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BNDES fecha acordos com Bancos Internacionais durante a COP-28, gerando até R$ 6,5 bilhões em Investimentos Sustentáveis

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Os acordos, firmados com o Banco Mundial (BIRD) e o Banco Europeu de Investimento (BEI), visam fortalecer a cooperação entre as instituições, buscando soluções de financiamento, compartilhamento de experiências e melhores práticas, além da identificação de projetos de interesse comum.

Com o Banco Mundial, o foco está no financiamento de soluções de hidrogênio de baixo carbono no Brasil, com o potencial de beneficiar toda a cadeia produtiva. O diálogo entre as instituições inclui a possibilidade de uma linha de crédito de até US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5 bilhões) do Banco Mundial, destinada a criar um fundo de riscos para apoiar projetos de hidrogênio.

Segundo Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, a cooperação com o Banco Mundial representa uma oportunidade para promover a reindustrialização verde no Brasil, impulsionando o uso de energias renováveis e diversificando a matriz energética.

O vice-presidente do Banco Mundial, Carlos Felipe Jaramillo, ressaltou a longa parceria entre o Brasil e a instituição, destacando o Memorando como um marco para promover o desenvolvimento sustentável. O objetivo é impulsionar investimentos privados e acelerar a transição para uma economia limpa, reduzindo emissões de gases de efeito estufa.

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Já a parceria com o Banco Europeu de Investimento concentra-se no cofinanciamento de projetos de energia limpa, descarbonização e desenvolvimento da Amazônia, incluindo o compartilhamento de melhores práticas socioambientais. A possibilidade de uma linha de crédito de EUR 300 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão) do BEI foi contemplada para que o BNDES invista no setor de água e esgoto, com garantia da União.

Ambroise Fayolle, vice-presidente do BEI, destacou que a cooperação reforça o compromisso do banco europeu com a agenda do clima, visando desempenhar um papel crucial na transição energética e descarbonização dos setores industrial e de transportes do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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