AGRONEGÓCIO

Baixas temperaturas atrasam colheita do milho 2ª safra em diversos estados, aponta Conab

Publicado em

Frio dificulta secagem natural dos grãos

As baixas temperaturas registradas nos últimos dias têm impactado negativamente o ritmo da colheita do milho 2ª safra em algumas regiões do país. Segundo o levantamento Progresso de Safra, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o frio está dificultando a perda natural de umidade dos grãos, o que aumenta o tempo necessário para que o milho atinja o teor ideal para colheita.

Colheita ainda abaixo da média histórica

Até o momento, apenas 3,9% da área semeada com milho 2ª safra foi colhida, número inferior à média dos últimos cinco anos. A lentidão é atribuída, em parte, ao clima, que influencia diretamente a qualidade e o tempo de colheita.

Mato Grosso colhe menos que no ano passado

Em Mato Grosso, principal estado produtor, 5,6% da área plantada já foi colhida. O índice é menor que o registrado no mesmo período da safra anterior. Isso se deve ao plantio antecipado na safra 2023/24, impulsionado por problemas climáticos enfrentados durante o cultivo da soja devido ao fenômeno El Niño. Apesar disso, as boas condições das lavouras neste ciclo aumentam as expectativas de produtividade.

Leia Também:  Estado concentrou 56% de toda a expansão regional. Crescimento de 98 mil hectares de soja
Paraná avança, mas enfrenta obstáculos climáticos

No Paraná, o tempo seco da semana passada permitiu algum avanço nas atividades de campo. Porém, o retorno das chuvas e a queda nas temperaturas durante o fim de semana diminuíram o ritmo da colheita, que atinge cerca de 4% da área total plantada.

Frente fria afeta Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul, uma frente fria recente não causou danos diretos às lavouras, mas reduziu a velocidade da colheita. Apenas 2% da área foram colhidos até agora, abaixo da média dos últimos cinco anos, que gira em torno de 2,7%. Por outro lado, o clima mais ameno tem ajudado a reduzir a incidência de pragas nas plantações.

Colheita paralisada em Goiás e atrasada em SP e MG

No Sul de Goiás, a colheita chegou a ser iniciada, mas precisou ser interrompida devido à alta umidade dos grãos. Em Minas Gerais, produtores ainda aguardam a redução dessa umidade para dar continuidade aos trabalhos. Em São Paulo, as chuvas têm sido o principal entrave para o início da colheita.

Leia Também:  Corteva abre vagas de estágio em agronomia com bolsa de R$ 2,9 mil e oportunidades em 13 estados
Trigo se beneficia das baixas temperaturas

Enquanto o milho sofre com o clima frio, o trigo tem se desenvolvido melhor sob essas condições. No Paraná, a semeadura segue avançando, com bom desenvolvimento das lavouras devido às temperaturas amenas e à umidade adequada do solo. Já no Rio Grande do Sul, o tempo seco após semanas de chuva tem favorecido o plantio. As lavouras implantadas até agora apresentam boas condições de emergência e estabelecimento inicial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Semana do Aviador começa com debates sobre segurança e tecnologia no campo

Published

on

A 2ª Semana do Aviador começou nesta sexta-feira (11), em Lucas do Rio Verde, com uma programação voltada ao mercado, à segurança operacional e à legislação da aviação agrícola. O evento segue até sábado (12), na pista do Show Safra, reunindo pilotos, empresas, produtores rurais, especialistas e representantes do poder público.

saiba mais

A abertura contou com a presença de Joci Piccini, presidente da Fundação Rio Verde, e de Rodrigo, diretor-executivo da entidade. Também participaram Cláudio Júnior Oliveira, diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), e Omar, representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), produtores e autoriaades.

Realizada pela Fundação Rio Verde, a Semana do Aviador combina conteúdo técnico com demonstrações de aeronaves, equipamentos embarcados, acrobacias aéreas e voos panorâmicos. A proposta é aproximar profissionais, produtores e comunidade de uma atividade que ocupa posição estratégica no agronegócio brasileiro.

Na abertura, os debates trataram dos desafios enfrentados pelo setor, principalmente na formação dos profissionais, no cumprimento das normas e na adoção de procedimentos capazes de reduzir riscos durante as operações.

Leia Também:  Crédito rural recebe reforço de R$ 2,2 bilhões do BNDES no Plano Safra 2024/25

A aviação agrícola permite realizar aplicações em grandes áreas e dentro de janelas cada vez mais curtas. Em culturas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, o recurso pode ser decisivo para controlar pragas e doenças antes que provoquem perdas expressivas.

A velocidade, porém, precisa estar acompanhada de planejamento, qualificação e respeito às condições meteorológicas e ambientais. Erros na escolha do produto, na regulagem dos equipamentos ou no momento da aplicação podem reduzir a eficiência, elevar custos e atingir áreas que não fazem parte da operação.

O debate ganha relevância especial em Mato Grosso, maior produtor brasileiro de grãos e fibras e um dos principais mercados da aviação agrícola. O Brasil possui a segunda maior frota aeroagrícola do mundo, resultado da expansão da produção e da necessidade de atender propriedades de grande extensão.

Além do conteúdo profissional, a programação busca apresentar a atividade à população. Demonstrações aéreas e outras atrações permitem que estudantes e moradores conheçam de perto as aeronaves e a tecnologia utilizada nas lavouras.

O Pensar Agro está entre os apoiadores da Semana do Aviador, ao lado da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT).

Leia Também:  Corteva abre vagas de estágio em agronomia com bolsa de R$ 2,9 mil e oportunidades em 13 estados

Serviço

2ª Semana do Aviador
Data: 11 e 12 de setembro
Local: pista do Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT)

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA