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Azeite mineiro é eleito o melhor do Brasil e o terceiro melhor do mundo em premiação internacional

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Azeite brasileiro se destaca em premiação internacional

O azeite Mantikir Coratina, da Vinícola Essenza, produzido na cidade de Maria da Fé, na Serra da Mantiqueira (MG), foi eleito o melhor azeite do Brasil e o terceiro melhor do mundo na edição 2025 do Terraolivo IOOC Awards, uma das principais premiações internacionais de azeite extravirgem, promovida em Israel. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (15), durante um evento realizado na Ilha de Chipre.

O rótulo conquistou o prêmio “Best of Brazil” e colocou a Vinícola Essenza no seleto ranking dos 10 melhores produtores de azeite do mundo, atrás apenas da Espanha.

Brasil conquista 38 medalhas no Terraolivo 2025

A edição deste ano reuniu 556 azeites de 19 países, e o Brasil teve uma participação expressiva, conquistando 38 medalhas. A Vinícola Essenza recebeu quatro medalhas Gran Prestige Gold, destinadas a azeites com pontuação superior a 86 pontos.

Os rótulos premiados foram:

  • Mantikir Coratina
  • Mantikir Grappolo
  • Mantikir Koroneiki
  • Mantikir Blend Summit Premium

Segundo Herbert Sales, proprietário da vinícola, “pela primeira vez, um produtor brasileiro figura no Top 3 da premiação. Isso demonstra o potencial da Serra da Mantiqueira para competir com os maiores produtores do mundo”.

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Perfil sensorial e qualidade reconhecida

Produzido a partir da variedade italiana Coratina, o azeite Mantikir Coratina tem acidez de 0,09% e um perfil sensorial marcante, com notas de folhas verdes, rúcula, amêndoas e frutas secas. De sabor intenso e estruturado, é ideal para harmonizar com carnes vermelhas, queijos curados, embutidos e pratos condimentados.

O rótulo pertence à linha de monovarietais da Essenza e vem se destacando em outras premiações internacionais ao longo do ano.

Reconhecimento em outras premiações internacionais

Em 2025, a Vinícola Essenza consolidou sua posição como uma das mais premiadas do setor. Confira os principais reconhecimentos conquistados:

  • Prêmio CA Ovibeja (Portugal): Melhor azeite do Hemisfério Sul, com o Blend Summit Premium, pelo segundo ano consecutivo.
  • Guía ESAO (Espanha): O azeite Mantikir Coratina foi eleito o melhor azeite brasileiro da edição.
  • Evooleum Awards (Espanha): O azeite Summit Premium foi incluído entre os 100 melhores azeites do mundo, com 93 pontos e acidez de 0,08% — o único representante das Américas.
  • London International Olive Oil Competition: O Mantikir Coratina recebeu a Medalha de Platina, única concedida a um azeite brasileiro.
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Sobre a Vinícola Essenza

A Vinícola Essenza cultiva suas oliveiras no Refúgio Tuiuva, em Maria da Fé (MG), entre 1.700 e 1.910 metros de altitude, o que faz da área o olival mais alto do Brasil. São mais de 6 mil pés das variedades Arbequina, Arbosana, Coratina, Grappolo e Koroneiki, entre outras.

A extração é realizada no Lagar de Quelemém (MG), sob responsabilidade do mestre de lagar Luiz Augusto, que garante a pureza do azeite, revelando aromas naturais e sabor herbáceo com equilíbrio entre picância e doçura.

Turismo e experiência sensorial

Com sede de visitação em Santo Antônio do Pinhal (SP), a vinícola oferece atividades de enoturismo, como:

  • Harmonizações
  • Degustações
  • Experiências de piquenique
  • Enoboutique com produtos exclusivos

Em 2024, a Vinícola Essenza encerrou o ano como a produtora de azeites e vinhos mais premiada do Brasil, acumulando 30 medalhas e honrarias em competições internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mais terra, crédito e tecnologia para mulheres podem ampliar produção e renda no campo

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Ampliar o acesso das mulheres à terra, ao crédito e à tecnologia pode aumentar a produção de alimentos e a renda no campo. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), eliminar as diferenças de produtividade e remuneração entre mulheres e homens nos sistemas agroalimentares elevaria o Produto Interno Bruto (PIB) mundial em aproximadamente 1% e reduziria em 45 milhões o número de pessoas em insegurança alimentar.

A estimativa dá dimensão econômica ao apelo feito pela ONU Mulheres nesta quinta-feira (15), Dia Internacional da Mulher Rural. A entidade cobrou de governos, bancos e empresas investimentos diretamente nas produtoras e a retirada de obstáculos que limitam sua participação nos negócios. A mobilização ocorre em 2026, declarado pelas Nações Unidas o Ano Internacional das Mulheres na Agricultura.

No Brasil, o Censo Agropecuário de 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou mulheres na direção de 18,7% dos estabelecimentos, ante 12,7% em 2006. Eram cerca de 947 mil unidades sob comando feminino.

A diferença aparece também no tamanho das áreas. Uma análise dos dados censitários feita pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com o IBGE e o Ministério da Agricultura, mostrou que os estabelecimentos dirigidos por mulheres somavam aproximadamente 30 milhões de hectares, apenas 8,5% da área total. O Nordeste concentrava 57% das unidades comandadas por produtoras.

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A presença feminina na gestão é maior quando se considera a administração compartilhada. Segundo o IBGE, cerca de 817 mil mulheres dividiam a direção com o cônjuge. Somadas às que apareciam como dirigentes, eram aproximadamente 1,76 milhão na condução dos estabelecimentos em 2017.

O avanço também aparece em dados recentes de trabalho. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo, com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), apontou aumento da participação relativa feminina no agronegócio no primeiro trimestre de 2026. Isso ocorreu porque a ocupação caiu menos entre as mulheres, 0,5%, do que entre os homens, 1,2%. A pesquisa abrange toda a cadeia, incluindo indústria e serviços.

No cenário mundial, a FAO identifica uma diferença de 24% na produtividade da terra entre propriedades de mesmo tamanho conduzidas por mulheres e homens. O relatório, publicado em 2023, relaciona essa distância à discriminação e ao acesso desigual a financiamento, capacitação, tecnologia e direitos sobre a terra.

Isso significa que comparar apenas o volume colhido deixa parte do problema de fora. A disponibilidade de dinheiro para comprar insumos, de equipamentos adequados e de orientação técnica interfere no resultado da lavoura. As mulheres também acumulam com maior frequência o trabalho produtivo e os cuidados domésticos não remunerados, o que reduz o tempo disponível para formação e negócios. fao.org

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A vulnerabilidade aumenta diante de secas, calor e enchentes. A FAO aponta que o acesso limitado a recursos dificulta a adaptação das famílias chefiadas por mulheres às mudanças climáticas. Investir em orientação técnica, infraestrutura e financiamento também faz parte da preparação para enfrentar perdas na produção.

recuperação de terras. A cobrança inclui proteção social e serviços que reduzam a sobrecarga de cuidados. O objetivo é permitir que a participação das mulheres na produção se traduza também em renda e poder de decisão sobre o próprio negócio.

Fonte: Pensar Agro

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