AGRONEGÓCIO

Biosseguridade na pecuária leiteira começa pela cerca: proteção física é essencial na fase de recria

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O Brasil é um dos maiores produtores de leite do mundo, com mais de 35 bilhões de litros produzidos anualmente. Esse desempenho tem grande importância econômica e social, sendo fonte de alimento e gerador de renda no campo. No entanto, para manter essa produtividade, é essencial que os pecuaristas invistam em biosseguridade, especialmente durante a fase de recria e neonatal, quando os bezerros estão mais vulneráveis a doenças.

“É nesse momento que o investimento pode ser perdido se os animais não forem corretamente manejados”, alerta Vanessa Amorim, analista de mercado agro da Belgo Arames.

Doenças infecciosas estão entre as principais causas de mortalidade de bezerros

Dados da Embrapa mostram que doenças infecciosas são uma das maiores ameaças aos bezerros no país, com índices de mortalidade variando de 8% a 20% em propriedades leiteiras.

Entre os riscos, destacam-se as clostridioses, um grupo de doenças causadas por bactérias presentes no intestino dos animais e no ambiente, que por meio de esporos, geram outras enfermidades. Essas doenças podem resultar na queda da produção e até na morte dos bovinos.

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Alto impacto das doenças causadas por clostrídios

Entre as principais enfermidades provocadas por essas bactérias estão:

  • Enterite hemorrágica aguda
  • Hepatite necrótica
  • Botulismo
  • Gangrena gasosa
  • Tétano

Essas doenças causam lesões severas nos tecidos e órgãos dos animais, apresentando alta morbidade e mortalidade, especialmente quando afetam grupos inteiros do rebanho.

Fatores de risco que agravam a situação

Segundo Vanessa Amorim, falhas de manejo são agravantes importantes, como:

  • Acesso a fontes de água e alimentos contaminados
  • Invasão de animais silvestres ou domésticos nas áreas de criação
  • Instalações inadequadas, falta de higiene e excesso de umidade

Esses fatores aumentam a incidência de diarreia e problemas respiratórios, principalmente nos três primeiros meses de vida dos bezerros.

Cercamento é uma medida essencial de biosseguridade

A biosseguridade, definida como o conjunto de ações que previnem e reduzem a entrada e circulação de agentes infecciosos, é indispensável para a saúde animal. Um dos pontos centrais, segundo a especialista, é o cercamento adequado dos bezerreiros.

“O cercamento impede a entrada de patógenos e animais externos, reduzindo significativamente a incidência de doenças”, reforça Vanessa.

Soluções da Belgo para segurança do rebanho

A Belgo Arames, empresa referência em soluções para o campo, recomenda a adoção das cercas Belgo Javaporco e Belgo Strada, que oferecem:

  • Alta resistência ao impacto
  • Efetiva barreira contra entrada de animais externos
  • Durabilidade e proteção contínua ao sistema de produção

“Com boas práticas de biosseguridade e um ambiente confortável e seguro, é possível reduzir perdas e aumentar a produtividade do rebanho”, conclui Vanessa Amorim.

Garantir a biosseguridade desde a fase de recria é uma estratégia fundamental para a eficiência da pecuária leiteira. E essa proteção começa na cerca: uma barreira física simples, mas poderosa, para manter doenças longe do rebanho e proteger o investimento dos produtores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações brasileiras de soja devem superar 15 milhões de toneladas em junho e reforçam liderança do agronegócio

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O agronegócio brasileiro segue demonstrando força no mercado internacional. As exportações de soja do Brasil devem alcançar aproximadamente 15,3 milhões de toneladas em junho, segundo estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O volume representa um desempenho superior ao registrado no mesmo período do ano passado e reforça a competitividade do produto brasileiro no comércio global.

Os dados mais recentes da entidade indicam que os embarques acumulados de soja em 2026 já ultrapassam 73,8 milhões de toneladas, consolidando um dos melhores desempenhos da história para o setor exportador nacional.

Soja lidera crescimento das exportações brasileiras

A soja continua sendo o principal produto da pauta exportadora do agronegócio brasileiro. Entre janeiro e maio, os embarques apresentaram crescimento significativo em comparação ao mesmo período de 2025, impulsionados pela elevada demanda internacional e pela ampla oferta nacional.

Para junho, a previsão é de exportações superiores a 15 milhões de toneladas, resultado acima das 13,8 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês do ano anterior. O avanço reforça a posição do Brasil como maior fornecedor mundial da oleaginosa.

A China permanece como o principal destino da soja brasileira, absorvendo cerca de 70% das exportações realizadas entre janeiro e maio. Espanha, Turquia, Tailândia, Paquistão, Holanda e México também figuram entre os principais compradores do grão brasileiro.

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Farelo de soja registra avanço e fortalece indústria de processamento

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026. A ANEC estima embarques próximos de 2,24 milhões de toneladas em junho, volume superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O crescimento reflete o fortalecimento da indústria nacional de processamento, que vem ampliando a agregação de valor à produção agrícola brasileira.

Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão Indonésia, Tailândia, Irã, Holanda, Polônia e Espanha, demonstrando a diversificação dos mercados consumidores do produto.

Milho acelera e amplia participação no comércio global

Outro destaque do ano é o milho. Os embarques acumulados já superam 6,3 milhões de toneladas, volume significativamente superior ao observado no mesmo período de 2025. A previsão para junho aponta exportações próximas de 598 mil toneladas.

O cereal brasileiro vem ganhando espaço em mercados estratégicos, especialmente no Norte da África e no Oriente Médio. Egito, Vietnã e Irã lideram as compras do milho nacional, seguidos por Argélia, Malásia e Arábia Saudita.

Portos do Arco Norte ampliam relevância logística

A logística segue sendo um dos pilares do crescimento das exportações brasileiras. Os portos de Santos, Paranaguá, Itaqui, Barcarena, Itacoatiara e Rio Grande concentram grande parte dos embarques de soja, farelo e milho.

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Além dos tradicionais corredores de exportação do Sul e Sudeste, os portos do Arco Norte vêm ampliando sua participação, contribuindo para a redução de custos logísticos e aumento da competitividade dos produtos brasileiros nos mercados internacionais.

Agronegócio mantém protagonismo na balança comercial

As projeções da ANEC reforçam a importância do complexo soja e milho para a economia brasileira. O avanço das exportações ocorre em um contexto de demanda global consistente por alimentos e proteínas, favorecendo o desempenho do setor.

Com produção elevada, infraestrutura em expansão e mercados consolidados, o Brasil segue fortalecendo sua posição como um dos maiores fornecedores mundiais de grãos, contribuindo decisivamente para o saldo positivo da balança comercial e para a geração de renda no campo.

A expectativa do mercado é que os embarques continuem acelerados ao longo do segundo semestre, especialmente com a intensificação das exportações de milho e a manutenção da forte demanda asiática pela soja brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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