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Bioinsumos impulsionam a produtividade da soja no Brasil com práticas mais sustentáveis

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A produtividade média da soja no Brasil nas últimas seis safras foi de aproximadamente 55,1 sacas por hectare, conforme dados da CONAB. Entretanto, a média dos produtores participantes dos últimos Desafios de Máxima Produtividade de Soja, organizados pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), foi de 85,3 sacas por hectare, uma diferença de 30,2 sacas em relação à média nacional. Já os recordistas de produtividade nos mesmos desafios alcançaram 129,6 sacas por hectare, ou seja, mais que o dobro da produtividade média brasileira.

Sergio Abud, membro do CESB e pesquisador da Embrapa, aponta que esse aumento está diretamente ligado à eficiência agronômica e ao uso crescente de bioinsumos. “Esses insumos, cada vez mais adotados pelos sojicultores, têm grande potencial para melhorar a produtividade de forma sustentável, tornando a produção mais eficiente e resiliente, sem comprometer o meio ambiente. Com mais investimentos em pesquisa e desenvolvimento, espera-se que os bioinsumos se integrem cada vez mais às estratégias de manejo da soja”, explica Abud.

Impactos das mudanças climáticas e a importância dos bioinsumos

O cenário das mudanças climáticas, que favorece a proliferação de pragas, doenças e plantas daninhas, tem desafiado a produção agrícola nos últimos anos. A perda de eficiência de agrodefensivos também exige métodos mais complexos e custosos de manejo. Nesse contexto, o uso de bioinsumos tem ganhado destaque, pois oferece soluções mais sustentáveis e economicamente viáveis.

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“Tecnologias baseadas em macro e microrganismos benéficos e extratos naturais estão ajudando a reduzir a dependência de insumos químicos, promovendo a saúde do solo e otimizando o uso de recursos naturais. A Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN), realizada por bactérias como Bradyrhizobium spp., destaca-se como uma oportunidade importante, pois reduz a necessidade de fertilizantes nitrogenados na soja”, comenta Abud. De acordo com a Dra. Ieda Mendes, da Embrapa Cerrados, a FBN pode gerar uma economia significativa para a agricultura brasileira, estimada em cerca de US$ 17 bilhões por ano.

Bioinsumos no manejo de pragas e doenças

No manejo de doenças do solo e da parte aérea, o uso de biofungicidas e biobactericidas tem mostrado eficácia no controle de patologias como Macrophomina, Rhizoctonia e Phomopsis. Além disso, o controle biológico de pragas com entomopatógenos, como Beauveria bassiana e Bacillus thuringiensis, tem permitido a redução do uso de inseticidas químicos.

Abud também destaca o uso de bioestimulantes e promotores de crescimento radicular, como Azospirillum brasilense e Bacillus spp., que ajudam no desenvolvimento das plantas e fortalecem sua resistência a estresses bióticos e abióticos. “Esses microrganismos contribuem também para a solubilização de nutrientes importantes, aumentando a eficiência da adubação”, explica.

Controle biológico com insetos parasitoides

O uso de insetos parasitoides, como as vespas Trichogramma pretiosum e Telenomus podisi, tem sido uma estratégia eficaz no controle de pragas na soja. Esses organismos parasitam os ovos das lagartas e percevejos, interrompendo o ciclo de vida das pragas de forma natural. Essa abordagem ecológica reduz o uso de inseticidas e ajuda a preservar a biodiversidade do ecossistema agrícola.

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“Os parasitoides têm uma ação específica sobre suas presas, o que reduz os riscos de resistência das pragas aos defensivos químicos, promovendo o equilíbrio ecológico das lavouras e tornando-se aliados importantes para uma produção mais sustentável e equilibrada”, conclui Abud.

Contribuição para a sustentabilidade e maior produtividade

A utilização de bioinsumos tem um papel essencial na melhoria da produtividade e sustentabilidade da soja. “Esses insumos não apenas promovem o desenvolvimento do sistema radicular e a absorção otimizada de água e nutrientes, como também contribuem para o aumento da biodiversidade e a saúde do solo. Isso resulta em uma soja mais robusta, capaz de atingir maior rendimento e peso dos grãos, mesmo em anos de menor disponibilidade de chuvas”, finaliza o especialista.

O uso crescente de soluções biológicas se revela, assim, uma estratégia chave para a agricultura do futuro, buscando sempre a maior produtividade com o menor impacto ambiental.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Limpeza de praças e parques integra rotina de manutenção urbana em Cuiabá

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A limpeza e a conservação de praças e parques de Cuiabá seguem um cronograma permanente executado pela Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb). Na região central, onde há maior circulação de pessoas, os serviços são realizados de forma mais frequente, mas as ações também se estendem a bairros e espaços públicos de diferentes regiões da capital.

De acordo com o diretor técnico de Resíduos Sólidos da Limpurb, Guilherme Henrique Vinhal Caldas, a manutenção das praças da área central é realizada por meio de um plano de trabalho que contempla serviços como capina, roçagem e varrição. Segundo ele, todas as praças localizadas dentro do perímetro da Avenida Miguel Sutil integram esse planejamento operacional. No entanto, a execução dos serviços ocorre conforme cronograma estabelecido para cada local, enquanto a manutenção diária é concentrada na região central, especialmente no Centro Histórico e áreas circunvizinhas.

“Dentro do plano de trabalho, estão todas as praças do perímetro da Miguel Sutil. Só que essas praças não são feitas diariamente. As que são feitas diariamente são as da região central: Centro Histórico e regiões circunvizinhas. O trabalho nessa área acaba sendo um pouco mais intenso devido ao fluxo de pessoas, que é muito maior”, explicou.

Nas demais regiões da cidade, a Limpurb mantém equipes fixas em pontos considerados estratégicos e também desenvolve cronogramas por grandes áreas. Nas últimas semanas, os serviços contemplaram bairros como Boa Esperança, Santa Rosa e Despraiado, entre outros.

Na prática, as equipes realizam atividades como roçagem, capina, varrição, pintura de meio-fio e recolhimento de resíduos. A encarregada Edinalva Souza Ferreira informou que uma das equipes responsáveis pela manutenção das praças conta com 16 trabalhadores e atuou recentemente em espaços públicos como as praças Alencastro, Clóvis Cardoso, Rachid Jaudy e Santos Dumont, na região central.

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Segundo ela, além da rotina diária de manutenção, mutirões são realizados nos fins de semana para reforçar os serviços em áreas que apresentam maior demanda.

Conservação também alcança parques

Durante a apuração, equipes da reportagem encontraram trabalhadores da Limpurb atuando no Parque das Águas, um dos espaços de lazer mais frequentados da cidade. No local, a manutenção é realizada por uma equipe fixa de 15 pessoas, responsável pela limpeza das vias, banheiros, lixeiras, poda de vegetação e acompanhamento das condições da iluminação.

O encarregado do parque, Jailson César da Silva, destaca que um dos principais desafios enfrentados pelas equipes é o descarte inadequado de resíduos, especialmente copos e garrafas deixados próximos ou dentro do lago.

“Pedimos a colaboração da população para que utilize as lixeiras e ajude a manter o parque limpo”, afirmou.

Frequentadores percebem melhorias

Entre comerciantes, trabalhadores e usuários dos espaços públicos, a avaliação predominante é de que a conservação das áreas públicas tem apresentado avanços nos últimos anos.

A comerciante Estela Neves de Arruda, que possui um estabelecimento próximo à Praça Clóvis Cardoso, afirma que a limpeza influencia diretamente a movimentação de pessoas e a imagem da região.

“A higiene é importante para qualquer segmento. No nosso caso, que trabalhamos com alimentação, faz diferença”, disse. Para ela, a ampliação da segurança pública complementaria as melhorias observadas.

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O entregador Querubim Salomão, que trabalha na região da Praça Popular, relata que percebe manutenção frequente nos espaços públicos. Segundo ele, a situação atual difere da realidade observada anos atrás, quando algumas áreas apresentavam sinais de abandono.

Já a vendedora Victória Gabrieli avalia que a conservação contribui para aumentar a sensação de segurança. “Quando o espaço está limpo e movimentado, a sensação é de que não está abandonado”, comentou.

Na Praça Clóvis Cardoso, o vigilante Francisco Figueiredo também destaca a importância da manutenção para receber estudantes e frequentadores da biblioteca comunitária instalada no local. “O fluxo de pessoas é grande. É importante que a praça esteja em condições de receber o público”, observou.

Espaços limpos incentivam o uso pela população

A percepção positiva também foi registrada entre frequentadores do Parque das Águas. O estudante Pedro Henrique Silva de Anunciação afirma que encontra o local limpo sempre que o visita e considera a conservação um fator importante para atividades de lazer, exercícios físicos e convivência social.

“O ambiente limpo dá mais conforto para quem vem passear, andar de bicicleta ou praticar atividade física”, disse.

A manutenção contínua das praças e parques faz parte da estratégia de conservação dos espaços públicos da capital. Enquanto as equipes seguem o cronograma de limpeza em diferentes regiões da cidade, gestores e trabalhadores reforçam a necessidade da participação da população para preservar os locais e reduzir o descarte inadequado de resíduos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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