culturas como soja e milho, além da proteína animal.

Apesar do potencial, o cenário ainda impõe desafios. A infraestrutura logística é limitada, com a principal ligação rodoviária entre a fronteira e a capital Georgetown ainda em desenvolvimento. A ausência de uma cadeia agroindustrial estruturada, com tradings e processamento, também aumenta o risco comercial.

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Há ainda lacunas técnicas, como falta de mapeamento detalhado de solos, séries históricas de chuva e zoneamento agrícola consolidado, fatores que dificultam o planejamento de longo prazo. A barreira do idioma, a Guiana é o único país de língua inglesa da América do Sul, também aparece como ponto de atenção operacional.

Com pouco mais de 800 mil habitantes e economia impulsionada recentemente pela exploração de petróleo, a Guiana tenta construir uma nova fronteira agrícola combinando terra disponível e incentivo público. Para o produtor brasileiro, a oportunidade existe, mas exige leitura clara do cenário: mais do que acesso à terra, o que está em jogo é a capacidade de estruturar uma operação completa em um mercado ainda em desenvolvimento.

Fonte: Pensar Agro

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