AGRONEGÓCIO

Mercado da soja apresenta oscilações regionais e altas em Chicago

Publicado em

Rio Grande do Sul aguarda fim da colheita para definição de preços

No Rio Grande do Sul, os produtores mantêm cautela à espera da conclusão da colheita, segundo dados da TF Agroeconômica. No porto, as indicações para entrega em abril, com pagamento ao final do mês, situam-se em torno de R$ 135,00 por saca, representando uma queda de 0,74%. No interior do estado, os preços pagos pelas fábricas seguiram os padrões locais:

  • Cruz Alta: R$ 134,00 (pagamento em 30/05)
  • Passo Fundo: R$ 134,00 (pagamento em 23/05)
  • Ijuí: R$ 134,00 (pagamento em 30/05)
  • Santa Rosa/São Luiz: R$ 134,00 (pagamento previsto para meados de junho)

Em Panambi, os preços “de pedra” caíram para R$ 124,00 por saca, valor oferecido diretamente ao produtor.

Santa Catarina colhe bons resultados

A colheita de soja em Santa Catarina está próxima do encerramento, com 70% da área já colhida. Os resultados têm superado as expectativas iniciais, tanto para a soja quanto para o milho, com rendimentos excepcionais que, em alguns casos, alcançaram 100% do máximo esperado. No porto de São Francisco do Sul, a saca de soja está cotada a R$ 134,31.

No Paraná, foco se volta ao milho, mas soja ainda movimenta o mercado

No Paraná, embora a atenção comece a se direcionar para o milho, a soja ainda apresenta movimentações relevantes. Os preços por saca foram os seguintes:

  • Paranaguá: R$ 134,94 (-1,90%)
  • Cascavel: R$ 134,94 (+6,30%)
  • Maringá: R$ 124,63 (-2,97%)
  • Ponta Grossa: R$ 129,96 (+0,04%)
  • Pato Branco: R$ 134,31 (-0,96%)
Leia Também:  China impõe salvaguardas e deve redefinir o mercado global de carne bovina em 2026

No balcão, em Ponta Grossa, os preços ficaram em R$ 132,09.

Mato Grosso do Sul praticamente finaliza colheita com alta na produtividade

Até 18 de abril, o Mato Grosso do Sul já havia colhido 99,1% da área plantada com soja, correspondente a 4,4 milhões de hectares. A produtividade média subiu para 54,4 sacas por hectare — um aumento de 11,4% em relação à safra anterior — o que impulsionou a estimativa de produção para 14,7 milhões de toneladas (+18,9%).

Os preços por saca foram:

  • Dourados, Campo Grande e Sidrolândia: R$ 119,61
  • Maracaju: R$ 122,90
  • Chapadão do Sul: R$ 118,93

Esses valores representam quedas de até 6,68%.

Queda de preços no Mato Grosso

No Mato Grosso, os preços da soja também recuaram:

  • Campo Verde: R$ 111,80 (-4,73%)
  • Lucas do Rio Verde e Nova Mutum: R$ 110,27 (-1,39%)
  • Primavera do Leste e Rondonópolis: R$ 117,35 (-4,73%)
  • Sorriso: R$ 110,27 (-1,39%)
Chicago fecha em alta com impulso do óleo de soja

No mercado internacional, a Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a sessão com comportamento misto, mas com valorização nos contratos de soja. O contrato de maio, referência para a safra brasileira, subiu 1,23% (US$ 12,75 cents/bushel), fechando em US$ 1053,00. Já o contrato de julho avançou 1,12% (US$ 11,75 cents/bushel), para US$ 1062,00.

Leia Também:  Exportações do Agronegócio Brasileiro crescem em março e impulsionam desempenho do setor no primeiro trimestre de 2025

O principal fator de alta foi o óleo de soja, que registrou aumento expressivo de 3,63%, sendo cotado a US$ 49,65 por libra-peso. Por outro lado, o farelo de soja recuou 0,72%, negociado a US$ 288,70 por tonelada curta.

Expectativas com o biodiesel e o mercado internacional

A valorização foi impulsionada por rumores de que a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) poderá revisar os mandatos de mistura de biodiesel ainda neste mês. A proposta, que teria origem em empresas dos setores de energia e biocombustíveis, prevê o aumento da utilização obrigatória de biodiesel de soja de 3,35 bilhões para entre 4,75 e 5,5 bilhões de galões nos próximos dois a três anos.

Outro fator de otimismo foi a possibilidade de o Japão — quarto maior comprador da soja norte-americana — ampliar suas importações como parte de acordos tarifários bilaterais com os EUA.

Enquanto isso, persistem as tensões comerciais entre Estados Unidos e China. Apesar de especulações sobre uma possível redução de tarifas de 145% para 50-60%, o governo chinês exige a remoção total das taxas e negou envolvimento em negociações recentes com a gestão de Donald Trump, o que gerou cautela nos mercados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Programa que reduziu roubos no campo enfrenta gargalo de comunicação

Published

on

Responsável por um dos programas de policiamento rural mais abrangentes do País, o Paraná enfrenta um gargalo tecnológico que ameaça limitar os resultados obtidos nos últimos anos. Apesar da redução de 34,6% nos roubos em propriedades rurais desde 2022, as viaturas da Patrulha Rural da Polícia Militar ainda operam sem conexão via satélite em grande parte das áreas mais remotas do Estado, dificultando a comunicação em regiões sem cobertura de telefonia ou internet.

O problema afeta um programa que reúne 37.362 propriedades cadastradas e mais de 24,6 mil propriedades certificadas. Em 2025, testes realizados pelo próprio governo estadual em Londrina e Tamarana demonstraram a viabilidade do uso de internet via satélite nas viaturas, permitindo comunicação estável mesmo durante os deslocamentos por estradas rurais. Mais de um ano depois, porém, a tecnologia ainda não foi incorporada ao sistema.

A demora levou a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) a cobrar prioridade para a implantação do serviço nas equipes que atuam no campo. A entidade argumenta que a falta de conectividade compromete a capacidade de resposta da polícia justamente nas regiões mais afastadas dos centros urbanos.

Leia Também:  Híbrido de milho T1508 da TEVO atinge produtividade recorde no Mato Grosso do Sul

“O trabalho da Patrulha Rural é fundamental para a segurança no campo, mas ainda existe um problema que precisa ser resolvido. Em muitas regiões, o produtor não consegue contato com a polícia em situações de emergência porque não há sinal de telefonia ou internet. A tecnologia é indispensável para reduzir essa distância”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Segundo a Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial do Paraná, os testes realizados em 2025 apresentaram resultados considerados positivos e o relatório técnico foi encaminhado à Secretaria de Segurança Pública (Sesp). Em nota, a pasta informou que a Polícia Militar realiza levantamentos para equipar as viaturas da Patrulha Rural, Polícia Ambiental, Batalhão de Fronteira e Polícia Rodoviária, entre outras unidades.

Para Meneguette, os investimentos em conectividade deveriam priorizar o meio rural, onde as limitações de comunicação são maiores.

“Pela própria dimensão territorial, é impossível manter equipes em todos os locais com rapidez. Por isso, a comunicação é uma ferramenta estratégica. O Paraná construiu um modelo de segurança rural que se tornou referência para outros Estados, mas é preciso avançar em tecnologia para garantir que esse sistema continue eficiente”, diz.

Leia Também:  Cinco Tendências que Estão Redesenhando o Futuro do Agronegócio Brasileiro

A discussão ocorre em um momento em que a criminalidade no campo exige respostas cada vez mais rápidas e em que Estados produtores buscam ampliar o uso de tecnologias de monitoramento e comunicação nas áreas rurais. Especialistas em segurança pública avaliam que a conectividade tende a se tornar um dos principais pilares do policiamento rural nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA