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Boi gordo recua em São Paulo diante de maior oferta e incertezas externas

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O mercado do boi gordo iniciou a semana com recuo nas cotações em São Paulo, marcando a primeira queda desde a primeira semana de 2026. O movimento ocorre em meio ao aumento pontual da oferta de animais para abate e às incertezas no cenário internacional, especialmente relacionadas às tensões no Oriente Médio, que têm influenciado o ambiente de negócios do setor pecuário.

De acordo com analistas do mercado pecuário, parte das indústrias frigoríficas permaneceu fora das compras no início da semana. Ainda assim, algumas plantas relataram melhora momentânea na oferta de animais, o que contribuiu para a pressão sobre os preços da arroba.

Arroba do boi gordo recua no mercado paulista

No mercado físico paulista, a arroba do boi gordo registrou queda de R$ 5,00 e passou a ser negociada em torno de R$ 347,00/@.

A novilha também apresentou recuo, com queda de R$ 2,00/@, sendo cotada em R$ 335,00/@. Já a vaca manteve estabilidade no período, com preço médio de R$ 325,00/@.

O chamado “boi China”, animal que atende aos requisitos de exportação para o mercado asiático, também apresentou retração de R$ 5,00/@, sendo negociado a R$ 350,00/@. O diferencial em relação ao boi comum permanece em aproximadamente R$ 3,00 por arroba.

As escalas de abate das indústrias estavam, em média, programadas para cerca de seis dias, indicando relativa tranquilidade no abastecimento de animais para o curto prazo.

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Apesar da queda inicial, analistas apontam que novas movimentações podem ocorrer ao longo da semana, já que alguns negócios pontuais vêm sendo fechados abaixo das referências atuais do mercado.

Mercado atacadista de carne bovina apresenta ritmo moderado

No mercado atacadista de carne com osso, o comportamento foi mais contido. Mesmo com um bom desempenho nas vendas no varejo, a oferta disponível conseguiu atender à demanda, limitando reajustes positivos nos preços.

Além disso, a maior presença de fêmeas destinadas ao abate aumentou a disponibilidade de determinados cortes, pressionando parte das cotações das carcaças bovinas.

A carcaça casada do boi capão foi a única categoria a registrar valorização, com alta de 0,6%, equivalente a R$ 0,15 por quilo.

Por outro lado, a carcaça casada do boi inteiro apresentou recuo de 0,4%, com queda de R$ 0,10/kg.

Maior oferta de fêmeas pressiona preços

Entre as fêmeas, o movimento predominante foi de queda nas cotações no atacado.

A carcaça casada da vaca registrou redução de 0,9%, ou R$ 0,20/kg. Já a carcaça da novilha teve recuo de 0,5%, equivalente a R$ 0,10/kg.

Esse movimento reflete o aumento da disponibilidade desses animais no mercado, fator que tem contribuído para equilibrar a oferta e a demanda no curto prazo.

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Conflito no Oriente Médio gera cautela no setor

Além da dinâmica interna do mercado pecuário, o cenário internacional também influencia as expectativas dos agentes da cadeia produtiva.

As tensões geopolíticas no Oriente Médio geram preocupação em relação à logística internacional, uma vez que dificuldades nos embarques podem afetar o fluxo de exportações e aumentar a cautela nas negociações.

Esse ambiente de incerteza tende a limitar movimentos de alta mais consistentes nas cotações no curto prazo.

Frango e suíno registram leve valorização

No mercado de proteínas concorrentes, o comportamento foi diferente.

A cotação do frango médio apresentou leve alta de 0,2%, com avanço de R$ 0,01 por quilo. Já o suíno especial registrou valorização de 1,0%, com aumento de R$ 0,10/kg.

Cenário macroeconômico também influencia o consumo

O ambiente econômico também segue no radar do setor. O Banco Central do Brasil mantém atenção sobre o comportamento da inflação e do consumo interno, fatores que impactam diretamente a demanda por proteínas no país.

Com juros ainda elevados e crescimento moderado da economia, o consumo doméstico tende a evoluir de forma gradual, o que reforça a importância das exportações para o equilíbrio do mercado pecuário.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações de algodão do Brasil batem recorde em junho com embarques de 217 mil toneladas

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As exportações brasileiras de algodão registraram desempenho histórico em junho de 2026, alcançando o maior volume já embarcado para o mês. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil exportou 217 mil toneladas da fibra, avanço de 63,4% em relação a junho de 2025.

Em receita, os embarques movimentaram US$ 350,6 milhões, crescimento de 64,1% na comparação anual, reforçando a competitividade do algodão brasileiro e a expansão da presença nacional em mercados estratégicos.

De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o resultado confirma o ritmo elevado das vendas externas e fortalece a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra.

Algodão brasileiro encerra safra 2025/26 com desempenho histórico

O recorde registrado em junho encerra um ciclo comercial marcado por forte desempenho exportador. A temporada 2025/26, considerada pelo setor entre julho de 2025 e junho de 2026, apresentou volumes expressivos mesmo diante de um início de safra mais lento.

Segundo a Anea, o Brasil registrou recordes mensais de exportação em sete dos 12 meses da temporada, incluindo:

  • outubro;
  • novembro;
  • dezembro;
  • março;
  • abril;
  • maio;
  • junho.

Para o presidente da entidade, Dawid Wajs, o resultado demonstra a capacidade do país em manter a regularidade dos embarques e ampliar sua participação internacional.

“Apesar de um início de safra mais lento, o Brasil conseguiu manter volumes elevados ao longo do período e registrar recordes mensais de exportação em diversos meses”, destaca.

Ásia concentra principais compradores do algodão brasileiro

Os mercados asiáticos continuam como principais destinos da fibra nacional. Em junho, Bangladesh, Turquia, Paquistão e Vietnã responderam juntos por 71,1% dos embarques brasileiros.

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A distribuição das exportações no mês ficou concentrada nos seguintes países:

  • Bangladesh: 21,7% das compras;
  • Turquia: 17,7%;
  • Paquistão: 17,4%;
  • Vietnã: 14,3%;
  • Indonésia: 7,6%;
  • China: 6,3%;
  • Índia: 6,3%.

Também participaram da pauta compradores como Malásia, Egito, Coreia do Sul, Tailândia, Maurício e Japão.

Bangladesh e Turquia ampliam participação no algodão brasileiro

Segundo a Anea, alguns mercados apresentaram crescimento histórico durante a temporada.

Bangladesh alcançou o maior volume já importado do algodão brasileiro, consolidando-se como principal destino da fibra em junho. A Turquia também registrou avanço significativo e manteve trajetória de crescimento nas compras brasileiras.

Outro destaque foi a Índia, que mais que dobrou o maior volume histórico adquirido anteriormente, reforçando sua importância estratégica para o setor exportador.

“A Índia teve um desempenho muito expressivo, mais do que dobrando o maior volume que já havia importado do algodão brasileiro”, afirma Dawid Wajs.

Brasil amplia presença no mercado global de algodão

Com o desempenho de junho, o algodão representou 0,97% das exportações totais brasileiras no mês, ocupando a 17ª posição entre os principais produtos exportados pelo país.

Dentro do agronegócio, a fibra respondeu por 4,31% das vendas externas do setor, ficando na terceira colocação entre os produtos agropecuários mais exportados no período.

O resultado reforça o papel estratégico do algodão brasileiro na geração de divisas e na consolidação do país como fornecedor confiável para a indústria têxtil mundial.

China mantém posição estratégica para o algodão brasileiro

Embora a China não tenha registrado recorde de compras na temporada, o mercado permaneceu relevante para o Brasil.

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Segundo a Anea, o volume exportado ao país asiático foi o segundo maior da série histórica, mantendo a presença brasileira em um dos maiores consumidores mundiais da fibra.

A Indonésia também manteve estabilidade nos volumes importados, enquanto Egito, Malásia e Coreia do Sul permaneceram como compradores tradicionais.

O Vietnã apresentou redução em relação a períodos anteriores, mas ainda manteve volumes considerados elevados pelo setor.

Diversificação logística fortalece exportações de algodão

Além do crescimento da demanda internacional, o setor destaca a evolução da infraestrutura logística para o escoamento da fibra brasileira.

O Porto de Santos continua como principal rota de exportação do algodão nacional, mas outros terminais vêm ampliando participação, especialmente o Porto de Salvador, que ganhou relevância nos últimos anos.

Também tiveram participação no embarque da fibra os portos de:

  • São Francisco do Sul;
  • Paranaguá;
  • Itaguaí;
  • Itajaí;
  • Rio de Janeiro.

Segundo a Anea, a diversificação das rotas contribui para maior eficiência logística e reduz a dependência de um único corredor de exportação.

Algodão brasileiro ganha competitividade no comércio internacional

O recorde de exportações em junho reforça a evolução da cadeia produtiva do algodão no Brasil, marcada pelo aumento da produtividade, qualidade da fibra e ampliação dos mercados compradores.

Com maior presença na Ásia e no Oriente Médio, o país consolida sua posição entre os principais exportadores mundiais e demonstra capacidade de atender à demanda internacional com regularidade e escala.

O cenário positivo para os embarques também fortalece produtores, tradings, cooperativas e toda a cadeia ligada à cotonicultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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