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Atvos abre inscrições para Programa de Estágio Corporativo em diversas áreas

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A Atvos abriu na sexta (26) as inscrições para seu Programa de Estágio Corporativo. As 40 oportunidades em aberto são destinadas a talentos com energia para aprender e enfrentar desafios para se desenvolver profissionalmente, que queiram buscar um futuro mais sustentável em uma empresa que é uma das protagonistas da transição da matriz energética.

“Essa iniciativa representa uma valiosa oportunidade de aprendizado e crescimento pessoal. A Atvos é uma companhia muita dinâmica e inovadora que está comprometida com a diversidade, o desenvolvimento de carreira de seus colaboradores e da comunidade onde atua. Por isso mesmo, buscamos pessoas criativas que tragam novas ideias, absorvam conhecimentos práticos e colaborem em projetos multidisciplinares de grande impacto. Os selecionados terão a oportunidade de atuar junto a um time de alta performance e nos ajudar a construir um futuro melhor para o planeta”, garante Cristiana Gomes, vice-presidente de Gente & Gestão da Atvos.

Para participar do Programa de Estágio Corporativo da Atvos, é necessário que o candidato esteja cursando ensino superior (bacharelado, licenciatura ou tecnólogo) em Administração, Comunicação, Ciências Contábeis, Direito, Economia, Engenharias, Estatística, Finanças, Logística, Psicologia, Relações Internacionais, entre outras áreas correlatas ao negócio da empresa, com previsão de formatura para dezembro de 2025 ou julho de 2026.

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Os interessados também devem ter disponibilidade para estagiar 30 horas por semana em modelo híbrido (com três dias presenciais), nas cidades de São Paulo ou Campinas, onde estão localizados os escritórios corporativos da companhia. Além disso, é necessário possuir inglês intermediário, e conhecimentos em Excel será considerado um diferencial competitivo. A previsão é que os novos estagiários iniciem as atividades em agosto de 2024.

Desenvolvido em parceria com a Cia de Talentos, o Programa de Estágio Corporativo ainda contará com uma trilha de aprendizagem acelerada com imersão em todas as áreas de negócio. Os novos talentos participarão de rodadas de conversas sobre negócios com os principais executivos da empresa, inclusive com o CEO, Bruno Serapião, bem como de mentorias e bate-papos regulares sobre carreira com a área de Gente & Gestão.

Prazo de inscrição e benefícios

As inscrições podem ser feitas no link até o dia 27 de maio. O processo seletivo contempla duas etapas, ambas virtuais, com dinâmicas e entrevistas. Além de remuneração competitiva, os participantes do Programa de Estágio Corporativo terão benefícios como bolsa auxílio compatível com o mercado, assistência médica e odontológica, alimentação e transporte, seguro de vida, Gympass, convênio com farmácia e parcerias de desconto.

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Fonte: Atvos

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Matopiba desponta como nova fronteira da produtividade no Brasil

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O avanço do agronegócio está mudando o mapa da produtividade brasileira e levando parte do dinamismo econômico para o Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Enquanto o indicador nacional cresceu 18,7% entre 2002 e 2019, três Estados da região registraram alguns dos maiores aumentos do País.

O Piauí liderou o crescimento da produtividade do trabalho no período, com alta de 103%. O Maranhão avançou 86% e o Tocantins, 69,7%. Os resultados acompanham a expansão da fronteira agrícola e indicam que a transformação provocada pelo campo ultrapassou o aumento da área plantada e do volume colhido.

Os dados fazem parte do estudo “Missing the Productivity: Estimating Labor Productivity in Brazilian Municipalities (2002–2019)”, dos pesquisadores Alan Bueno e Diogo Ferraz. Divulgado em julho, o trabalho construiu uma base anual com informações dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros.

O levantamento é um pré-print, versão que ainda não passou pela etapa definitiva de revisão acadêmica. Embora tenha alcance nacional e não seja dedicado exclusivamente ao Matopiba, o estudo revela grandes ganhos de produtividade nas fronteiras agropecuárias e uma evolução mais lenta nos Estados historicamente industrializados.

A produtividade analisada não é o rendimento das lavouras por hectare. O indicador mede quanto valor é produzido por trabalhador. Ele aumenta quando a incorporação de máquinas, tecnologia, qualificação e métodos mais eficientes de gestão permite ampliar a produção sem elevar na mesma proporção o número de pessoas ocupadas.

No Brasil, a agropecuária foi o setor que apresentou o maior avanço entre 2002 e 2019. A produtividade do trabalho no campo cresceu 80,1%, diante de aumentos de 10,3% nos serviços e de apenas 5,4% na indústria.

O resultado ajuda a explicar por que regiões antes com menor participação na economia nacional passaram a atrair armazéns, transportadoras, revendas de máquinas e insumos, instituições financeiras, empresas de tecnologia, indústrias de alimentos e prestadores de serviços.

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Para Alan Bueno, professor da Universidade Estadual do Paraná e um dos autores do estudo, o avanço do Matopiba pode ser comparado à transformação ocorrida no Centro-Oeste a partir da segunda metade do século passado.

“O Matopiba é o novo ouro. É o que foi o Centro-Oeste nos anos 1950. Trata-se de um crescimento que faz mudar a realidade regional”, afirmou.

Segundo o pesquisador, o campo passou a funcionar como ponto de partida de uma rede econômica mais ampla. “O agro converteu-se no catalisador de uma vasta rede econômica, envolvendo transporte, comércio, construção civil, tecnologia, crédito e serviços”, explicou.

A expansão foi sustentada principalmente pela produção de soja, milho e algodão, além da pecuária. O desenvolvimento de sementes adaptadas ao Cerrado, a correção dos solos, a mecanização e a agricultura de precisão permitiram que a região ampliasse sua participação na produção nacional.

Os dados mais recentes indicam que o movimento continuou depois de 2019, último ano abrangido pelo estudo. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia colham juntos aproximadamente 41,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, aumento próximo de 9% sobre o ciclo anterior.

A Bahia deverá liderar a produção regional, com cerca de 15 milhões de toneladas. O Tocantins aparece em seguida, com 9,74 milhões, seguido pelo Maranhão, com 9,05 milhões, e pelo Piauí, com 7,58 milhões de toneladas.

Somente a soja deve alcançar 25,4 milhões de toneladas nos quatro Estados, o equivalente a aproximadamente 14% da produção brasileira da oleaginosa. O resultado consolida o Matopiba como fornecedor relevante para as indústrias de óleo, farelo, rações, carnes e biocombustíveis.

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O avanço da produtividade, porém, não significa que os benefícios econômicos sejam distribuídos automaticamente. A mecanização reduz a necessidade de algumas tarefas manuais, ao mesmo tempo que amplia a procura por operadores de máquinas, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos, mecânicos e profissionais de tecnologia e logística.

Sem capacitação local, parte dessas vagas pode ser preenchida por trabalhadores vindos de outras regiões. O aumento da riqueza também depende da capacidade dos municípios de converter maior arrecadação em educação, saúde, saneamento e infraestrutura.

Outro desafio é evitar que o Matopiba permaneça apenas como fornecedor de produtos primários. A instalação de esmagadoras de soja, fábricas de rações, frigoríficos, usinas de biocombustíveis e indústrias de alimentos permitiria agregar valor à produção e manter uma parcela maior da renda na própria região.

O crescimento também aumenta a pressão sobre estradas, ferrovias, armazéns e terminais de exportação. Sem infraestrutura compatível, parte do ganho obtido dentro das propriedades pode ser perdida com fretes elevados, filas e demora no escoamento.

Há ainda o desafio de conciliar a expansão produtiva com a conservação do Cerrado, a regularização fundiária e a inclusão da agricultura familiar. A competitividade futura da região dependerá não apenas do volume produzido, mas também da capacidade de comprovar a origem e a sustentabilidade dos produtos.

O estudo mostra que a produtividade brasileira começou a mudar de endereço. O Matopiba já produz mais por trabalhador e movimenta uma cadeia econômica cada vez maior. O próximo passo será transformar essa eficiência em indústria, empregos qualificados e melhoria permanente da renda da população.

Fonte: Pensar Agro

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