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Avanço dos Inoculantes Biológicos: Sojicultores Brasileiros Adotam Tecnologia em Massa

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O uso crescente de inoculantes biológicos na agricultura brasileira foi tema central da 21ª Reunião da Rede de Laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologias de Inoculantes Microbianos de Interesse Agrícola (Relare), realizada em Londrina (PR) nos dias 25 e 26 de junho. O evento reuniu representantes de todo o Brasil para discutir os avanços significativos e os resultados das pesquisas recentes neste setor em expansão.

Durante a palestra de abertura, Solon Cordeiro Araújo, Conselheiro Fundador da ANPII, destacou o notável crescimento do mercado de inoculantes nos últimos anos, com uma taxa média anual de 14,7%. Ele enfatizou que atualmente 85% dos produtores de soja no Brasil adotam essa tecnologia em todas as safras, marcando um avanço significativo desde os anos 80, quando a adoção era de apenas 35%.

“A evolução do uso de inoculantes é notável. Passamos de um único tipo na década de 80 para uma variedade de classes e formas de uso, com avanços significativos em regulamentação e capacitação técnica”, afirmou Solon. Ele também ressaltou a expansão do setor, que inicialmente se limitava aos inoculantes de Rizóbios em 1952 e hoje inclui produtos para solubilização de fósforo e resistência ao estresse hídrico, utilizando microrganismos como Bacillus, Pseudomonas e Metylobacterium.

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Segundo dados da ANPII, a cultura da soja lidera as vendas de inoculantes, respondendo por 77% do mercado, seguida pelo milho com 16% e a cana-de-açúcar com 2,5%. Os inoculantes baseados em bactérias Bradyrhizobium dominam o mercado com 72,7% das doses aplicadas, seguidos por Azospirillum e Pseudomonas com 26,7%.

“O Brasil está totalmente preparado para atender tanto o mercado interno quanto externo em termos de qualidade e capacidade técnica. A ANPII, representando cerca de 65% do mercado, continua desempenhando um papel fundamental no desenvolvimento e normatização de produtos biológicos de qualidade”, concluiu Solon.

O evento, patrocinado pela ANPII, atraiu pesquisadores, professores, técnicos, produtores rurais e representantes da indústria de bioinsumos, ampliando o debate sobre os avanços tecnológicos e científicos na agricultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil é peça-chave do supermercado global agrícola e reforça liderança no comércio mundial de alimentos

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O Brasil consolidou sua posição como uma das maiores potências agropecuárias do planeta, mas a tradicional definição de “celeiro do mundo” pode não representar com precisão o papel desempenhado pelo país na segurança alimentar global. A avaliação é do professor de Agronegócio Global do Insper, Marcos S. Jank, que defende uma interpretação mais alinhada à dinâmica atual do comércio internacional de alimentos.

Segundo o especialista, embora o Brasil seja um dos principais produtores e exportadores agrícolas do mundo, o conceito de “supermercado global” descreve de forma mais adequada sua participação nas cadeias agroalimentares internacionais.

Brasil responde por 6% da produção agropecuária mundial

Os números mostram que o Brasil é responsável por aproximadamente 6% da produção agropecuária global em termos de volume calórico. O país ocupa posição de destaque, mas permanece atrás de grandes produtores como China, que responde por 16% da produção mundial, Estados Unidos, com 11%, e Índia, com 9%.

No comércio internacional, entretanto, o protagonismo brasileiro é ainda mais evidente. Em 2025, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram cerca de US$ 170 bilhões, representando aproximadamente 9% de todo o comércio agrícola global. O desempenho coloca o Brasil como o segundo maior exportador agropecuário do mundo e líder em diversas cadeias de commodities agrícolas.

Segurança alimentar reduz dependência entre países

De acordo com Jank, a ideia de um único país abastecendo o planeta não corresponde à realidade atual. A segurança alimentar é uma prioridade estratégica para as nações, que buscam manter elevada capacidade de produção interna para reduzir dependências externas.

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Atualmente, apenas 22% da produção agropecuária mundial é destinada ao comércio internacional. Os outros 78% permanecem nos países produtores para atender ao consumo doméstico.

No caso brasileiro, aproximadamente 60% da produção agrícola permanece no mercado interno, enquanto cerca de 40% é direcionada às exportações, considerando a produção convertida em equivalente calórico.

Esse cenário demonstra que a maior parte dos alimentos produzidos globalmente é consumida dentro das próprias fronteiras nacionais, reforçando a importância da autossuficiência alimentar.

Brasil complementa déficits globais de oferta

A China ilustra bem essa dinâmica. Apesar de ser o maior produtor, consumidor e importador de alimentos do mundo, o país importa cerca de 15% do que consome. A principal exceção é a soja, cuja dependência externa supera 80%.

Nesse contexto, o Brasil desempenha papel fundamental ao fornecer produtos agrícolas capazes de suprir desequilíbrios entre oferta e demanda em diferentes regiões do planeta. O país se destaca como fornecedor confiável de commodities em diversas cadeias agroindustriais, incluindo soja, milho, carnes, açúcar, café, algodão e celulose.

A combinação de escala produtiva, disponibilidade de recursos naturais e tecnologia tem permitido ao agronegócio brasileiro ampliar sua relevância estratégica nos mercados internacionais.

Presença brasileira está nos alimentos consumidos em mais de 190 países

Embora os consumidores estrangeiros raramente encontrem marcas brasileiras nas prateleiras dos supermercados, a participação do Brasil na alimentação mundial é muito maior do que aparenta.

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Mais de 190 países importam commodities produzidas no Brasil. Esses produtos são processados por indústrias locais e transformados em milhares de alimentos, bebidas e itens de consumo final comercializados em supermercados, restaurantes, hotéis, cafeterias, açougues e serviços de alimentação.

Na prática, ingredientes e matérias-primas brasileiras estão presentes em inúmeros produtos consumidos diariamente ao redor do mundo, mesmo quando sua origem não é identificada pelo consumidor final.

Brasil fortalece posição como pilar do abastecimento global

A análise reforça que o papel do Brasil transcende a imagem tradicional de fornecedor de matérias-primas agrícolas. O país ocupa posição central nas cadeias globais de abastecimento e contribui diretamente para a segurança alimentar de dezenas de mercados internacionais.

Diante desse cenário, especialistas avaliam que o Brasil se aproxima mais da definição de um dos principais pilares do “supermercado global” de alimentos do que da ideia de “celeiro do mundo”, uma vez que a produção destinada ao consumo interno continua sendo prioridade para a maioria das nações.

Com crescimento contínuo da produtividade, ampliação dos mercados compradores e fortalecimento da competitividade internacional, o agronegócio brasileiro segue consolidando sua influência no abastecimento alimentar mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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