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Boletim Focus: mercado revisa para baixo estimativa de inflação em 2025 e eleva projeção do PIB

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Apesar da leve redução, a expectativa segue acima do teto da meta de 4,5%. Desde o início de 2025, está em vigor o regime de meta contínua de inflação, que estipula um objetivo de 3% ao ano, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Projeções para os anos seguintes
  • 2026: inflação mantida em 4,50%
  • 2027: expectativa segue em 4%
  • 2028: projeção permanece em 3,80%
Cumprimento da meta e atuação do BC

O Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic, como instrumento para manter a inflação dentro da meta. Como os efeitos dos juros na economia costumam demorar de seis a 18 meses, o BC avalia a inflação projetada nos 12 meses seguintes para tomar suas decisões.

Caso a inflação permaneça fora da faixa de tolerância por seis meses consecutivos, o BC é obrigado a redigir uma carta pública ao ministro da Fazenda explicando os motivos. Foi o que ocorreu no início de 2024, quando o presidente do BC, Gabriel Galípolo, atribuiu o estouro da meta à forte atividade econômica, à desvalorização do real e aos extremos climáticos.

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A autoridade monetária também reconheceu a possibilidade de nova violação da meta em junho de 2025, diante da persistência da inflação acima do teto.

Impacto direto na população

A inflação elevada reduz o poder de compra da população, afetando principalmente quem recebe salários mais baixos, pois os preços sobem mais rápido que os rendimentos.

PIB: projeção de crescimento é elevada para 2025

A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 subiu de 2,00% para 2,02%.

O PIB é o principal indicador da atividade econômica, representando a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

Para 2026, a expectativa do mercado permaneceu em 1,70%.

Taxa básica de juros permanece com projeções estáveis

O Boletim Focus manteve as projeções da Selic, a taxa básica de juros da economia:

2025: 14,75% ao ano

2026: 12,50% ao ano

2027: 10,50% ao ano

Demais indicadores econômicos

Confira outras estimativas divulgadas pelo Banco Central:

Dólar:

  • Para o fim de 2025, a projeção caiu de R$ 5,85 para R$ 5,82
  • Para o fim de 2026, manteve-se em R$ 5,90
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Balança comercial:

  • Superávit de US$ 75 bilhões em 2025 (sem alteração)
  • Superávit de US$ 78,5 bilhões em 2026 (queda frente aos US$ 78,6 bilhões anteriores)

Investimento estrangeiro direto:

  • Entrada estimada em US$ 70 bilhões em 2025
  • Para 2026, a projeção também permanece em US$ 70 bilhões

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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