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Aumento no preço do milho impacta criadores de suínos: Relação de troca se deteriora

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O recente aumento nos preços do milho no Brasil vem afetando negativamente os criadores de suínos, conforme destaca um boletim setorial divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP na última quinta-feira (11/1). Segundo o relatório, o suinocultor paulista viu seu poder de compra reduzir em 4,3%, podendo adquirir 6,28 quilos de milho com a venda de um quilo do animal vivo no último mês.

Durante esse período, o preço médio do suíno aumentou em 5,3%, atingindo R$ 6,99 por quilo, enquanto o indicador do Cepea para o milho, em Campinas, interior de São Paulo, teve uma média de R$ 66,77 por saca de 60 quilos, representando um aumento de 10,1% na mesma comparação.

O Cepea observa que o aumento no preço do suíno vivo reflete o aumento na demanda pela proteína durante as festas de final de ano, enquanto o aumento do milho está associado às preocupações com a safra 2023/24.

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Os pesquisadores detalham que esse cenário foi influenciado por preocupações com os impactos do clima adverso na produção da safra 2023/24, juntamente com o bom ritmo das exportações brasileiras e o período de recesso de parte das empresas e transportadoras no final do ano.

No que diz respeito ao farelo de soja, houve uma melhora de 10,2% na relação de troca, após o insumo registrar uma queda de 4,3% em comparação mensal.

Ao comparar as proteínas animais, observou-se uma perda de competitividade da carne suína em relação à carne bovina, que subiu 2,7%, cotada a R$ 17,15 por quilo, e à carne de frango, com uma variação de 0,6%, apresentando um preço médio de R$ 7,22 por quilo.

Com essas variações, a diferença entre a carcaça bovina e a carne suína especial teve uma redução de 2,6%, enquanto a relação com a carne de frango diminuiu 21,6%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de milho do Paraná tem previsão elevada para 17,6 milhões de toneladas; estimativa para trigo é mantida

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O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), elevou ligeiramente a estimativa para a produção da segunda safra de milho 2025/26 no estado. A nova projeção aponta uma colheita de 17,6 milhões de toneladas, acima das 17,54 milhões de toneladas previstas no levantamento divulgado no mês anterior.

O ajuste positivo reforça a expectativa de uma boa safra para o Paraná, um dos maiores produtores de milho do Brasil. No entanto, mesmo com a revisão, o volume estimado ainda representa uma queda de 2% em comparação com a produção registrada na temporada passada, refletindo uma redução na produtividade das lavouras.

Colheita da segunda safra de milho ainda está no início

Segundo o Deral, a colheita da segunda safra de milho está em fase inicial no Paraná. Até o começo desta semana, aproximadamente 3% da área cultivada havia sido colhida.

Apesar da expectativa de menor produtividade, a expansão da área plantada ajudou a sustentar o potencial produtivo do estado. Nesta safra, os produtores cultivaram cerca de 2,9 milhões de hectares, crescimento de 3% em relação ao ciclo anterior.

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O avanço da colheita nas próximas semanas será determinante para confirmar o desempenho da produção paranaense, considerada estratégica para o abastecimento interno e para as exportações brasileiras de milho.

Produção de trigo permanece estimada em 2,36 milhões de toneladas

Para a safra de trigo 2025/26, o Deral manteve inalterada a estimativa divulgada no levantamento anterior.

A previsão continua em 2,36 milhões de toneladas, volume que representa uma retração de 18% na comparação com a safra passada.

A redução esperada decorre, principalmente, da diminuição da área cultivada pelos produtores paranaenses, que reduziram o investimento na cultura diante das condições de mercado e dos custos de produção.

Paraná segue estratégico para a produção nacional de grãos

Mesmo com perspectivas de queda na comparação anual para milho e trigo, o Paraná mantém posição de destaque entre os principais estados produtores de grãos do país.

As atualizações mensais do Deral são acompanhadas de perto pelo mercado, cooperativas, cerealistas e agentes da cadeia produtiva, pois servem como referência para as expectativas de oferta, formação de preços e planejamento da comercialização ao longo da safra.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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