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Brasil colhe 85,3% da soja e planta 99,1% do milho segunda safra, aponta Conab

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A colheita da safra de soja 2024/25 no Brasil atingiu, até o último domingo (6), 85,3% da área cultivada, de acordo com o Boletim de Progresso de Safra divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O número representa um avanço de 3,9 pontos percentuais em relação à semana anterior e está 8,9 pontos acima do registrado no mesmo período da safra 2023/24, quando 76,4% da área já haviam sido colhidos. Em comparação com a média dos últimos cinco anos (82,4%), também há um avanço de 2,9 pontos percentuais.

Entre os estados produtores, o Mato Grosso lidera os trabalhos de colheita, com 99,5% da área já colhida. Na sequência aparecem Minas Gerais e São Paulo, ambos com 99%, seguidos por Goiás, com 97%, e Tocantins e Paraná, com 95%.

No que diz respeito à semeadura do milho segunda safra 2024/25, o plantio alcançava 99,1% da área prevista até domingo, um crescimento de 1,2 ponto percentual em comparação à semana anterior. O índice está ligeiramente abaixo do registrado no mesmo período do ciclo anterior, com diferença de 0,4 ponto percentual, e também inferior à média dos últimos cinco anos, com atraso de 0,3 ponto.

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Já concluíram o plantio os estados de Goiás, Piauí, Tocantins, São Paulo, Minas Gerais, Maranhão e Mato Grosso. Ainda restam áreas a serem semeadas no Mato Grosso do Sul, com 95% do plantio finalizado, e no Paraná, com 99%.

A colheita do milho verão 2024/25 também avança, alcançando 59,2% da área cultivada, crescimento de 5,9 pontos percentuais em relação à semana anterior. Em comparação com o mesmo período da safra passada (52,9%), há leve atraso de 0,7 ponto percentual. Entretanto, o ritmo está adiantado em relação à média dos últimos cinco anos (54,8%), com um avanço de 4,4 pontos percentuais. O Rio Grande do Sul, principal estado produtor do milho verão, já colheu 86% da área, seguido por Paraná (95%) e Santa Catarina (92%).

Quanto à colheita do arroz da safra 2024/25, os trabalhos chegaram a 61,4% da área plantada até domingo. O ritmo representa um avanço de 8,7 pontos percentuais em relação à semana anterior, com destaque para o adiantamento de 18 pontos percentuais em comparação ao mesmo período da safra anterior e de 5,4 pontos percentuais em relação à média das últimas cinco temporadas. O Rio Grande do Sul, maior produtor nacional do cereal, já colheu 65% da área cultivada.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação de milho do Brasil deve cair em 2025/26 com pressão dos EUA, Argentina e dólar mais fraco

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O mercado brasileiro de milho enfrenta um cenário mais desafiador para as exportações na temporada 2025/26. A forte concorrência dos Estados Unidos e da Argentina no mercado global, somada ao fortalecimento do real frente ao dólar, levou o Itaú BBA a reduzir sua estimativa para os embarques brasileiros do cereal.

Segundo relatório divulgado nesta segunda-feira, o banco revisou a projeção de exportação de milho do Brasil de 44 milhões para 40 milhões de toneladas na safra 2025/26.

Caso a previsão se confirme, o volume ficará abaixo do registrado na temporada passada, quando o Brasil exportou 41,6 milhões de toneladas e manteve a posição de segundo maior exportador mundial de milho, atrás apenas dos Estados Unidos e à frente da Argentina.

Concorrência internacional reduz competitividade do milho brasileiro

De acordo com a análise do Itaú BBA, o milho brasileiro enfrenta atualmente uma disputa mais intensa no mercado internacional, principalmente diante da elevada oferta dos Estados Unidos e da Argentina.

Além disso, a valorização do real frente ao dólar reduz a competitividade do cereal brasileiro nas exportações, tornando o produto nacional relativamente mais caro para compradores internacionais.

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O cenário cambial, combinado com a maior disponibilidade global do grão, vem limitando o avanço dos embarques brasileiros e pressionando a participação do país no comércio internacional de milho.

Segunda safra preocupa mercado

Outro fator de atenção está relacionado à produção brasileira, especialmente à segunda safra, responsável pela maior parte da colheita nacional de milho.

Segundo o Itaú BBA, a oferta brasileira deverá ser menor do que o esperado inicialmente, após ajustes negativos nas estimativas da safrinha.

A segunda safra de milho está agora projetada em 110 milhões de toneladas, enquanto a produção total brasileira foi estimada em 138 milhões de toneladas, volume que representa queda anual de 2%.

O banco destaca que, apesar de o mercado interno ainda apresentar oferta relativamente confortável e estoques considerados adequados, novas revisões negativas podem alterar significativamente o equilíbrio do setor.

Mercado doméstico pode reter mais milho

O relatório também alerta que eventuais perdas adicionais na segunda safra podem incentivar retenção do cereal no mercado doméstico, reduzindo ainda mais o potencial exportador do Brasil.

Segundo o banco, caso a quebra da safrinha se intensifique, o mercado tende a manter estímulos de preços para segurar o milho internamente, priorizando o abastecimento nacional.

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Esse movimento pode impactar diretamente os embarques brasileiros, especialmente em um momento de forte competição internacional e custos logísticos ainda elevados.

Brasil segue como protagonista global no milho

Mesmo com a redução nas projeções de exportação, o Brasil continua entre os principais players globais do mercado de milho.

O país mantém forte participação no comércio internacional graças ao avanço tecnológico no campo, à expansão da segunda safra e à elevada capacidade produtiva do Centro-Oeste.

No entanto, o cenário para 2025/26 mostra um ambiente mais competitivo e sensível às condições climáticas, ao câmbio e às oscilações da demanda global.

Analistas do setor seguem monitorando principalmente:

  • o desenvolvimento final da segunda safra;
  • o comportamento do dólar;
  • a competitividade frente aos Estados Unidos e Argentina;
  • o ritmo da demanda chinesa;
  • e os estoques globais do cereal.

A expectativa é de manutenção da volatilidade nos preços e ajustes constantes nas projeções ao longo dos próximos meses, conforme o avanço da colheita e das negociações internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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