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Atendimento para recursos do Casa Cuiabana segue até sexta na Prefeitura de Cuiabá

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O atendimento para apresentação de recursos administrativos do Programa Casa Cuiabana segue até sexta-feira (27) para os candidatos sorteados classificados como incompatíveis na fase de análise documental. O prazo é destinado àqueles que desejam contestar o resultado preliminar divulgado pela Prefeitura de Cuiabá.

Em dois dias de atendimento, foram contabilizados 75 pedidos formalizados, sendo 40 na segunda-feira (23) e 35 na terça-feira (24). Ao todo, cerca de 150 candidatos foram atendidos no período. Aqueles que ainda não protocolaram o recurso ficaram de retornar com a documentação necessária dentro do prazo estabelecido na Portaria nº 04/2026/SMHABT. Confira a lista Aqui

O atendimento ocorre presencialmente, das 8h30 às 17h, na sede da Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária Urbana, localizada na Praça Alencastro, nº 158, Centro.

De acordo com a secretária municipal de Habitação, Michelle Dreher, o momento é dedicado ao recebimento de documentos que possam comprovar possíveis inconsistências apontadas na análise. “Estamos recebendo até sexta-feira as justificativas. As pessoas podem trazer todos os documentos que considerarem importantes para comprovar a situação apresentada. Nós vamos analisar cada caso com base no que for entregue. O protocolo pode ser feito presencialmente, das 8h30 às 17h, mas não há como garantir previamente que o recurso será aceito, pois tudo passa por avaliação técnica”, explicou Michelle.

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A primeira lista preliminar foi publicada na última sexta-feira (13), em edição suplementar da Gazeta Municipal, e contempla 189 candidatos classificados como compatíveis e 420 como incompatíveis. Outros 391 cadastros seguem em análise pela Caixa Econômica Federal.

Entre os principais motivos de incompatibilidade estão: NIS excluído ou desatualizado no ato da inscrição, conforme o CadÚnico; NIS vinculado a outro município; candidato não identificado como responsável familiar; renda familiar superior ao limite permitido de R$ 2.850,00; e ausência de comprovação de residência em Cuiabá por, no mínimo, três anos.

Também configuram incompatibilidade: CPF com pendência ou situação irregular junto ao SICPF (Sistema de Consulta de CPF); registro no CADMUT (Cadastro Nacional de Mutuários), que identifica beneficiário com financiamento habitacional ativo ou já contemplado em programa habitacional; apontamento no SIACI (Sistema Integrado de Administração da Carteira Imobiliária), indicando contrato de financiamento imobiliário ativo ou anterior, especialmente vinculado à Caixa Econômica Federal; e inscrição no CADIN (Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal), que demonstra a existência de débitos junto a órgãos públicos federais, caracterizando pendência impeditiva para concessão do benefício.

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A Secretaria informa que novas listas serão publicadas à medida que as devolutivas forem encaminhadas pela Caixa. Quem não teve o nome incluído nesta primeira relação deve aguardar as próximas etapas, pois o resultado poderá constar nas divulgações seguintes. As datas de novos sorteios serão definidas somente após a conclusão de todas as fases de análise. Não haverá nova etapa de inscrições, já que todos os candidatos não sorteados permanecem aptos a participar dos próximos sorteios.

O Programa Casa Cuiabana registrou mais de 85 mil inscrições em apenas dois meses de 2025, sendo quase 45 mil deferidas em dezembro. Ao todo, foram sorteados 1.000 candidatos, todos convocados para comprovar as informações declaradas no ato da inscrição.

A previsão é de entrega de 500 apartamentos no bairro Jardim Comodoro em outubro deste ano. Já a etapa do Tijucal, com 192 unidades habitacionais, também tem conclusão prevista para 2026.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Preço baixo do arroz ameaça sustentabilidade da cadeia e acende alerta para produtores e indústrias

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A redução do preço do arroz ao consumidor tem ampliado as preocupações sobre o equilíbrio econômico da cadeia produtiva. Apesar de beneficiar temporariamente os consumidores, valores muito baixos podem pressionar produtores, indústrias e distribuidores quando deixam de acompanhar os custos acumulados ao longo do processo de produção e comercialização.

Segundo Sergio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, o principal desafio do setor arrozeiro não está em vender cada vez mais barato, mas em garantir uma cadeia sustentável, capaz de manter qualidade, investimentos e segurança no abastecimento.

“O preço baixo nas prateleiras pode esconder desequilíbrios importantes entre o valor recebido pelo produto e todos os custos envolvidos até a chegada ao consumidor final”, avalia o executivo.

Custos de produção e processamento pressionam margens do arroz

O arroz beneficiado envolve uma série de etapas antes de chegar ao varejo. O processo inclui aquisição do arroz em casca, beneficiamento, classificação, embalagem, transporte, impostos, armazenagem e despesas comerciais.

Quando o preço final não cobre adequadamente esses custos, a pressão financeira acaba sendo distribuída entre os diferentes elos da cadeia, reduzindo margens e limitando investimentos.

De acordo com a avaliação do setor, o problema não está nas empresas que conseguem reduzir custos por meio de tecnologia, gestão eficiente e ganhos de produtividade. O alerta está relacionado a disputas comerciais baseadas exclusivamente em preços baixos, sem considerar a estrutura necessária para manter a atividade.

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Arroz depende de uma cadeia produtiva estruturada

Antes de chegar à mesa do consumidor, o arroz percorre uma longa trajetória que envolve diversas etapas:

  • preparo e manejo das lavouras;
  • irrigação e tratos culturais;
  • colheita;
  • secagem;
  • armazenagem;
  • classificação dos grãos;
  • beneficiamento;
  • embalagem;
  • transporte e distribuição.

Cada fase exige investimentos, mão de obra, equipamentos e planejamento para garantir qualidade e regularidade no fornecimento.

A redução contínua da rentabilidade pode comprometer a capacidade das empresas de modernizar instalações, investir em tecnologia e manter padrões elevados de produção.

Margens menores podem afetar inovação e competitividade do setor

A perda de rentabilidade por períodos prolongados representa um risco para a estrutura da cadeia arrozeira. Empresas com histórico de atuação no mercado podem enfrentar dificuldades para renovar equipamentos, ampliar eficiência operacional e acompanhar novas demandas dos consumidores.

Além disso, produtores rurais podem ser impactados pela menor capacidade de investimento em tecnologia, manejo e aumento de produtividade.

Para especialistas, a sustentabilidade do setor depende de um equilíbrio entre preço competitivo e remuneração adequada para todos os participantes da cadeia.

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Mudança no consumo aumenta desafios para o mercado de arroz

A pressão sobre o setor ocorre em um cenário de transformação dos hábitos alimentares dos consumidores.

O avanço dos alimentos ultraprocessados, mudanças nas preferências nutricionais e a redução do consumo de carboidratos associada ao uso crescente de medicamentos para controle de peso também influenciam a demanda por arroz.

Diante desse ambiente, o setor busca alternativas para estimular o consumo e fortalecer o posicionamento do produto no mercado.

Eficiência e agregação de valor são caminhos para o futuro do arroz

A avaliação da cadeia produtiva é que a competitividade do arroz não deve depender apenas da redução de preços, mas principalmente de ganhos de eficiência, diferenciação e valorização do produto.

Estratégias como inovação, melhoria da produtividade, fortalecimento das marcas e comunicação com o consumidor podem contribuir para recuperar demanda e garantir maior estabilidade ao mercado.

O desafio do setor arrozeiro é construir um modelo sustentável, no qual produtores, beneficiadores, varejistas e consumidores sejam atendidos sem comprometer a continuidade da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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