AGRONEGÓCIO
Bahia Farm Show impulsiona economia regional e aquece múltiplos setores antes mesmo de seu início
Publicado em
15 de abril de 2025por
Da Redação
Reconhecida como a maior feira de tecnologia agrícola do Norte e Nordeste do Brasil, a Bahia Farm Show vai além de reunir os principais nomes do agronegócio nacional: ela também atua como um importante catalisador da economia regional. Com realização prevista para o período de 9 a 14 de junho, no município de Luís Eduardo Magalhães (BA), o evento já movimenta, com dois meses de antecedência, diversos segmentos econômicos que prestam suporte à feira.
Empresas especializadas em montagem e desmontagem de estandes, agências de viagens, hotéis, buffets, restaurantes, serviços de vigilância e limpeza, entre outros, iniciam seu planejamento para atender à demanda gerada pelo evento, que deve atrair um grande fluxo de visitantes e expositores de diferentes partes do país.
A gerente do Hotel Solar Rio das Pedras, Luana Corsi, relata que o planejamento para a feira começa ainda na edição anterior, assim que as datas são confirmadas. “As empresas e entidades que se hospedam conosco costumam fazer reservas com um ano de antecedência. Durante o evento, temos 100% de ocupação e precisamos reforçar a equipe com mais profissionais para atender a alta demanda”, explica.
Na área de transporte, a gerente da agência Redon do Brasil, Adriana Camargo, destaca que a Bahia Farm Show representa um dos períodos de maior movimento do ano para o setor. “Há uma grande procura por transporte aéreo e rodoviário. Atualmente, contamos com voos diretos diários saindo de Salvador e Belo Horizonte para o aeroporto de Barreiras, além de linhas de ônibus convencionais e fretados para trazer os visitantes até a feira”, informa.
Outro segmento que também se aquece com a chegada do evento é o da gastronomia. Restaurantes, buffets e lanchonetes, tanto dentro quanto fora do complexo da feira, enfrentam uma alta na demanda. “Este ano estaremos com um restaurante dentro da Bahia Farm Show. A operação exige muito planejamento, investimento e preparação da equipe, já que o público é exigente”, comenta Fabiane Paloschi, do restaurante Território Steakhouse.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Luís Eduardo Magalhães, Nei Vilares, ressalta o impacto positivo da feira para a região. “Antes, durante e após a feira, centenas de empresas e prestadores de serviços experimentam aumento no volume de negócios. A feira impulsiona o comércio, gera empregos temporários e fortalece a economia regional como um todo”, avalia.
Para Moisés Schmidt, presidente da Bahia Farm Show, o evento se consolidou como um vetor de desenvolvimento para a região oeste da Bahia. “É a maior oportunidade do ano para que empresas ampliem seus negócios, fortaleçam parcerias comerciais e contribuam diretamente para o crescimento econômico local. A feira representa uma ponte entre o campo e a cidade, promovendo inovação e desenvolvimento sustentável”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Pressão sobre preços nos EUA abre nova oportunidade para o agronegócio brasileiro
Published
17 horas agoon
28 de agosto de 2026By
Da Redação
A escalada do custo dos alimentos e dos combustíveis nos Estados Unidos começa a produzir uma mudança que pode favorecer o agronegócio brasileiro. Pressionado pela inflação e pela proximidade das eleições legislativas de novembro, o governo de Donald Trump passou a adotar medidas para ampliar a oferta de produtos e tentar reduzir preços ao consumidor. Na carne bovina, a decisão já abre uma nova janela para exportadores do Brasil.
Trump autorizou nesta semana a entrada adicional de 300 mil toneladas de carne bovina magra pelas condições mais favoráveis da cota tarifária americana. O volume será dividido em três parcelas de 100 mil toneladas, entre setembro e novembro, e ficará disponível para países enquadrados na categoria de “outros países ou áreas”, na qual o Brasil disputa espaço com outros fornecedores.
A mudança é relevante porque a cota compartilhada à qual a carne brasileira tem acesso normalmente é preenchida rapidamente. Depois de esgotado o limite, os embarques passam a enfrentar uma tarifa extra-cota de 26,4%, reduzindo a competitividade do produto.
Com a ampliação temporária, abre-se espaço para que mais carne brasileira chegue ao mercado norte-americano sem essa tarifa adicional. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) considera a medida uma oportunidade comercial, embora ressalte que o Brasil terá de disputar o novo volume com outros países habilitados.
O momento é particularmente favorável porque os Estados Unidos enfrentam falta de animais. O rebanho bovino americano caiu para o menor nível em cerca de 75 anos, depois de anos de seca, custos elevados e redução do número de matrizes. Como a recomposição do plantel leva tempo, aumentar as importações tornou-se uma das alternativas de curto prazo para ampliar a oferta.
O Brasil chega a essa abertura em posição importante. Entre janeiro e julho deste ano, os Estados Unidos compraram 233,8 mil toneladas de carne bovina brasileira, 17,1% mais que no mesmo período de 2025, tornando-se o segundo maior destino do produto nacional.
No total, o Brasil exportou 1,97 milhão de toneladas de carne bovina nos primeiros sete meses de 2026, crescimento de 9,9%. A China continua como principal compradora, mas a abertura de espaço adicional nos Estados Unidos ganha importância justamente porque permite ao setor reduzir a dependência do mercado chinês.
Para o pecuarista brasileiro, uma demanda externa maior significa mais competição pela matéria-prima dentro do País. O efeito sobre a arroba não é automático, mas novos canais de exportação tendem a ampliar as alternativas comerciais dos frigoríficos e, principalmente em períodos de oferta mais ajustada de animais, podem contribuir para dar sustentação aos preços pagos pelo boi.
Combustível entra na mesma pressão
A carne não é o único produto que levou o governo americano a buscar alternativas para aumentar a oferta. A guerra contra o Irã elevou fortemente os preços do petróleo e levou a gasolina comum nos Estados Unidos para acima de US$ 4 por galão, cerca de US$ 1 a mais que há um ano.
Trump deve se reunir na próxima semana com representantes de refinarias e grandes redes de combustíveis para discutir formas de reduzir o preço nas bombas. O petróleo chegou a superar US$ 110 por barril durante o conflito, principalmente depois das restrições ao tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passava aproximadamente 20% do petróleo mundial.
Nesta sexta-feira (28), as cotações internacionais recuavam e caminhavam para encerrar a semana em queda, acompanhando a retomada parcial do fluxo de navios pela região. Ainda assim, o petróleo permanece bem acima dos níveis anteriores à guerra.
A situação colocou também os biocombustíveis no centro da disputa. Os Estados Unidos possuem uma das maiores indústrias de etanol do mundo e adotaram neste ano metas recordes de incorporação de combustíveis renováveis. Ao mesmo tempo, refinarias pressionam por dispensas que reduziriam temporariamente suas obrigações de mistura.
O governo Trump discute justamente como aliviar os custos das refinarias sem prejudicar agricultores e produtores de biocombustíveis. Uma das possibilidades avaliadas é compensar eventuais dispensas concedidas agora com aumento das metas de combustíveis renováveis em 2027.
Para o Brasil, maior utilização de etanol nos Estados Unidos seria positiva para o mercado internacional, mas ainda não há uma decisão que permita afirmar que haverá aumento das compras do produto brasileiro. Ao contrário da carne bovina, portanto, a oportunidade para o etanol ainda é potencial.
O ponto em comum entre os dois mercados está na mudança de prioridade em Washington. Com alimentos e combustíveis mais caros pressionando o orçamento das famílias, o governo americano passou a procurar rapidamente formas de aumentar a oferta e reduzir custos.
Na carne, essa necessidade já derrubou parcialmente uma barreira que limitava o acesso ao maior mercado consumidor do mundo. Para o Brasil, que já é o maior exportador global de carne bovina e tem capacidade para ampliar embarques, a crise de preços americana pode se transformar em uma oportunidade adicional para pecuaristas e frigoríficos nos últimos meses de 2026.
Fonte: Pensar Agro
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