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Biotecnologia Eleva a Produtividade da Soja para 100 Sacas por Hectare no Oeste da Bahia

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A crescente adesão à biotecnologia tem gerado resultados notáveis no oeste da Bahia, particularmente para produtores de soja que utilizam soluções naturais. Um estudo realizado na safra 2023/24, conduzido pelos consultores da Gerais Agro em uma área de cultivo com a variedade Olimpo, demonstrou um aumento de 11 sacas por hectare, atingindo a marca de 100 sacas por hectare (sc/ha). Esse resultado representa um avanço significativo em relação à produtividade habitual dos produtores da região, que é de 89 sc/ha, e quase o dobro da média nacional, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 53,37 sc/ha.

O engenheiro agrônomo Matheus Medeiros, doutorando em Fitotecnia e gerente de desenvolvimento de mercado da Alltech Crop Science, destacou que a excelente performance foi alcançada apesar das condições adversas da safra passada, marcada por uma forte estiagem. Para a safra 2024/25, que começa a ser colhida, a expectativa é de novos recordes de produção e produtividade, favorecidos pelas condições climáticas mais favoráveis, como as chuvas bem distribuídas ao longo do ciclo da soja. “Neste contexto, a biotecnologia desempenha um papel crucial na mitigação dos danos climáticos, potencializando os ganhos de produtividade”, avaliou Medeiros.

O principal desafio para os sojicultores no oeste baiano são as doenças do solo, causadas por fungos, bactérias e nematoides, que reduzem a produtividade das lavouras. “Produtores de áreas superiores a 1.000 hectares, altamente tecnificadas, têm buscado cada vez mais tecnologias que auxiliem na construção de um solo supressivo, saudável, que combata os patógenos responsáveis por essas doenças”, ressaltou o especialista. Os solos arenosos da região, com menor capacidade de absorver nutrientes, favorecem o ataque de nematoides e o desenvolvimento de doenças fúngicas, como fusarioses e Macrophomina.

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O Solo Supressivo e as Soluções Biotecnológicas

De acordo com Matheus Medeiros, o maior desafio para o agrônomo é evitar perdas no sistema agrícola, uma vez que o potencial de produtividade está atrelado à qualidade da semente. O manejo adequado com soluções biotecnológicas ativa ou desativa genes nas plantas, promovendo uma melhor produção. Quando o solo é supressivo, é possível mitigar a perda de nutrientes e proteger as raízes, que são capazes de buscar mais nutrientes e água, resultando em um crescimento saudável e em maior produtividade.

As soluções naturais da Alltech Crop Science, originadas por processos de fermentação, contribuem para o equilíbrio do solo, favorecendo a ação de microrganismos benéficos que suprimem os patógenos. Entre os produtos que estão ajudando os produtores baianos a alcançar altas produtividades, destacam-se o fertilizante Liqui-Plex Bonder, rico em aminoácidos, e o Grain-Set, um precursor hormonal com aminoácidos, voltado para o equilíbrio fisiológico da planta. Ambos foram aplicados na área que atingiu a marca de 100 sc/ha. Outros produtos procurados incluem o Soil-Plex Active, que potencializa a microbiota do solo, e o Reli3ver, um bionematicida derivado de uma cepa exclusiva de bactéria, eficaz no controle de nematoides.

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AgroRosário: Evento de Destaque para a Biotecnologia no Oeste da Bahia

A linha completa de soluções da Alltech Crop Science será apresentada na AgroRosário, evento agrícola que ocorrerá de 20 a 22 de fevereiro no Distrito de Rosário, em Correntina (BA), a 200 quilômetros de Luís Eduardo Magalhães. A feira atrai visitantes dos estados da Bahia, Goiás, Minas Gerais e Tocantins. A Gerais Agro, distribuidora que celebra seus 15 anos de atuação no oeste baiano, sendo oito deles em parceria com a Alltech Crop Science, estará presente no estande. Devido à crescente demanda por biotecnologia na região, a participação da Gerais Agro no mercado aumentou 20% em 2023. “A AgroRosário é o maior evento agrícola da região, e esperamos fechar muitos negócios com nossas soluções biotecnológicas, que contribuem para resultados mais produtivos e financeiros, de forma sustentável”, concluiu Medeiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura recorre de decisão que suspendeu decreto sobre loteamentos em Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá entrou com recurso no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) com o objetivo de reverter a decisão liminar que suspendeu o decreto municipal que interrompeu temporariamente a análise e a aprovação de projetos de loteamentos com terrenos menores que 200 metros quadrados. O pedido foi protocolado nesta sexta-feira (10) e será analisado pelo Órgão Especial do tribunal.

A decisão que suspendeu o decreto foi tomada pela desembargadora Clarice Claudino da Silva, relatora da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) apresentada pelo diretório estadual do MDB. Em decisão preliminar, a magistrada entendeu que o município criou novas regras para os loteamentos por meio de um decreto, quando isso dependeria de aprovação por lei.

No recurso, a Procuradoria Geral do Município afirma que a decisão foi baseada em uma interpretação divergente do decreto e pede que a liminar seja revogada. Segundo a Prefeitura, o texto não criou novas exigências para empreendedores, mas apenas interrompeu temporariamente a análise de determinados projetos até a conclusão da revisão da legislação urbanística da capital.

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Na fundamentação do recurso, a Procuradoria sustenta que “o ato, todavia, nada indefere e nenhum requisito novo impõe: seu art. 1º limita-se a suspender temporariamente a análise, a emissão de diretrizes e a aprovação de determinados projetos de parcelamento. As medidas de 200 m² e de 10 m operam como simples critério de delimitação do universo de processos sobrestados, e não como parâmetro urbanístico exigível dos administrados”.

Outro ponto contestado pela Prefeitura é o entendimento de que não existiria base legal para a edição do decreto. Conforme a Procuradoria, a medida está amparada em uma lei municipal que autoriza a administração pública a adotar providências preventivas em situações que possam trazer riscos ao interesse público.

A Prefeitura também defende que o decreto tem caráter temporário e preventivo e não altera a legislação em vigor nem cria novas regras para os loteamentos. “Não se trata de regulamento autônomo, mas de providência acauteladora fundada no poder geral de polícia urbanística: ato geral, de caráter técnico e subordinado aos parâmetros fixados na legislação vigente. Cuida-se de exercício típico do poder de polícia administrativa, e não de inovação normativa primária, o que afasta qualquer cogitação de usurpação da função legislativa”, argumenta a Procuradoria.

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O município afirma ainda que a norma não teve efeito retroativo, pois atingiu apenas projetos que ainda aguardavam análise, sem modificar aprovações já concedidas. A Procuradoria também sustenta que manter a suspensão do decreto pode provocar prejuízos maiores, já que permitiria a aprovação de novos loteamentos enquanto a revisão do Plano Diretor ainda está em andamento, criando impactos urbanísticos que seriam difíceis de reverter.

Com o recurso, a Prefeitura pede que a desembargadora reveja a própria decisão ou, caso isso não ocorra, que o caso seja levado ao Órgão Especial do TJMT para decidir se o decreto volta a produzir efeitos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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