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Brasil Avança na Transição Energética com a Sanção da Lei do Combustível do Futuro

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Na terça-feira, 8 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei do Combustível do Futuro, uma iniciativa destinada a promover a mobilidade sustentável de baixo carbono e estabelecer o Brasil como protagonista na transição energética global. A cerimônia ocorreu na Base Aérea de Brasília, durante a Liderança Verde Brasil Expo, a maior feira do país voltada para tecnologias de descarbonização. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, também esteve presente no evento.

“O Brasil está destinado a liderar uma revolução energética sem precedentes, e não há concorrente à altura. Qual outro país pode competir com o Brasil em energia eólica, solar, hídrica ou hidrogênio verde? Precisamos apenas acreditar em nosso potencial e cultivar a autoestima. A sanção desta lei demonstra que devemos confiar na capacidade do Brasil de se tornar uma grande economia”, afirmou Lula.

O ministro Fávaro ressaltou o papel crucial do agronegócio na transição energética. “Hoje é um dia histórico, marcado pela sanção da Lei do Combustível do Futuro, que já se concretiza. O Brasil se destaca como um polo de produção energética, impulsionada pela agropecuária. Pequenos, médios e grandes produtores estão na vanguarda dessa transição, que tem suas raízes na terra, no solo e na fotossíntese, transformando-se em biocombustíveis, biogás e biomassa. A agricultura, em colaboração com o setor de Minas e Energia, está promovendo uma verdadeira revolução. Este é um exemplo que deve ser seguido tanto no Brasil quanto no exterior. Vamos avançar com a agropecuária sustentável”, afirmou.

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Desenvolvida pelo Ministério de Minas e Energia (MME), a iniciativa prevê o surgimento de novas indústrias verdes no Brasil, liberando investimentos que totalizam R$ 260 bilhões em diversas áreas. Essas ações têm como meta evitar a emissão de 705 milhões de toneladas de CO2 até 2037.

O ministro Alexandre Silveira também destacou a relevância do programa para o futuro do país. “Estamos concretizando uma revolução agroenergética, colocando o Brasil na vanguarda da nova economia verde. Estamos unindo a força da agricultura brasileira à nossa inigualável capacidade de produção de biocombustíveis. Os avanços proporcionados por essa lei são inéditos, introduzindo o combustível sustentável de aviação e o diesel verde na matriz energética, além de descarbonizar setores que contribuem significativamente para a poluição do planeta. O Combustível do Futuro é sinônimo de transição energética, desenvolvimento social e responsabilidade ambiental”, declarou Silveira.

Mudanças nas Misturas de Combustíveis

A nova legislação estabelece que a proporção de etanol na gasolina poderá variar de 22% a 27%, com possibilidade de atingir 35%. Atualmente, essa mistura é de até 27,5%, sendo pelo menos 18% de etanol. Em relação ao biodiesel, que desde março deste ano é misturado ao diesel fóssil em 14%, a mistura aumentará anualmente em um ponto percentual, alcançando 20% até março de 2030.

Programas de Incentivo à Sustentabilidade

A Lei do Combustível do Futuro institui programas destinados a fomentar a pesquisa, produção, comercialização e uso de biocombustíveis, com o intuito de descarbonizar a matriz de transportes e mobilidade. Entre esses programas estão:

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-Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV): A partir de 2027, os operadores aéreos terão a obrigação de reduzir as emissões de gases do efeito estufa em voos domésticos, utilizando o combustível sustentável de aviação (SAF). As metas iniciam com uma redução de 1% e aumentam gradativamente até 10% em 2037.

Programa Nacional de Diesel Verde (PNDV): O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) determinará anualmente a quantidade mínima de diesel verde a ser adicionada ao diesel fóssil.

-Programa Nacional de Descarbonização do Produtor e Importador de Gás Natural e de Incentivo ao Biometano: Este programa visa estimular a pesquisa, produção, comercialização e uso de biometano e biogás na matriz energética brasileira, com o CNPE definindo metas anuais de redução das emissões de gases do efeito estufa pelo setor de gás natural. A meta inicial será de 1%, com um teto de 10%, a partir de janeiro de 2026.

Regulamentação da Captura de Carbono

A nova legislação também estabelece um marco regulatório para a captura e estocagem de carbono, representando um avanço significativo no combate às mudanças climáticas. A Lei do Combustível do Futuro prevê que o Brasil evite a emissão de 705 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) até 2037, reafirmando o compromisso do país com a redução de gases de efeito estufa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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