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Conab Realiza Visitas Técnicas a Extrativistas de Pinhão e Juçara em Minas Gerais

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Nesta semana, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está promovendo visitas técnicas aos municípios de Barbacena, Alagoa, Passa Quatro, Itamonte, Virgínia, Marmelópolis, Delfim Moreira, Córrego do Bom Jesus e Cambuí, em Minas Gerais. O propósito dessas visitas é orientar e capacitar os extrativistas de pinhão e juçara sobre a Subvenção Direta ao Produtor Extrativista (SDPE), parte integrante da Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPMBio).

Durante os encontros, os participantes receberão informações detalhadas sobre os produtos contemplados, os preços, os limites de cobertura e a documentação necessária para acessar a subvenção. Também será abordada a implementação do SociobioNet, um sistema offline destinado ao envio das notas fiscais que comprovam a venda dos produtos a preços inferiores ao mínimo estabelecido pelo Governo Federal.

A PGPMBio, gerida pela Conab, visa apoiar a comercialização de produtos extrativos e promover o desenvolvimento das comunidades extrativistas por meio da SDPE. Este programa oferece um bônus aos extrativistas que comprovem a venda de seus produtos a preços abaixo do mínimo fixado pelo governo e pesquisado pela Conab. Atualmente, o programa contempla 17 produtos: açaí, andiroba, babaçu, baru, borracha extrativa, buriti, cacau extrativo, castanha-do-brasil, juçara, macaúba, mangaba, murumuru, pequi, piaçava, pinhão, pirarucu de manejo e umbu.

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A PGPMBio tem como objetivos o fortalecimento e o desenvolvimento socioeconômico das populações tradicionais, a permanência dos habitantes na floresta e a garantia de renda. Além disso, busca promover a conservação ambiental, reduzir o desmatamento e mitigar os efeitos das mudanças climáticas, assegurando uma fonte de renda para as comunidades que possuem formas próprias de organização social. Essas comunidades utilizam conhecimentos, inovações e práticas transmitidos pela tradição para a gestão de seus territórios e recursos naturais, garantindo sua reprodução cultural, social, religiosa e econômica.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas

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As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.

O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.

Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.

Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.

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A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.

Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.

Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.

Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.

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Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.

Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.

Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.

Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.

Fonte: Pensar Agro

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