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Aumento Expressivo: Imea Aponta Crescimento de 7% na Demanda por Algodão em Mato Grosso para 2023/24

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O Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea) divulgou, em março de 2024, o relatório anual sobre a oferta e demanda de algodão no estado de Mato Grosso. Para a safra 2022/23, a projeção indica uma demanda de 2,19 milhões de toneladas da fibra, representando uma leve redução de 2,51% em comparação com a estimativa de fevereiro de 2024.

Apesar desse ajuste, a demanda ainda apresenta um aumento notável de 48,71% em relação à safra anterior (2021/22). Esse crescimento é impulsionado pelo consumo externo da pluma mato-grossense, que já registrou um incremento de 9,44% no acumulado exportado até o momento (agosto de 2023 a janeiro de 2024) em comparação com o mesmo período da safra anterior.

Os estoques finais para a safra 2022/23 estão projetados em 480,47 mil toneladas, refletindo um aumento considerável de 40,16% em relação à safra 2021/22.

Quanto à temporada 2023/24, as perspectivas são otimistas, com estimativa de um aumento expressivo de 7,00% na demanda pela fibra, atingindo 2,34 milhões de toneladas. Apesar desse aumento no consumo, os estoques finais estão previstos em 558,10 mil toneladas, registrando um crescimento de 16,16% em relação à safra anterior (2022/23). Esse aumento é atribuído aos maiores estoques de passagem do ciclo anterior para o atual, além da expectativa de uma produção mais robusta na temporada.

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Essas informações foram extraídas do Boletim Semanal do Imea – Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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