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Avanço nas negociações de soja no Brasil contrasta com cenário internacional de pressão

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Apesar da pressão global sobre os preços da soja, o mercado brasileiro tem registrado avanço nas negociações. De acordo com levantamento da consultoria Safras & Mercado, divulgado com dados até 6 de junho, 64% da produção projetada da safra 2024/25 já foi comercializada no país.

Confira os principais destaques do cenário nacional e internacional:

Comercialização avança no Brasil
  • A comercialização da safra 2024/25 alcançou 64% da produção estimada, o que representa 110,35 milhões de toneladas, considerando uma safra projetada em 172,45 milhões de toneladas.
  • Em comparação ao levantamento anterior, com dados de 9 de maio, houve avanço de sete pontos percentuais — na época, o índice era de 57%.
  • No mesmo período de 2023, a comercialização estava mais adiantada, com 71,8% da produção já negociada.
  • A média dos últimos cinco anos para esse período é de 76,9%.
Vendas antecipadas também ganham força
  • Com base na estimativa de 182,57 milhões de toneladas para a safra, a consultoria aponta que 10,8% da produção já foi comercializada de forma antecipada, o equivalente a 19,73 milhões de toneladas.
  • No mesmo período do ano passado, esse número era de 14,6%, enquanto a média de cinco anos é de 20,6%.
  • Em 9 de maio, o índice de comercialização antecipada era de 7,9%, mostrando evolução no ritmo das vendas.
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Produtores aproveitam momentos favoráveis

Mesmo com um cenário global baixista, produtores brasileiros, em boa parte bem capitalizados, vêm aproveitando momentos pontuais de alta, impulsionados por:

  • Prêmios elevados nos portos;
  • Cotações em Chicago acima do esperado;
  • Apesar da pressão cambial sobre o dólar, o cenário interno segue favorável a negócios.
Cenário internacional ainda exerce pressão
  • O mercado global enfrenta a entrada da maior safra da história do Brasil, ao mesmo tempo em que se projeta novo aumento da área plantada para a próxima temporada.
  • Na Argentina, apesar de alguns problemas pontuais, a colheita avança com boa produtividade.
  • Nos Estados Unidos, o plantio segue sem grandes dificuldades, mesmo com redução na área plantada. Cerca de 67% das lavouras apresentam condições de boas a excelentes.
Atenção ao USDA e às tensões comerciais
  • O mercado acompanha com atenção os próximos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA):
    • 12 de junho: divulgação do relatório mensal de oferta e demanda;
    • 30 de junho: levantamento oficial da área plantada no país.
  • Além disso, as relações comerciais entre EUA e China seguem no radar dos agentes do setor.
    • Apesar de a demanda pela soja americana seguir fraca, houve avanço diplomático com a retomada das conversas entre Donald Trump e Xi Jinping, o que pode trazer impactos futuros ao mercado global.
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Com um mercado interno aquecido e um cenário externo ainda incerto, os próximos meses serão decisivos para o ritmo das negociações da soja brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio brasileiro disparam e abril registra segundo melhor resultado da história

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O agronegócio brasileiro voltou a mostrar força no mercado internacional em abril de 2026. As exportações do setor alcançaram US$ 16,6 bilhões no período, crescimento de 12% em relação ao mesmo mês do ano passado e o segundo melhor resultado mensal da série histórica, ficando atrás apenas de maio de 2023.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram avanço consistente das vendas externas, puxado principalmente pelo complexo soja, proteínas animais e algodão.

Complexo soja lidera exportações e garante avanço da receita

A soja voltou a ser o principal motor das exportações brasileiras. Em abril, os embarques do grão atingiram 16,7 milhões de toneladas, maior volume mensal do ano, gerando receita de US$ 7 bilhões.

Além do aumento da disponibilidade da safra brasileira, o preço médio da commodity também subiu e alcançou US$ 416 por tonelada, alta anual de 8,4%.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo:

  • Volume exportado: 2,4 milhões de toneladas
  • Crescimento anual: 13%
  • Preço médio: US$ 363/t

Já o óleo de soja teve comportamento distinto. Apesar da queda de 7,8% no volume exportado, os preços avançaram pelo quinto mês consecutivo, alcançando US$ 1.191/t, alta de 15% frente a abril de 2025.

Carne bovina ganha força com demanda chinesa aquecida

O setor de proteínas animais manteve ritmo forte nas exportações, especialmente na carne bovina.

Os embarques de carne bovina in natura cresceram 4,3% em relação a abril do ano passado, somando 252 mil toneladas. A China permaneceu como principal destino, absorvendo 54% do total exportado.

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O principal destaque, no entanto, veio da valorização dos preços:

  • Preço médio da carne bovina: US$ 6.241/t
  • Alta anual: 24%
  • Alta frente a março: 7,3%

Segundo a análise, os chineses aumentaram os preços pagos pela proteína brasileira, influenciando diretamente o movimento de valorização internacional.

Carne suína e frango seguem em expansão

A carne suína também apresentou desempenho positivo:

  • Volume exportado: 121 mil toneladas
  • Crescimento anual: 9,7%
  • Preço médio estável em US$ 2.497/t

Já a carne de frango in natura somou 417 mil toneladas embarcadas, avanço de 2,5% sobre abril de 2025. Os preços médios chegaram a US$ 1.949/t, crescimento anual de 2,1%.

Açúcar perde valor e etanol recua nas exportações

No complexo sucroenergético, o cenário foi mais desafiador.

As exportações de etanol recuaram 50% em volume frente ao mesmo período do ano anterior, totalizando 87 mil toneladas. Apesar disso, os preços subiram 8%, chegando a US$ 624/m³.

O açúcar VHP registrou:

  • Volume exportado: 958 mil toneladas
  • Alta de 1,2% nos embarques
  • Queda de 23% no preço médio

O açúcar refinado também perdeu valor, com retração de 19% nos preços em relação a abril do ano passado.

Algodão dispara em volume, mas preços seguem pressionados

O algodão em pluma teve um dos maiores avanços do período em volume exportado.

Os embarques atingiram 348 mil toneladas, crescimento expressivo de 55% frente a abril de 2025. Entretanto, os preços continuam em trajetória de queda e recuaram 7,3% na comparação anual, chegando a US$ 1.513/t.

Fertilizantes enfrentam impacto da guerra no Oriente Médio

Enquanto as exportações avançaram, as importações de fertilizantes mostraram desaceleração em abril.

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O volume total importado caiu 11% na comparação anual, somando 3,2 milhões de toneladas. O mercado segue pressionado pelos impactos geopolíticos da guerra no Oriente Médio, que elevou preços internacionais e gerou dificuldades logísticas.

Entre os destaques:

  • Forte queda nas importações de fosfatados
  • Redução de cerca de 200 mil toneladas de ureia
  • Aumento equivalente nas compras de sulfato de amônio

O MAP foi importado a US$ 733/t FOB, alta de 16% sobre abril de 2025. Já a ureia alcançou US$ 574/t FOB, disparando 55% na comparação anual.

Segundo o relatório, parte relevante dos embarques ainda reflete contratos fechados anteriormente, o que reduz a capacidade dos dados atuais retratarem totalmente as condições mais recentes do mercado global.

Café perde receita mesmo com preços ainda elevados

Outro ponto de atenção foi o café verde.

Entre janeiro e abril de 2026, as exportações do produto somaram US$ 4,1 bilhões, mas o volume embarcado caiu 25% frente ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, os preços médios permaneceram elevados em US$ 6.773/t.

Agro mantém protagonismo nas contas externas brasileiras

Os números reforçam o protagonismo do agronegócio na balança comercial brasileira em 2026, especialmente em um cenário global marcado por volatilidade, tensões geopolíticas e juros elevados nas principais economias.

Com forte demanda internacional por alimentos e proteínas, o Brasil segue ampliando sua presença no comércio global, sustentado principalmente pela competitividade da soja, carnes e fibras naturais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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