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Aumento nos preços dos combustíveis em janeiro de 2025, com destaque para o etanol

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Em janeiro de 2025, os preços dos combustíveis apresentaram elevações em todo o Brasil, com o etanol liderando o aumento, registrando uma alta de 2,6%. Este dado é parte do Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, um levantamento realizado em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

De acordo com a pesquisa, os preços médios dos combustíveis em janeiro foram os seguintes: gasolina comum a R$ 6,252 o litro; gasolina aditivada a R$ 6,398; etanol hidratado a R$ 4,270; GNV a R$ 4,773; diesel comum a R$ 6,202; e diesel S-10 a R$ 6,249. Os dados combinam informações transacionais da Veloe, dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e resultados do Índice de Preços ao Consumidor da Fipe (IPC-Fipe), para gasolina comum, etanol hidratado e GNV na cidade de São Paulo.

Variedade de aumentos e comparação com dezembro de 2024

Em comparação com dezembro de 2024, os preços de todos os combustíveis monitorados apresentaram aumentos. O etanol foi o combustível que registrou a maior alta, com um acréscimo de 2,6%, seguido pela gasolina comum e o diesel comum, ambos com um aumento de 0,6%. O preço do diesel S-10 subiu 0,5%, a gasolina aditivada teve um aumento de 0,4%, e o GNV registrou uma elevação de 0,3%.

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Aumento acumulado nos últimos 12 meses

Considerando o período de 12 meses, o etanol hidratado foi o combustível com a maior variação de preço, com um aumento de 22,1%, seguido pela gasolina comum, que subiu 10,3%, e pela gasolina aditivada, com uma alta de 10,2%. Os preços do diesel comum e do diesel S-10 apresentaram variações mais moderadas, com aumentos de 4,1% e 3,8%, respectivamente. O preço médio do GNV apresentou uma leve variação de 0,9% entre janeiro de 2024 e janeiro de 2025.

Diferenças regionais nos preços dos combustíveis

O levantamento também revela grandes disparidades regionais nos preços dos combustíveis, em grande parte devido a questões logísticas. Os consumidores das regiões Norte e Nordeste enfrentaram preços mais altos tanto para a gasolina quanto para o etanol. Já nas regiões Sul e Sudeste, os preços mais baixos foram registrados para a gasolina comum, e os estados do Sudeste e Centro-Oeste, como São Paulo, Mato Grosso e Goiás, apresentaram os menores preços para o etanol.

Indicador de Custo-Benefício Flex

O Indicador de Custo-Benefício Flex, que compara o preço médio do etanol com o da gasolina comum, levando em consideração o rendimento de cada combustível, indicou que, em janeiro de 2025, o preço do etanol correspondeu a 71,4% do valor da gasolina comum. Apesar da alta no preço do etanol, a diferença no custo-benefício entre os dois combustíveis permanece pequena, embora as variações regionais possam gerar economias significativas.

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Em estados como Rio Grande do Sul e Maranhão, a gasolina se mostrou mais vantajosa, enquanto em Mato Grosso, São Paulo e Goiás, o etanol ainda é a opção mais econômica.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ácaro-rajado no mamão: praga pode reduzir produtividade e exige manejo integrado no pomar

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A presença do ácaro-rajado (Tetranychus urticae) tem se consolidado como um dos principais desafios fitossanitários na cultura do mamoeiro. A praga compromete o desenvolvimento das plantas, reduz a produtividade e pode gerar perdas significativas na qualidade dos frutos, especialmente em períodos de clima quente e seco.

Os danos começam com manchas amareladas nas folhas, evoluindo para necrose, desfolha intensa e redução do tamanho dos frutos. O resultado é queda direta na produtividade e na padronização comercial do mamão.

Segundo especialistas, o ácaro pode ocorrer durante todo o ano, com maior pressão em condições climáticas favoráveis ao seu desenvolvimento. O inseto se instala inicialmente na face inferior das folhas, próximo às nervuras, e rapidamente se espalha pela planta quando não controlado.

Manejo do ácaro-rajado no mamão exige atenção constante do produtor

De acordo com orientações técnicas compartilhadas por Alexandre Hanazaki, gerente de desenvolvimento de produtos da East-West Seed, o controle eficiente do ácaro-rajado depende de um conjunto de práticas preventivas e monitoramento frequente da lavoura.

1. Eliminação de plantas daninhas

O primeiro passo no manejo é a eliminação de plantas daninhas, que podem servir de hospedeiras para o ácaro-rajado.

A manutenção da área limpa reduz a pressão da praga e diminui a chance de reinfestação no pomar de mamão.

2. Monitoramento constante das folhas

O acompanhamento frequente da lavoura é fundamental para identificar precocemente a presença do ácaro.

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A recomendação é observar principalmente a face inferior das folhas, onde a praga se concentra inicialmente. Ao identificar a infestação, o controle deve ser iniciado de forma imediata e em área total.

3. Escolha de materiais mais tolerantes

O uso de variedades mais tolerantes também é uma estratégia importante no manejo integrado.

A cultivar Sabrosa, da East-West Seed, é citada como alternativa com maior tolerância ao ácaro-rajado. Segundo a empresa, o material apresenta maior massa foliar e folhas mais espessas, o que dificulta o ataque da praga.

4. Uso correto de defensivos e equilíbrio nutricional

O controle químico deve ser realizado com produtos registrados para a cultura do mamão, priorizando estratégias adequadas de manejo.

Produtos como enxofre e calda sulfocálcica podem atuar como repelentes, além da possibilidade de adoção de controle biológico.

Por outro lado, o uso de piretróides e organofosforados deve ser evitado, pois pode afetar inimigos naturais e favorecer o desequilíbrio populacional do ácaro-rajado.

Outro ponto de atenção é a nutrição da planta: o excesso de nitrogênio pode favorecer o desenvolvimento da praga, exigindo manejo equilibrado.

Variedade Sabrosa se destaca por produtividade e qualidade de frutos

Além da tolerância ao ácaro-rajado, o mamão Sabrosa apresenta outras características agronômicas relevantes, segundo a empresa.

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Entre os principais destaques estão o maior vigor vegetativo, melhor enfolhamento e tolerância a doenças foliares como pinta-preta e mancha-de-corynespora.

Outro diferencial é o porte baixo das plantas, que facilita a colheita manual por mais tempo, reduzindo custos operacionais em comparação a variedades mais altas, que exigem estruturas auxiliares para colheita.

Padronização e precocidade aumentam eficiência comercial

A cultivar também se destaca pela alta padronização dos frutos, reduzindo perdas por variação de tamanho e facilitando a comercialização em caixas, modelo predominante no mercado.

Segundo Hanazaki, essa uniformidade melhora a eficiência logística e a aceitação comercial do produto.

A precocidade é outro ponto forte: as plantas iniciam a floração cerca de 30 dias após o transplantio, com início da colheita em aproximadamente seis meses.

Além disso, os frutos apresentam boa qualidade sensorial, com polpa de coloração atrativa e sabor valorizado pelo mercado consumidor.

Manejo integrado é decisivo para proteger a safra de mamão

O controle do ácaro-rajado exige estratégia integrada, combinando monitoramento, manejo cultural, uso correto de defensivos e escolha de materiais mais tolerantes.

Em um cenário de alta exigência de qualidade e produtividade, a adoção dessas práticas é fundamental para reduzir perdas e garantir maior rentabilidade ao produtor de mamão.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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