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BNDES Destina R$ 500 Milhões para Nova Usina de Etanol de Milho da 3tentos

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 500 milhões para a Três Tentos Agroindustrial S/A, destinado à construção de uma nova usina de etanol a partir de milho e sorgo, na cidade de Porto Alegre do Norte, em Mato Grosso. A planta terá capacidade inicial para produzir 935 mil litros de etanol por dia, além de 587 toneladas de grãos secos de destilaria (DDGS) e 37 toneladas de óleo de milho.

Os recursos também serão utilizados na instalação de uma usina de cogeração de vapor e energia elétrica a partir de biomassa, com capacidade para gerar até 184.000 MWh por ano, contribuindo para o fornecimento de energia limpa. A usina terá um papel estratégico na diversificação da produção de biocombustíveis no Brasil, incorporando o sorgo como matéria-prima ao lado do milho.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a produção de etanol de milho deverá representar cerca de 20% da oferta nacional de etanol até 2025, alinhando-se com a política industrial do governo e as diretrizes do Fundo Clima, que busca apoiar projetos com foco na redução de emissões de gases de efeito estufa. A nova planta da 3tentos será construída na região do Vale do Araguaia, uma área que está expandindo o cultivo de cereais, e produzirá etanol anidro combustível (EAC), etanol hidratado combustível (EHC), além de ração animal de alto valor proteico (DDGs) e óleo vegetal.

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Luiz Osório Dumoncel, CEO e fundador da 3tentos, destacou que o projeto visa promover o desenvolvimento econômico e social no Vale do Araguaia, além de contribuir para a transformação da produção agrícola em alimentos e combustíveis renováveis. “Com a indústria de etanol de milho e sorgo, vamos fortalecer o agronegócio e trabalhar por um futuro mais sustentável”, afirmou.

José Luís Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, ressaltou que o projeto também reforça o compromisso do banco com o fomento a iniciativas de sustentabilidade, particularmente na descarbonização do setor de transportes. De janeiro a outubro de 2024, o BNDES já aprovou R$ 3,9 bilhões em crédito para o setor de biocombustíveis, a segunda maior cifra da série histórica, superada apenas pelo recorde de R$ 4,5 bilhões alcançado em 2010.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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