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Avanços na rastreabilidade e mercado chinês são temas centrais em reunião da CNA na Dinapec 2025

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Durante a programação da Dinapec 2025, a Comissão Nacional de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu uma reunião estratégica para debater questões prioritárias para a cadeia da carne bovina. O encontro reuniu lideranças do setor produtivo, representantes de entidades e especialistas, contando com a presença de Rafael Gratão, presidente da Associação Novilho Precoce MS e vice-presidente da comissão.

Um dos temas centrais da reunião foi a implantação gradual da rastreabilidade individual do rebanho bovino, prevista para ser concluída até 2032. A medida, alinhada às exigências do mercado internacional, foi analisada sob a perspectiva da viabilidade para os produtores rurais.

“Esse tema tem ganhado cada vez mais relevância para o produtor. Se for uma necessidade, não há objeção, mas é fundamental um período adequado para adaptação. A pecuária opera em ciclos, e esse ritmo precisa ser respeitado. Já temos uma proposta elaborada na comissão e estamos empenhados em levar essa informação ao campo, promovendo palestras e facilitando o acesso às orientações”, destacou Francisco de Castro, presidente da Comissão Nacional.

Outro ponto de discussão foi o cenário comercial com a China, principal importadora da carne bovina brasileira. De acordo com Rafael Gratão, a atenção do governo chinês ao crescimento da produção local pode ter impactos diretos no mercado brasileiro.

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“No último ano, o custo da arroba do boi subiu de R$ 230 para valores entre R$ 290 e R$ 300, demonstrando a sensibilidade do mercado. A China tem buscado aumentar sua produtividade interna, e essa movimentação pode refletir nos preços no Brasil. Precisamos acompanhar essas mudanças e manter o setor bem informado”, afirmou Gratão.

Além da rastreabilidade e do mercado chinês, a reunião também abordou a atualização do regulamento da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos, um tema cada vez mais relevante nas negociações com blocos internacionais.

“Estamos trabalhando em soluções conjuntas, ouvindo os produtores e buscando caminhos que garantam a competitividade e a sustentabilidade da pecuária brasileira”, concluiu Gratão.

O encontro reuniu representantes da Embrapa Gado de Corte, Famasul, ABCZ, Acrimat e diversas federações estaduais de agricultura. Realizada no Centro de Excelência em Bovinocultura de Corte do Senar, em Campo Grande (MS), a reunião integrou a agenda técnica da Dinapec.

Prestação de contas do programa Precoce MS

Paralelamente à reunião da CNA, Rafael Gratão também participou da Dinapec como palestrante, ao lado do secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rogério Beretta. Durante a apresentação, foram divulgados os números do programa Precoce MS, que bonifica pecuaristas sul-mato-grossenses por boas práticas agropecuárias.

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Atualmente, o Precoce MS conta com 2.848 produtores cadastrados, 615 profissionais responsáveis técnicos e 516 estabelecimentos certificados em diferentes níveis: 409 em nível avançado, 75 intermediário, 26 básico e 2.333 obrigatório. Além disso, há 1.930 propriedades com identificação individual de animais, 316 unidades de confinamento e 492 propriedades organizadas em sistema de associativismo.

Beretta destacou a evolução do programa desde sua reformulação. “No passado, apenas 50 produtores do sistema anterior haviam adotado boas práticas agropecuárias. Hoje, são 516, um salto significativo. Nosso próximo objetivo é fazer com que os 2.300 produtores cadastrados passem por um processo de avaliação de suas propriedades. A partir de abril, na renovação do cadastro, todos passarão por essa etapa”, explicou.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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