AGRONEGÓCIO

Boi em pé não obteve recuperação, um ano atrás seu preço registrou recuo de quase 15% sobre fevereiro de 2022

Publicado em

De toda forma, é uma situação melhor que a do boi e do suíno. Este deve fechar o mês com estabilidade em relação a janeiro, mas com pequena queda em comparação aos valores alcançados no primeiro mês do ano. Já o boi em pé sinaliza queda de quase 5% em relação a janeiro e o pior desempenho dos últimos três meses.

A situação é praticamente a mesma ao comparar-se o desempenho atual com o de um ano atrás. Apenas os índices de variação se tornam mais significativos. Assim, recuperando-se do fraco desempenho de fevereiro de 2023, o frango vivo registra neste ano preço quase 6,5% superiores.

O boi em pé, no entanto, não obteve qualquer recuperação. Um ano atrás seu preço registrou recuo de quase 15% sobre fevereiro de 2022. Agora, acumula nova queda anual – de, praticamente, 18% . Ou seja: o preço corrente se encontra, nominalmente, 30% abaixo do alcançado dois anos atrás. De toda forma é oportuno lembrar que, naquela época, os preços do boi em pé alcançavam recordes históricos.

Leia Também:  Brasil passa a ser o maior exportador de algodão do mundo

O suíno, por sua vez, fecha fevereiro com um preço médio quase 14% inferior ao do mesmo mês de 2023. E, curiosamente, esse índice de redução também sobe para 30%, como o do boi, quando a base é o recorde histórico de preço do suíno – R$9,49/kg, valor registrado em novembro de 2022.

É óbvio que, com tais desempenhos, os resultados acumulados nos dois primeiros meses do ano não poderiam ser muito diferentes. Efetivamente, o frango vivo fecha o bimestre inicial de 2024 com valorização anual próxima de 5%, enquanto boi e suíno amargam resultados negativos. O suíno com queda em torno de 9%; o boi em pé com redução de mais de 15%.

Como foram feitas menções aos recordes históricos de preço do boi e do suíno, é oportuno acrescentar que o frango vivo, em relação ao seu recorde histórico – R$6,41/kg em abril de 2022 – registra agora valor cerca de 20% inferior.

Fonte: PecSite

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia Também:  FPA Define Prioridades de 2026: Faixa de Fronteira e Seguro Rural no Centro da Agenda

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Mercado de café na Ásia enfrenta escassez de oferta e preocupa traders com riscos climáticos do El Niño

Published

on

O mercado de café no Sudeste Asiático segue operando com oferta restrita e baixa liquidez nas últimas semanas, em um cenário marcado pela retenção de vendas no Vietnã, atrasos na colheita da Indonésia e crescente preocupação com os impactos climáticos associados ao possível retorno do fenôeno El Niño. A avaliação é da Hedgepoint Global Markets, que monitora o comportamento do mercado global da commodity.

Segundo a análise, o Vietnã — maior produtor mundial de café robusta — registrou forte desempenho nas exportações até abril da safra 2025/26, embarcando 18,6 milhões de sacas, volume 23,9% superior ao observado no mesmo período do ciclo anterior.

Vietnã reduz disponibilidade de café após vendas aceleradas

De acordo com a Hedgepoint Global Markets, os produtores vietnamitas aproveitaram os preços elevados, a maior oferta da safra e a menor presença do Brasil nas exportações nos últimos meses para intensificar as vendas no início da temporada.

Com grande parte da produção já comercializada e o país entrando no período de entressafra, os produtores passaram a reduzir o ritmo de novos negócios, diminuindo a disponibilidade de café no mercado internacional.

Esse movimento levou compradores a buscar alternativas na Indonésia. No entanto, o país também enfrenta dificuldades de oferta.

Leia Também:  Brasil passa a ser o maior exportador de algodão do mundo
Chuvas atrasam colheita de café na Indonésia

As chuvas intensas registradas nas últimas semanas provocaram atrasos no início da colheita da safra 2026/27 da Indonésia, reduzindo a disponibilidade imediata do produto e limitando os volumes exportados.

“A safra 26/27 da Indonésia tinha previsão de começar em abril, com volumes maiores chegando ao mercado a partir de maio. No entanto, chuvas intensas ao longo do mês passado atrasaram o início da colheita, limitando a disponibilidade de café”, afirma Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

Oferta restrita sustenta preços do café robusta

O cenário de menor disponibilidade na Ásia também tem sustentado os preços internacionais do café robusta, principalmente porque a entrada da safra brasileira 2026/27 ainda ocorre de forma lenta, apesar da expectativa de produção recorde.

Outro fator que contribui para o suporte das cotações é o fortalecimento do real frente ao dólar, condição que reduz o interesse de produtores brasileiros em acelerar vendas no curto prazo.

El Niño amplia preocupações para próximas safras

Além das restrições imediatas de oferta, o clima segue no radar do mercado cafeeiro global. No Vietnã, abril registrou chuvas abaixo da média após um março mais úmido, aumentando as preocupações sobre a floração e o desenvolvimento das lavouras.

Leia Também:  Mercado de trigo em espera: Produtores avaliam cenário na entressafra

As atenções do mercado se concentram na possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño ao longo do segundo trimestre, fenômeno que pode afetar a disponibilidade hídrica nas regiões produtoras.

“Até o momento, nenhum impacto negativo foi relatado, e chuvas adicionais são esperadas nos próximos dias, o que deve proporcionar algum alívio aos agricultores”, destaca Laleska Moda.

Segundo a analista, os maiores riscos climáticos ainda estão concentrados nas próximas temporadas.

“Os principais riscos são vistos atualmente para a safra 27/28, já que o El Niño poderia restringir a disponibilidade de água para irrigação e atrasar a floração do café”, afirma.

Mercado segue atento à oferta global de café

Com estoques reduzidos no Vietnã, atraso da colheita na Indonésia e incertezas climáticas para os próximos ciclos, o mercado internacional de café segue monitorando de perto a evolução da oferta asiática.

A combinação entre menor disponibilidade imediata e riscos climáticos futuros mantém o setor em alerta e reforça a volatilidade nas cotações globais do café robusta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA