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Botina no campo, grandes clientes e ótimos resultados: mulheres estão fazendo (cada vez mais) a diferença no agronegócio

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Um em cada cinco empreendimentos rurais do país é administrado por mulheres, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Elas já são mais de 950 mil em postos de liderança no campo e os números vêm crescendo, não apenas nas fazendas, mas nas também nas empresas dos vários segmentos do agronegócio. “O público feminino está conquistando cada vez mais espaço, seja no escritório ou de botinas, no campo, ao lado de produtores rurais de todos os portes, contribuindo para a geração de resultados produtivos”, comenta a psicóloga Andrea Helena Silva, diretora de recursos humanos da ORÍGEO – joint venture de Bunge e UPL que fornece soluções sustentáveis e técnicas de gestão de ponta a ponta para agricultores.

Na avaliação de Andrea, os números são motivados por uma mudança geracional que está favorecendo a participação das mulheres – cuja participação, ainda pequena em carreiras do agronegócio, tem aumentado constantemente. Há cinco anos, por exemplo, eram 12% as profissionais femininas cadastradas no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea); atualmente já são 20%. A proporção se mantém quando o recorte observado é o da agronomia: são cerca de 20 mil mulheres graduadas, em um universo de aproximadamente 100 mil formados em todo o país.

“Na sociedade atual, as profissionais ainda têm necessidade de provar seu potencial. Entretanto, esse panorama vem se modificando devido à qualidade dos resultados obtidos. E isso acontece devido à sólida formação acadêmica e pelo fato de que as mulheres estão cada vez mais apaixonadas pelo campo e pela cadeia da produção de alimentos, fibras e bioenergia como um todo. Esse cenário tem contribuído para que a sociedade compreenda que a diversidade agrega e possui um diferencial transformador. Afinal, as visões masculina e a feminina são complementares; desta forma, devem estar equilibradas nas empresas”, diz Andrea.

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Com 30 anos de experiência em diversos setores e especializada em gerenciamento de equipes pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a diretora da ORÍGEO avalia que o avanço da tecnologia e da inovação tem criado condições ainda melhores para a presença de mulheres em trabalhos antes vistos como masculinos.

A ORÍGEO contribui para esse cenário. “Estamos bastante avançados no objetivo de atrair mais mulheres para nossa empresa. Com pouco mais de um ano de existência, já temos 33% do quadro de colaboradores compostos por mulheres. Essa motivação é uma herança da UPL e da Bunge, que levantam a bandeira da diversidade de gênero. A mão de obra masculina ainda é predominante no agronegócio, mas estamos trabalhando para incentivar a presença de mulheres e equilibrar sua participação”, destaca a diretora.

Um desafio é reter os talentos. Além de salários justos e equiparados, a formação de lideranças é um caminho fundamental. A ORÍGEO tem 17 mulheres em cargos de liderança e procura preparar cada vez mais a equipe para esses postos. Ela faz parte do Programa Empresa Cidadã, que amplia o período de licença-maternidade (e licença-paternidade). “A pandemia mostrou que o trabalho vai muito além dos resultados e da remuneração. Hoje, entendemos muito melhor que o ambiente e o bem-estar físico, mental e psicossocial também interferem na produtividade profissional. E nós estamos dedicados a vencer esse jogo.”

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A força da mulher nas sementes

Um tripé de características femininas no mercado de trabalho também se aplica aos próprios cultivos: resiliência, persistência e vontade são essenciais para germinar as sementes na terra e fornecer grãos para a indústria. Esses pilares estão na base da criação da Ellas Genética, a primeira marca do agronegócio que nasceu inspirada nas mulheres. A ORÍGEO anunciou, recentemente, parceria para comercializar com exclusividade as cultivares de soja da marca a partir da safra 2025. “Cada semente representa as mulheres que fazem a agricultura nacional prosperar e que, ao longo do tempo, fazem sua parte para consolidar o Brasil como um dos países mais relevantes no mundo no setor”, assinala a diretora Andrea Helena Silva.

Fonte: Texto Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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