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Beckhauser amplia participação no mercado internacional com crescimento nas exportações de equipamentos de contenção bovina

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O momento do mercado pecuário brasileiro, com o preço da arroba menor do que nos anos anteriores, criou um cenário desafiador para o setor em 2023. Nesse contexto, os pecuaristas focam em manter o giro de suas fazendas, priorizando necessidades como nutrição e genética, por exemplo, e deixando investimentos em infraestrutura e equipamentos para depois.

Para a Beckhauser, empresa do segmento de contenção bovina, isso foi encarado como um momento de acomodação do mercado e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de expandir seus horizontes, com um aumento significativo em suas exportações.

“Acreditamos que, para além do movimento do ciclo pecuária normal, vivemos em 2023 um momento de reacomodação da pecuária após anos de alta muito intensa.”, avalia Mariana Beckheuser, CEO da companhia. “Porém, o cenário não é o mesmo fora do Brasil e aproveitamos o espaço em outros mercados da América Latina, para levar soluções que ajudem a evoluir a contenção e o manejo com o olhar do bem-estar animal e humano a essas pecuárias, que, muitas vezes, têm o Brasil como uma referência no desenvolvimento da atividade e também como fornecedor de tecnologia, máquinas e equipamentos.”

A executiva destaca a participação da Argentina na compra de equipamentos de contenção bovina, os becksafe, mesmo com as restrições causadas pela crise econômica vivida pelo país vizinho.

Avanço da automação

Apontada como uma tendência da pecuária moderna, a contenção automatizada foi a linha de vendas da empresa que mais cresceu no ano, acompanhando a evolução do setor e a abertura para o olhar da tecnologia como aliada na produção.

Essa tendência ganha força partir da mudança de geração em curso atualmente. Assim como a maior profissionalização da atividade e a busca por melhoria de produtividade, diante de margens mais apertadas também são elementos que contribuíram para esse resultado. “A dificuldade em relação à disponibilidade de pessoas para o trabalho no campo também tem despontado como um fator de investimento em tecnologia, pois tornou-se um imperativo para reter talentos no campo”, destaca Mariana.

Nesse sentido, contar com um becksafe montado de acordo com a necessidade e as especificidades de cada negócio contribui para otimizar o custo-benefício dessa ferramenta no orçamento das fazendas.

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“Mesmo diante de uma queda nos números gerais, atribuímos o crescimento das vendas na automação ao perfil do cliente que investe nessa tecnologia ser o produtor mais profissional, que faz as contas de custo-benefício, que tem planejamento e, portanto, não fica tão dependente das flutuações do mercado para a tomada de decisões. O negócio também é impactado pelo preço da arroba, mas a diferença está na forma como o pecuarista lida com essa situação, na visão de longo prazo”.

Diferencial do modelo de negócios

A estratégia de contar com distribuidores comerciais, pioneira nesse segmento e com inspiração no setor automotivo, permitiu um crescimento de 201% no seu faturamento total em cinco anos de implementação.

“Adotamos esse modelo inédito no segmento de contenção bovina com o objetivo de melhorar a qualidade e a agilidade no atendimento ao cliente, sobretudo em serviços e suporte técnico, num momento em que nos preparávamos para construir uma nova fábrica para a empresa. O aumento nas vendas, que proporcionou essa expansão, foi uma consequência do planejamento e da estruturação desse projeto”, avalia.

O objetivo desse trabalho foi profissionalizar a área administrativa da Beckhauser e, nessa trajetória, após análise dos resultados da empresa, a conclusão foi de que a transição para um sistema envolvendo distribuidores traria retornos mais assertivos e permitiria que a produção de equipamentos de contenção fosse o foco das operações fabris.

O projeto como um todo, desde a mudança da fábrica de Paranavaí (PR) para Maringá (PR) até a participação da consultoria para essa transição no modelo de negócios, foi fruto de um investimento de R$ 13 milhões à época.

Legado para as pessoas

Neste ano, a Beckhauser conquistou o Selo SESI ODS 2023, por seguir contribuindo para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). No que se refere à sustentabilidade de suas instalações em Maringá (PR), a empresa economizou 43 mil litros de água ao longo dos 12 meses, por meio de seu sistema de reuso de água da chuva. Além disso, energia fotovoltaica foi utilizada na produção de 25% do volume total de equipamentos.

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A empresa ajudou a reciclar 1.125 kg de papel e papelão e outros 539 kg de plástico, em parceria com uma organização não-governamental que presta assistência a jovens com dependência química, e plantou mais de mil mudas de ipê.

Foram 10 as entidades assistidas pela Beckhauser em 2023, locais e com alcance nacional, com 1% de todo o lucro aferido destinado a doações para causas sociais (além do permitido por lei como isenção fiscal), em especial no combate à fome. No campo da pecuária, mais de 400 pessoas foram diretamente impactadas por treinamentos em manejo racional.

2024: ano de retomadas

A CEO tem uma visão otimista para o próximo ano, não apenas a partir do diagnóstico das vendas, mas também do acompanhamento do mercado e do contato direto com pecuaristas.

“Para 2024 nossa perspectiva é otimista. Já sentimos um movimento no mercado de início de retomada, mesmo no próprio preço da arroba, o que é animador. Além disso, na nossa estratégia, temos muitos planos para este ano. Já largamos com uma nova marca, apresentada no final de 2023 e que puxa todo um movimento de expansão do negócio a partir dessa identidade visual que abarca muito além do boi, englobando toda uma visão de negócio de ecossistema integrado”, pontua.

A mudança na forma de abordar o equipamento de contenção, com a criação do termo becksafe, permite que a empresa mantenha em seu radar a expansão do volume de produtos exportados, seguindo a tendência registrada em 2023.

“Utilizar um termo com sua raiz no inglês, a língua tradicionalmente utilizada em transações comerciais, abre portas para que possamos negociar com cada vez mais regiões do mundo sem perder a nossa identidade, inserida no ‘beck’, e oferecendo nessa ferramenta de trabalho garantia de segurança, uso de boas práticas em respeito ao bem-estar animal e humano e ao meio ambiente, além de melhora na produtividade e na qualidade da carcaça. É a contenção bovina como instrumento para a produção consciente e eficiente”, finaliza.

Fonte: Attuale Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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