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Bayer destaca importância do tratamento de sementes para o controle de cigarrinhas no início do ciclo do milho

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Responsável por reduzir em mais de 70% a produção de grãos de milho em plantas suscetíveis de acordo com a Embrapa, o complexo de enfezamento segue como um dos principais desafios enfrentados pelo produtor para a safra. Para mitigar essa ameaça, destaca-se o tratamento de sementes como uma estratégia bastante eficaz, já que desempenha um papel crucial na proteção das plantas de milho desde a emergência até o desenvolvimento das primeiras folhas.

“O tratamento de sementes pode proporcionar uma eficiência de até 90% de controle no início do desenvolvimento da cultura, reduzindo consideravelmente a incidência de insetos adultos das cigarrinhas (Dalbulus Maidis), vetores e disseminadores do complexo de enfezamento na lavoura. Além disso, essa abordagem facilita o manejo futuro contra a praga, tratando -se de um cuidado preventivo adicional que desempenha um papel crucial na prevenção do descontrole do problema”, ressalta o agrônomo de desenvolvimento de mercado da Bayer, Marcelo Ferri.

Ele destaca que um dos tratamentos de sementes mais eficazes no campo é representado pelos neonicotinóides, um grupo químico que além de contribuir para o manejo das cigarrinhas, também se revela eficaz contra outra praga desafiadora, o percevejo barriga verde.

Ao oferecer orientações práticas aos produtores, Ferri enfatiza a importância de verificar se o tratamento de sementes adquirido possui registro específico para a cigarrinha, a praga-alvo nesse contexto. “Alguns produtos comerciais recomendam doses mais elevadas para a cigarrinha em comparação com o percevejo, por isso é necessário ter atenção às especificidades das doses recomendadas para cada praga. Essas considerações fornecem uma abordagem mais assertiva na escolha e aplicação de tratamentos de sementes, otimizando a eficácia no controle das cigarrinhas e do percevejo barriga verde na lavoura.”

Tratamento industrial x Na fazenda

Na decisão de compra de sementes, o produtor se depara com a escolha entre adquirir sementes com tratamento industrial (TSI) ou realizar a aplicação do revestimento na própria fazenda. Segundo o agrônomo da Bayer, embora os custos pareçam mais atrativos ao optar pela aplicação própria, diversos fatores indicam que essa alternativa não é compensadora.

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“O tratamento realizado por máquinas industriais assegura que cada semente receba a quantidade precisa do ingrediente ativo, de maneira uniforme e com maior aderência. Contrariamente, o tratamento feito na fazenda exige que o produtor divida seu tempo já escasso durante a semeadura para realizar o processo, comprometendo a dedicação necessária. Além disso, o ingrediente ativo é adicionado ao tanque de mistura, sem garantia de que cada semente receberá a quantidade adequada, resultando em possíveis imperfeições que podem comprometer a proteção individual das plantas. Isso, por sua vez, aumenta a probabilidade de interrupções na distribuição da plantadeira.”

Diante dessas considerações, a escolha pelo tratamento industrial revela-se como uma abordagem mais eficiente e garantida, proporcionando um tratamento homogêneo e de alta qualidade, fundamental para a proteção eficaz das plantas de milho.

Além disso, o tratamento industrial oferece a vantagem adicional de evitar que sementes fora do padrão de tamanho sejam repassadas ao produtor, ao mesmo tempo em que reduz o risco de fissuras ou rachaduras causadas por maquinários específicos durante a aplicação dos ingredientes ativos. Em contraste, o manejo na fazenda tende a ser mais rústico, muitas vezes realizado em tanques que podem causar danos às sementes.

Ferri destaca que, se a semente apresentar fissuras ou rachaduras após o tratamento na fazenda, há uma significativa probabilidade de isso resultar em doenças durante o período de emergência. Além de que esse cenário facilita a entrada de fungos, podendo ocasionar a morte de plantas antes mesmo da emergência. “A economia inicial no tratamento pode resultar em prejuízos devido a uma lavoura desuniforme e com falhas, tornando-se uma preocupação desnecessária e um custo-benefício não compensador”.

Precauções no armazenamento

Após empregar o método de tratamento de sementes, é preciso pensar no armazenamento adequado delas, uma vez que esse é um fator que impacta diretamente a eficácia dessa estratégia. O agrônomo da Bayer destaca a importância de o produtor receber as sementes no momento adequado, alinhado ao calendário de início de plantio do milho, para evitar prolongar o tempo de armazenamento.

“A armazenagem prolongada de sementes tratadas em condições inadequadas pode resultar na perda da qualidade fisiológica, reduzindo seu potencial germinativo e vigor. O local de armazenamento também desempenha um papel fundamental, sendo recomendável utilizar estrados para garantir a circulação de ar e evitar a captação excessiva de umidade do solo. Adicionalmente, é essencial evitar a proximidade das sementes com adubos ou sal para alimentação animal, que podem transferir umidade para as sementes”, friza.

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No caso de interrupções no plantio devido às chuvas, é indispensável proteger as sementes armazenadas nos tanques da plantadeira da umidade. “Manter as sementes nos depósitos da plantadeira por curtos períodos não representa um problema, contudo, é imperativo que a máquina seja resguardada da chuva, armazenada em um barracão ou coberta por uma lona para prevenir o contato das sementes com a umidade. A exposição à umidade pode resultar na germinação precoce, inchaço e danos ao plantio devido ao travamento no disco da plantadeira”, explica.

Manejo integrado e monitoramento

Ferri ressalta que o tratamento de sementes, por si só, não é suficiente para reduzir adequadamente o nível de incidência e os prejuízos causados pela cigarrinha. O Manejo Integrado de Pragas e Doenças (MIPD) desempenha um papel crucial nesse contexto, incluindo a escolha de híbridos mais tolerantes, a eliminação do milho voluntário e o monitoramento regular das áreas.

“Dado que os agricultores não realizam o plantio simultaneamente e considerando a capacidade das cigarrinhas de percorrerem grandes distâncias diariamente (acima de 20 km em um dia), a explosão populacional pode ocorrer de maneira abrupta. Portanto, é vital estar alerta e agir prontamente para evitar a perda de controle”, destaca.

Após a implementação dessas precauções iniciais, o produtor deve manter uma vigilância constante sobre suas áreas. Ao perceber um aumento na população de cigarrinhas, é de extrema importância optar pelo controle químico, complementando as medidas para minimizar os prejuízos causados pelo complexo de enfezamento. “Cada uma dessas ações de manejo se complementa, reduzindo a população de cigarrinhas e aumentando as chances de sucesso no cultivo”, finaliza.

Fonte: Bayer

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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